terça-feira, 18 de abril de 2017

Bebês de mulheres que enjoaram na gravidez podem apresentar melhores resultados nos testes de QI

Extraído do site : http://revistacrescer.globo.com/Gravidez/Saude/noticia/2014/08/enjoo-na-gestacao-faz-bem-saude-do-bebe.html?utm_source=facebook&utm_medium=social&utm_campaign=post

Enjoo na gestação faz bem à saúde do bebê


mulher; enjoo (Foto: ThinkStock)

Logo nos primeiros meses, em meio à ansiedade da notícia da gravidez, você sente aquele desconforto arrebatador logo pela manhã. Não consegue nem pensar em comer e qualquer cheiro piora ainda mais o enjoo. As náuseas são comuns na gestação. Elas acontecem por causa das mudanças hormonais do período. “A quantidade de Beta HCG, considerado o hormônio da gravidez, por exemplo, dobra a cada 48 horas”, explica a obstetra Karina Zulli, do Hospital e Maternidade São Luiz (SP). A progesterona e o estrógeno também atingem níveis máximos nos primeiros meses.
Apesar do incômodo que os enjoos representam, os especialistas comemoram a sensação. “É praxe. Quando as gestantes se queixam de enjoos, nós ficamos felizes”, diz o obstetra Abner Lobão, da Universidade Federal de São Paulo. E uma revisão de dez estudos acaba de confirmar que esse clássico sintoma da gravidez é, de fato, benéfico para a saúde do bebê.

Para chegar a esse resultado, cientistas americanos analisaram o resultado de pesquisas que envolveram centenas de milhares de gestantes. O trabalho, publicado na revista científica Reproductive Toxicology, comprova que as grávidas que enjoam são menos propensas a sofrer aborto ou ter um parto prematuro e seus bebês correm menos riscos de ter problemas de desenvolvimento, além de apresentar, em geral, melhor desempenho nos testes de QI futuramente.

No entanto, segundo os especialistas, isso não significa que as mulheres que escapam do sintoma devam se preocupar. Em contrapartida, quem vive indisposta, sem que a comida pare no estômago, acaba de ganhar um consolo.


A exceção vai para os casos de hiperêmese gravídica, um quadro de náusea muito mais intenso. Atinge cerca de 5% das gestantes e, muitas vezes, requer internação para que a mulher receba medicamentos e alimentos via intravenosa, já que nada via oral é aproveitado. Se por acaso você sentir essa forte indisposição, procure o seu médico. Só ele é capaz de diferenciar um simples enjoo da doença e indicar o tratamento adequado.

A tese de mestrado que deu origem a este artigo pode ser lida neste link, aqui : https://tspace.library.utoronto.ca/bitstream/1807/33349/1/Carey_Nathalie_B_201211_MSc_thesis.pdf

E o artigo acadêmico em questão é este daqui : https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/20843504


Nenhum comentário:

Postar um comentário