domingo, 20 de agosto de 2017

Como solicitar os direitos dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais ?

Extraído do site Almanaque de Pais, do qual sou colunista : https://www.almanaquedospais.com.br/como-solicitar-os-direitos-dos-alunos-que-apresentam-necessidades-educacionais-especiais/


O que os pais com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais (TDAH, dislexia, autismo, dificuldades de aprendizagem) deverão fazer junto á escola, para solicitar os seus direitos?

Os pais de alunos com alunos que apresentam necessidades educacionais especiais (TDAH, dislexia, DPA, DEL, TEA, Asperger, Superdotação,  dificuldades de aprendizagem, deficiência, etc.) deverão, assim que tiverem de posse do(s) LAUDO(s), que identifique a necessidade educacional de seu filho,  MARCAR REUNIÃO com a coordenação ou direção da escola e apresentar o laudo ou relatório realizado pelo(s) profissional(is) que o avaliou, perante a escola, para discutir qual o que a escola fará com relação ao aluno ; quais tipo de atendimento educacional especializado ela oferecerá para ele, como o aluno será avaliado, etc.


Foto: Reprodução www.mindingthecampus.org

A minha orientação é que a entrega do laudo seja feita mediante um PROTOCOLO, que acuse a data que a escola o recebeu, caso seja necessário utilizar este documento, posteriormente (recurso administrativo contra retenção de série, ação judicial ou de outra ordem), de que a escola tinha ciência da condição e das necessidades educacionais especiais apresentadas pelo aluno.

Outra orientação minha é a de que os pais façam constar da ata de reunião o que foi ali discutido ; que o laudo foi apresentado e quais soluções serão adotadas para com a criança, de acordo com o que aponta o laudo neuropsicológico e/ou psicopedagógico/psiquiátrico/neuropediátrico ou de fonoaudiólogo.

Lembrar de pedir uma cópia da ata de reunião para a escola. Esta ata deverá ser assinada pela equipe pedagógica da escola, que participar da reunião e também pelos pais.

Se houver necessidade o profissional, que tiver feito a avaliação do aluno, poderá ir para a escola, participar desta mesma reunião ou em outra, para fazer suas considerações e solicitações acerca do tipo de atendimento educacional especializado que a criança necessita.

É bom que o laudo neuropsicológico ou psicopedagógico seja bem claro neste sentido, sobre de qual forma a criança deverá ser assistida. Se o laudo não for claro, a escola poderá solicitar esclarecimentos aos pais e/ou ao profissional sobre a forma de atendimento que os pais e profissional esperam do aluno, por parte da escola ou, caso a escola possua um profissional especializado em educação especial, este deverá avaliar a criança para saber o que pode ser a ela oferecido e de qual forma.

Caso a escola não acate a solicitação feita pelos pais ou profissional que assiste a criança, os pais podem contratar advogado particular especializado em Educação, para NOTIFICAR escola, solicitando que esta atenda as necessidades educacionais especiais da criança. As escolas costumam ceder após serem notificadas e os advogados, em geral, conseguem chegar num acordo, num meio termo, com a escola, de forma que o aluno seja atendido em suas necessidades educacionais especiais.

Se, após a notificação, ainda assim, a escola não quiser oferecer o atendimento educacional especializado que a criança precisa, os pais podem entrar com ação judicial (contratando advogado particular para tanto), procurar a defensoria pública ou o Ministério Público ou a Diretoria de Ensino, para que intercedam junto à escola neste sentido.


É importante que os pais façam estas solicitações e exigências, o quanto antes souberem do diagnóstico do filho e que não deixem para fazer isto, ao final do ano letivo, quando a criança já repetiu ou praticamente está para repetir de ano. Também é importante que os pais saibam que da decisão que considera o aluno retido de série cabe recurso administrativo, no prazo de 10 (dez) dias, após a decisão que o considerar retido de série, que será analisado pela escola e poderá ser recorrido para a Diretoria de Ensino e depois Conselho de Educação. Também os pais podem optar pela via judicial, assim que souberem da retenção de série, se esta for ocasionada pela falta de atendimento educacional especializado da criança que possuir algum tipo de transtorno do desenvolvimento, comportamento ou aprendizagem que não tenha sido atendido pela escola.

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Deficiência Intelectual e Altas Habilidades são tema de Seminário direcionado aos educadores


Evento acontece na quarta-feira (22); E no dia 23 serão realizadas aulas temáticas

EUNÁPOLIS - Acontece na terça-feira (22), a partir das 18h, no auditório do IFBA, em Eunápolis, o VI Seminário em Educação Especial Inclusiva, que terá como tema “Deficiência Intelectual, Altas Habilidades/Superdotação – E eu com isso?“. O evento é em comemoração a Semana da Deficiência Intelectual.

De acordo com a diretora do Centro de Atendimento Educacional Especializado de Eunápolis (CAEEDE), Cristina Lacerda, o evento busca capacitar os participantes para identificarem e trabalharem com deficiências intelectuais e altas habilidades. Temos mais de 20 mil estudantes em Eunápolis, é impossível que não exista nenhum aluno com altas habilidades ou superdotados. Precisamos capacitar nossos professores para identificarem esses casos”, destacou Cristina.

A diretora do Centro de Atendimento Educacional Especializado ressaltou ainda há um aumento no número de crianças autistas nas escolas e que os educadores precisam estar preparados para lidar com isso.

SEGUNDO MOMENTO – Cristina destacou ainda que na quarta-feira (23), a partir das 8h, serão realizadas aulas temáticas na Unopar, onde será abordada a Deficiência Intelectual em diferentes níveis de Ensino. “Neste dia, em cada sala, trabalharemos um nível de educacional. Haverá uma sala direcionada aos professores de Educação Infantil, outra ao Ensino Fundamental I, ao Ensino Fundamental II e a Educação de Jovens e Adultos”, ressaltou a diretora do CAEEDE, informando ainda que para esta etapa é necessário fazer inscrições na secretaria do Centro de Atendimento Educacional Especializado de Eunápolis (Rua Liderico Meira, 41, Centro) ou nas próprias escolas.

Promovidos pela Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Esporte, por meio do CAEEDE, o seminário e as aulas temáticas são direcionados a professores e coordenadores educacionais de escolas públicas e particulares e a psicólogos. Mais informações pelo telefone (73) 9 8154-9332, com Cristina.


terça-feira, 8 de agosto de 2017

UFSCar promove encontros para famílias de pessoas superdotadas

UFSCar promove encontros para famílias de pessoas superdotadas
 Encontros acontecem no campus de São Carlos da UFSCar (Foto: Fabio Rodrigues/G1)


Para coordenadora e participante do grupo, assunto ainda é pouco debatido.

Por G1 São Carlos e Araraquara

02/08/2017 16h15  Atualizado 02/08/2017 16h15

Encontros acontecem no campus de São Carlos da UFSCar (Foto: Fabio Rodrigues/G1)

A universitária Paula Paulino Braz, de 33 anos, tem um compromisso na noite desta quarta-feira (8). Mãe de Leonardo Braz Moreira, diagnosticado com altas habilidades, ela é uma das frequentadoras das reuniões de empoderamento de familiares e cuidadores de pessoas superdotadas da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).

Criados em abril de 2016, os encontros ocorrem mensalmente no prédio da Educação Especial do campus de São Carlos e ajudam a esclarecer as dúvidas de quem convive com pessoas com altas habilidades.

"Essa troca de informações entre pais, você poder se reconhecer na experiência do outro é muito importante porque a gente não tem muita informação sobre esse assunto, então poder discutir é muito interessante", avaliou Paula, aluna da Licenciatura em Educação Especial da universidade.


Mito

Coordenadora do grupo, Rosemeire de Araújo Rangni explicou que a Política Nacional de Educação Especial define como aluno com altas habilidades/superdotação aquele que demonstra potencial elevado nas áreas intelectual, acadêmica, de liderança, psicomotricidade e artes, seja de forma isolada ou combinada. Também apresenta elevada criatividade, grande envolvimento na aprendizagem e realização de tarefas em áreas de seu interesse.

"Por muitos anos o mito de que as pessoas com altas habilidades são somente as que possuem alta pontuação em testes como o de Quociente de Inteligência (Q.I) perdurou e ainda se mantém, infelizmente. No entanto, esses testes mensuram a capacidade verbal e lógica. Outras áreas, como a artística, não são contempladas", afirmou a professora do Departamento de Psicologia.

Ela explicou que o desempenho acima da média tem raízes genéticas e ambientais e que as pessoas ditas superdotadas ou com altas habilidades constituem ao menos 10% de qualquer população, mas salientou que a cultura pode influenciar, identificando mais meninos do que meninas, por exemplo.

Professora Rosemeire de Araújo Rangni coordena o grupo (Foto: Divulgação/UFSCar)
Professora Rosemeire de Araújo Rangni coordena o grupo (Foto: Divulgação/UFSCar)

Diagnóstico

Rosemeire lembrou que, por constituir o primeiro ambiente social da criança, a família tem papel fundamental na identificação das altas habilidades, que às vezes são confundidas com outros quadros.

"Há desconhecimento e muitos mitos", disse sobre a falta de preparação das próprias famílias e das escolas para lidar com o assunto. "Os pais devem buscar conhecer as características de seus filhos, compreendê-los em suas diferenças e, se possível, buscar orientação profissional", orientou.

Foi justamente o que Paula fez há alguns anos, quando Leonardo estava na educação infantil. Aos 3 anos ele já sabia ler e escrever e se comunicava como um adulto, destoando dos colegas de turma.

"Como ele era muito acima da média em relação às outras crianças da sala, ele se sentia muito deslocado. Na época, por ser educação infantil, as crianças não o rejeitavam, mas ele se sentia fora do ambiente", contou a mãe. "Elas não conseguiam entender e ele também não conseguia entender por que as crianças da idade dele não falavam como ele".

Com orientação da escola, a família procurou profissionais especializados e após diferentes testes foi verificado que a criança tinha altas habilidades.

"O importante do diagnóstico é você poder oferecer para a criança o atendimento que ela tem direito e poder entender as questões dela, por que ela tem uma grande facilidade em algumas áreas e pode não ter em outras", defendeu.

Estímulos

Hoje com 10 anos, Leonardo cursa o 5º ano do ensino fundamental e tem direito a atendimento educacional especializado no contraturno das aulas. Também pratica esportes e é estimulado pela família de acordo com suas próprias necessidades.

"É importante olhar a necessidade daquela criança, o que ela precisa naquele momento. Às vezes, ela tem uma facilidade muito grande em uma área que não é explorada, e aí com o tempo isso acaba se perdendo, ela pode até ficar frustrada por ter aquela vontade de saber mais, de aperfeiçoar mais e não poder", afirmou Paula.

A opinião é reforçada por Rosemeire. De acordo com a professora, se não há estímulos, possivelmente, as capacidades não se desenvolverão e, com isso, a perda de talentos na sociedade pode ser irreparável.

Encontros

Neste semestre, os encontros ocorrem em 2 de agosto, 6 de setembro, 4 de outubro, 8 de novembro e 6 de dezembro. Não é necessário fazer inscrição e os interessados podem obter mais informações pelos e-mails rose.rangni@uol.com.br e danitielecalazans@hotmail.com.

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