É possível ter um QI acima de 200? Especialista alerta sobre falsos superdotados
Fabiano de Abreu, diretor internacional da IIS Society — uma antiga sociedade de alto QI que recentemente iniciou suas operações no Brasil — alerta sobre a proliferação de informações enganosas sobre superdotados. Segundo ele, o aumento de falsos superdotados e de testes e profissionais de credibilidade duvidosa tem gerado desinformação nas redes sociais.
No Brasil, a maior pontuação admitida em um teste de QI válido e reconhecido pelo Conselho Federal de Psicologia é de 160 pontos. Fora do país, pontuações podem chegar a 196 pontos devido a diferenças no cálculo. No entanto, qualquer pontuação acima disso é inexistente em testes cientificamente comprovados”, explica Fabiano de Abreu.
O especialista ressalta a importância de verificar a autenticidade dos testes antes de divulgar informações sobre superdotados. “É fundamental solicitar registros e documentações comprobatórias, pois algumas sociedades de alto QI são criadas apenas para que seus fundadores se autointitulem superdotados”, adverte.
A IIS Society tem trabalhado em conjunto com outras organizações internacionais para combater a desinformação e proteger os verdadeiros superdotados. “Nosso objetivo é evitar que esses indivíduos sofram com as consequências de falsas informações e de impostores”, acrescenta. De acordo com a ciência, é impossível um QI acima de 200.
O que é o QI e como ele é medido?
O Quociente de Inteligência (QI) é um índice padronizado que mede habilidades cognitivas em relação à média da população. Os testes mais confiáveis seguem uma distribuição estatística normal:
Média: 100 pontos
Desvio-padrão: 15 pontos
Percentil 98 (2% mais inteligentes da população): QI 130+
Percentil 99.9999 (~1 em 1 milhão de pessoas): QI 160
Segundo Fabiano de Abreu, a confiabilidade dos testes de QI diminui drasticamente a partir de 160 pontos, pois existem poucos indivíduos com esse nível de inteligência, tornando estatisticamente inviável validar medições mais altas.
Qual é o máximo possível nos testes aceitos?
Os testes de QI mais respeitados mundialmente possuem limites bem estabelecidos:
WAIS (Wechsler Adult Intelligence Scale): Máximo confiável de 160 pontos
Stanford-Binet (5ª edição): Máximo confiável de 160 pontos
Cattell Culture Fair IQ Test: Pode chegar a 180 pontos, mas com limitações estatísticas
“Ninguém pode atingir 200 pontos em um teste cientificamente validado. Qualquer pontuação acima de 160 já é uma extrapolação matemática, não uma medição real”, reforça Fabiano de Abreu.
Por que não existe QI acima de 200?
Os testes não medem isso: Nenhum teste reconhecido por instituições psicológicas (APA, Mensa, universidades) mede QIs acima de 160 de forma confiável.
Curva normal e amostragem estatística: A distribuição normal do QI impossibilita medições fidedignas para valores superiores a 160.
Valores extremos são apenas estimativas falsas: Alegadas pontuações acima de 200, como as de Marilyn vos Savant (QI 228) e Terence Tao (QI 225-230), não foram obtidas por testes padronizados. No caso de Marilyn, os valores são baseados em testes antigos e extrapolações estatísticas, o que levou o Guinness Book a deixar de registrar recordes de QI por falta de critérios objetivos.
Os “Testes de Alto QI” são confiáveis?
Alguns testes, como o Mega Test e o Titan Test, alegam medir QIs de 180 a 200+, mas não são aceitos pela comunidade científica porque:
Não possuem calibração estatística confiável
São projetados para pequenas amostras, sem representatividade real
Não são reconhecidos por organizações psicológicas como Mensa, Triple Nine Society ou APA
“Qualquer alegação de QI acima de 200 é falsa. Os testes confiáveis não medem acima de 160, e valores como 180, 200 ou 250 são apenas estimativas sem base científica”, enfatiza Fabiano de Abreu.
Caso encontre alguém afirmando ter um QI superior a 200, desconfie. O verdadeiro limite do QI humano, segundo a ciência, é de aproximadamente 160 pontos. Acima disso, não há medições confiáveis. Pontuações Extremas São Mito.
Para medir o QI de forma confiável, Fabiano recomenda utilizar testes como o WAIS-IV ou Stanford-Binet, sempre supervisionados por um psicólogo profissional. “Não caia em mitos sobre gênios de QI 200 — a ciência já provou que eles não existem”, finaliza.
Texto extraído do site: https://www.jornalopcao.com.br/ultimas-noticias/e-possivel-ter-um-qi-acima-de-200-especialista-alerta-sobre-falsos-superdotados-679855/
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Claudia Hakim
OAB/SP 130.783
Advogada Especialista em Direito Educacional (USP)
Pós-Graduada e especialista em Neurociências e Psicologia Aplicada
Sócia Fundadora do Instituto Brasileiro de Superdotação e Dupla Excepcionalidade
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