quarta-feira, 18 de julho de 2018

ALUNO COM SUPERDOTAÇÃO - Estudante de Goiânia representará o Brasil em Copa do Mundo de Física na China




Vinicius de Alcântara Névoa, de 16 anos, integra a delegação brasileira que disputará o IYPT 2018, conhecido como a Copa do Mundo de Física, em Pequim, de 19 a 26 de julho

Aos 16 anos, Vinicius de Alcântara Névoa, aluno do segundo ano do Ensino Médio do Colégio Arena, escola parceira do Sistema de Ensino Poliedro em Goiânia (GO), integrou a equipe que venceu o IYPT Brasil, competição científica para estudantes do Ensino Médio. “A competição nacional, que antecede o mundial, foi bastante acirrada, mas conseguimos nos sobressair e chegar à final, em que desempenhamos muito bem, o que nos fez conquistar a medalha de ouro”, aponta Vinicius.


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Após ver sua equipe ser campeã geral desta disputa, ele integra a seleta delegação de cinco jovens brasileiros que em alguns dias chegarão à capital da China, Pequim, para competir no International Young Physicists' Tournament (IYPT). Será uma semana de intensas disputas nas Physics Fights, sessões em que as equipes de 32 países debatem as resoluções apresentadas para determinados problemas.

“Uma equipe desafia a outra com perguntas. E aí tem o Physics Fights, quando as duas equipes disputam oralmente sobre a questão. A resposta é avaliada pela equipe observadora e o corpo de jurados dá as notas. O IYPT se difere de outras competições, para o qual nos preparamos fazendo experimentos e com a base teórica muito forte”, explica Samuel Araújo, conhecido como professor Argentino, diretor do Colégio Arena.

Construir um sismógrafo, uma Fonte de Heron ou válvula de Tesla, investigar e explicar alguns fenômenos naturais, como quando se tira uma foto de uma lanterna brilhando à noite e podem ser observados raios de luz emanando do centro da lanterna, são alguns exemplos dos desafios abertos e de natureza investigativa apresentados aos estudantes no torneio científico.

O Vinicius é um rapaz que tem uma trajetória muito forte em Física, Química e Matemática. Ele é muito bom mesmo em Ciências Exatas e se tornou uma referência em Goiânia. Exerceu a função de capitão do grupo, coordenou as estratégias de competição, fundamentais para garantir o bom desempenho”, afirma o professor Argentino.

Desde criança Vinicius já falava que seria cientista e demonstrava altas habilidades. Por exemplo, a partir dos três anos quando íamos à praia, ao invés do típico castelo de areia, ele preferia construir um Relógio de Sol ou algo nessa linha. Ele é um jovem com altas habilidades e bastante curioso. Já ganhou inúmeras medalhas em competições e além de ser autodidata, aprende e gosta muito do Colégio e do método de ensino lá adotado”, enfatiza a mãe do aluno, Ivana Alcântara Névoa.

E Vinicius se recorda bem como surgiu o interesse por física ainda na infância. “Desde pequeno sou muito curioso, sempre fiz muitas perguntas e ainda faço. E quando criança tinha o costume de fazer experimentos. Me interessava por saber como uma geladeira funciona, o que não é muito comum, mas é importante para desenvolver conhecimento de mundo”.

“Há sete anos participo como professor e orientador. Já tive duas equipes que foram medalhistas de prata e dois alunos indicados para competições internacionais. Só que Goiás nunca havia vencido uma competição da IYPT como primeiro lugar, como foi este ano no Brasil, em que vencemos 24 times. Estamos animados, pois a nossa perspectiva é buscar medalha no mundial. Países muito fortes são tidos como favoritos, mas o Brasil está correndo por fora e bem”, aponta o diretor e responsável pelo departamento de olimpíadas cientificas do Colégio Arena.

As expectativas são elevadas. “É uma grande responsabilidade e me sinto muito feliz por essa chance de carregar a bandeira do País em uma competição que envolve o mundo inteiro. Vamos fazer nosso melhor, pois temos treinado para este objetivo”, avalia o estudante.

A escola respira olimpíadas científicas. “Vinicius e os outros alunos do Arena têm treinamentos específicos, acesso a aulas e livros avançados. Investimos na capacitação diferenciada de professores. Nosso objetivo é tornar Goiânia um polo de competições científicas”, indica o professor.

Sobre o torneio

Em 12 edições realizadas do Torneio Nacional, cerca de 200 equipes já disputaram as Physics Fights oficiais no país. Desde 2010, segue formato semelhante ao do Torneio Internacional. Entre dezenas de versões do IYPT realizadas pelo mundo, há alguns anos a brasileira consolida-se como a maior. Em 2017, os brasileiros conquistaram a terceira medalha de prata nos últimos cinco anos, o que assegurou ao país a posição de protagonismo no cenário internacional.


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