sábado, 22 de julho de 2017

O Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação de Mato Grosso, Campo Grande, oferece atendimento educacional especializado aos estudantes com altas habilidades

Extraído do site : http://www.acritica.net/noticias/com-atendimento-educacional-especializado-nucleo-da-sed-acompanha-estu/225120/

Núcleo da Secretaria de Educação de Mato Grosso dá assistência a estudantes superdotados

 Aos 16 anos, Douglas pratica inglês, português, alemão, polonês e russo, além de já ter estudado um pouco de latim
Aos 16 anos, Douglas pratica inglês, português, alemão, polonês e russo, além de já ter estudado um pouco de latim / Divulgação

Douglas Luca tem 16 anos e cursa o 2º ano do ensino médio na Escola Estadual Coração de Maria, em Campo Grande. À tarde, nada de videogame ou bate-papo no celular. O estudante vai, quatro vezes por semana, para o Núcleo de Atividades de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S), onde recebe atendimento educacional especializado e desenvolve atividades de língua portuguesa, física e matemática, além de jogar xadrez e estudar sua grande paixão: línguas. Aos 16 anos, ele pratica inglês, português, alemão, polonês e russo, além de já ter estudado um pouco de latim.

Com todas as atividades diárias, Douglas ainda encontrou tempo, durante as madrugadas, para criar uma língua própria, o kinyi, projeto que pretende levar a sério na carreira acadêmica. “Eu queria ser engenheiro, mas com meu interesse por linguagem eu decidi fazer Filologia, para estudar desde a confecção de uma língua até como ela vai se desenvolvendo e se adaptando”, contou o estudante.
Hoje, o garoto fala com naturalidade sobre suas habilidades, mas nem sempre foi assim. Quando criança, ficou desanimado com a escola e tinha dificuldade de relacionamento por não ter afinidade com os colegas. “No 5º ano do ensino fundamental ele não quis mais ir para a escola, porque ele sabia além e se sentia desmotivado, até doente ele ficava. Os assuntos dele não interessavam para os colegas e vice-versa”, explicou Eliane Luca, mãe do Douglas.

O NAAH/S entrou na vida da família há quatro anos e, depois de um período de acompanhamento na escola, Douglas começou a frequentar o Núcleo. “Quando ele veio para cá, aprendeu a se relacionar com as pessoas e a lidar com esse dom”, afirmou Eliane. Tudo mudou, principalmente a convivência com as pessoas, até em casa. Tem sido muito bom para a gente”, acrescentou.

O estudante que é superdotado apresenta um conjunto de três características básicas: habilidade acima da média, mesmo que em uma área específica; criatividade na solução de problemas; e envolvimento muito grande com sua área de interesse. “Quando essas três características se manifestam, temos um quadro de altas habilidades/Superdotação”, destacou a professora Brenda Cavalcante Vieira.

Atualmente, são 87 estudantes matriculados, entre 6 e 16 anos, que frequentam o NAAH/S no contraturno das aulas, até quatro vezes por semana. De acordo com o interesse do estudante, o professor elabora o planejamento, individualizado, com conteúdo que pode ser, entre outras áreas, de Ciências, Física, Matemática, Arte, Música, Arte, Música, Xadrez ou Língua Portuguesa”, afirmou a coordenadora do NAAH/S e presidente do Conselho Brasileiro para Superdotação, Graziela Jara.



quinta-feira, 20 de julho de 2017

Responsáveis por pessoas com deficiência e autistas ganham direito a isenção total no IPVA


Acesse o link para saber sobre este Direito estendido no Estado de São Paulo para deficientes físicos, intelectuais e autistas : 

Disgrafia e Dispraxia, o que pode ser feito por essas crianças


Dispraxia é uma disfunção motora neurológica que impede o cérebro de desempenhar os movimentos corretamente. É um déficit, ou dificuldade em planificar, coordenar, executar e auto-regular movimentos voluntários especializados, relacionados com uma determinada atividade (ex: copiar figuras geométricas), e que são realizados de forma lenta, imprecisa, desintegrada e dessincronizada. Também chamada “síndrome do desastrado”. Seus sintomas são a falta de coordenação motorafalta de percepção de três dimensões e equilíbrio. A criança “dispráxica” tem uma falta de organização do movimento. É possível confundir-se, às vezes, com a debilidade motora, pelo qual é necessário um bom diagnóstico. Não há lesão neurológica.
Foto: Reprodução Understood.org

A dispraxia pode estar associada a algum tipo de transtorno do desenvolvimento ou não.
Muitas vezes as crianças apresentam dificuldades difíceis de caracterizar e que afetam o seu desenvolvimento e o seu dia-a-dia, condicionando, não só a sua aprendizagem, bem como também despontam sentimentos de ansiedade e frustração nela própria e nos pais.
As áreas que sofrem mais alterações são as do esquema corporal e a orientação temporo-espacial. Em alguns casos a linguagem não é afetada, a criança com dispraxia apresenta fracasso escolar, pois a escrita é a área mais comprometida.

Alguns tipos de dispraxia :


Dispraxia motora – Incluem dificuldades ao nível do esquema corporal e atraso na organização motora (mov. utilitários: vestir, comer, etc). Pode, igualmente, estar associada à lentidão, imprecisão e dificuldades de planificação de movimentos simples: aquilo a que vulgarmente se chama criança desajeitada ou trapalhona.
Dispraxia espacial –  Caracterizada por uma desorganização do gesto, do esquema corporal e das relações com o espaço. Podem surgir, dificuldades de seriação e classificação, bem como de utilização de conceitos (ex: alto, baixo, etc)
Dispraxia postural – Dificuldades na postura, que se refletem num movimento realizado sem ritmo, e com pouco controle.
As crianças com dispraxia podem aprender a digitar com destreza e rapidez, assim, com o uso do computador, o fracasso escolar pode ser superado, considerando que a parte cognitiva não é afetada.
Existem experiências em andamento que jogos com a tecnologia kinect possam ajudar muito, pois em alguns casos, a falta de progresso pode estar mais relacionada com a baixa auto-estima e o receio de exposição ao fracasso, assim, o treinamento com esses equipamentos tem trazido algum resultado.
As crianças com dispraxia possuem necessidades educacionais especiais, que devem ser atendidas e respeitadas.
Nossa Constituição Federal visa o pleno desenvolvimento da pessoa, seu prepara para o exercício da cidadania e igualdade de condições para o acesso e permanência na escola, considerando, ainda, como dever do Estado a garantia de  acesso aos níveis mais elevados do ensinosegundo a capacidade de cada um.
O Estatuto da Criança e do Adolescente, por sua vez, estipula que : “A criança e o adolescente gozam de todos os direitos fundamentais inerentes à pessoa humana, sem prejuízo da proteção integral de que trata esta Lei, assegurando-se-lhes, por lei ou por outros meios, todas as oportunidades e facilidades, a fim de lhes facultar o desenvolvimento físico, mental, moral, espiritual e social, em condições de liberdade e de dignidade”. (g.n.)
A escola deve oferecer Educação Especial para os alunos com Dispraxia com a flexibilização de currículo e apoio pedagógico adequado para atender às necessidades educacionais especiais desta criança.

O que pode ser feito por estas crianças ?


Menos atividades escritas que os demais ;
Ganhar tempo extra para as tarefas escritas obrigatórias ;
Permissão para o uso do computador, nas atividades escolares e até mesmo em provas ;
Exercícios diferenciados na Educação Física conforme as orientações da psicomotricista ;
Avaliação pela capacidade de reconhecer os diferentes mapas dizendo o tipo de mapa e o local que ilustra ou fazer uma análise oral de um mapa físico, político, hidrográfico e humano.
No Brasil, os atuais critérios de definição da clientela da educação especial encontram-se elencados no documento Política Nacional de Educação Especial, publicado em 1994 pela Secretaria de Educação Especial – SEESP – do Ministério da Educação e Desporto – MEC. De acordo com esse documento, tal clientela é constituída por três grandes grupos, cada qual reunindo um numeroso grupo de tipos e graus de excepcionalidade, sendo que, em um destes grupos situam-se os Portadores de Condutas Típicas :            indivíduos que apresentam alterações no comportamento social e/ou emocional, acarretando prejuízo no seu relacionamento com as demais pessoas (neste grupo, encontramos, também, os portadores de DISGRAFIA E DISPRAXIA).
Penso que, todos aqueles que interagem com crianças e jovens deverão estar alerta para esta problemática, uma vez que um despiste precoce, complementado com um acompanhamento especializado, pode ser, muitas vezes determinante, para o futuro daqueles que apresentam este tipo de déficit, e que constitui frequentemente o primeiro sinal para o surgimento mais tarde de dificuldades de aprendizagem escolares.