quinta-feira, 2 de abril de 2015

Transição escolar e prontidão escolar: um resultado do desenvolvimento na primeira infância

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Historicamente, as opiniões sobre prontidão escolar tem  recebido níveis diferentes de prioridade na preparação escolar e social da criança. O artigo a seguir resume as evidências sobre a transição escolar e a prontidão escolar com o objetivo de apresentar definições dos pesquisadores sobre prontidão escolar, características da prontidão infantil, e prontidão como resultado de experiências na primeira infância.

Evidências sugerem que a prontidão escolar é um fator importante para prever o sucesso escolar da criança, e que as caracterizações da prontidão escolar são multidimensionais. A autora aponta que os programas elaborados para preparar a criança para a pré-escola devem considerar formas de ensinar habilidades sociais e de autorregulação, e devem melhorar sua capacidade cognitiva.

Transição escolar e prontidão escolar: um resultado do desenvolvimento na primeira infância


Sara Rimm-Kaufman, PhD.
University of Virginia, EUA
Fevereiro 2004 (Inglês). Tradução: fevereiro 2012

Introdução
Pesquisas recentes redefiniram o que significa para uma criança “estar pronta” para a pré-escola. O objetivo principal das Metas 2000, estabelecidas pelo Painel Nacional de Metas para Educação,1 foi “garantir que todas as crianças ingressem no ensino fundamental prontas para aprender.” Historicamente, as opiniões sobre prontidão escolar tem  recebido níveis diferentes de prioridade na preparação escolar e social da criança.

Do que se trata

Pesquisadores já analisam o tema da transição escolar e prontidão escolar há várias décadas. As questões recorrentes são: o que significa estar pronto para o ensino fundamental?  De que forma os diversos estudiosos podem priorizar os diferentes aspectos da prontidão escolar? Quais são os antecedentes da prontidão escolar? Este breve relatório resume as evidências sobre a transição escolar e a prontidão escolar com o objetivo de apresentar definições dos pesquisadores sobre prontidão escolar, características da prontidão infantil, e prontidão como resultado de experiências na primeira infância. 

Problemas

Crianças e suas famílias vivenciam uma grande descontinuidade na transição para a pré-escola. Essa mudança é perceptível, embora mais de 80% das crianças norte-americanas já tenham recebido cuidados de forma regular de um cuidador que não era da família antes dessa transição.2 A mudança nas prioridades e o maior rigor escolar apresentam desafios para a criança ao iniciar sua educação formal.
O atual ambiente educacional nos EUA acentuou a sensação de descontinuidade para as crianças neste país. A ênfase na responsabilização forçou um “currículo concentrado”, segundo o qual se espera que a criança apresente níveis mais altos de desempenho escolar desde a mais tenra idade. A transição para a pré-escola tornou-se uma questão cada vez mais visível, à medida que o governo federal e governos estaduais consideram os méritos de programas de educação infantil financiados com recursos federais. Além disso, as crianças que ingressam na pré-escola são diferentes daquelas da geração anterior: são provenientes de backgrounds cada vez mais diversificados em relação à raça, etnia, condições econômicas e de linguagem.3

Prontidão escolar leva ao sucesso escolar. Pesquisas sugerem que os resultados escolares da criança, principalmente seu desempenho escolar, permanecem notavelmente estáveis após os primeiros anos de escolarização.4,5 Além disso, há evidências de que as intervenções têm maior probabilidade de sucesso quando implementadas nos primeiros anos de escolarização.6 Como consequência dessas evidências, pesquisadores, formuladores de políticas educacionais, educadores e pais  tentam resolver o que significa para a criança estar “pronta” para ingressar no ensino fundamental.

Contexto de pesquisa

Atualmente, inúmeros estudos de larga escala consideram o sucesso da transição para o ensino fundamental como uma variável-chave: Head Start Transition Study(Estudo de Transição do Head Start),7National Education Longitudinal Study (Estudo Longitudinal de Educação Nacional),8,9NICHD Study for Early Child Care (Estudo sobre Cuidados na Primeira Infância do Instituto Nacional de Saúde da Criança e Desenvolvimento Humano, do NICHD (National Institute of Child Health and Human Development),10 e National Center for Early Development and Learning (Centro Nacional para Desenvolvimento e Aprendizagem Precoces).11,12 

Os três principais conjuntos de trabalhos documentados na literatura especializada apresentam discussões sobre prontidão escolar. O primeiro é baseado em pesquisas de larga escala que analisam as opiniões dos interessados envolvidos – por exemplo, professores de educação infantil e pais – sobre sua percepção de prontidão escolar. O segundo conjunto de pesquisas analisa definições de prontidão escolar, levando em consideração a importância relativa de habilidades cognitivas, habilidades sociais e de autorregulação, e idade cronológica. O terceiro analisa a prontidão escolar e o desempenho escolar da criança nos primeiros anos de escolarização como uma função de experiências educacionais iniciais e de processos sociais vinculados às famílias.

Questões-chave de pesquisa

As questões-chave de pesquisa incluem: como professores e pais definem prontidão? Quais são os marcadores cognitivos, sociais, autorregulatórios e cronológicos da prontidão escolar? Que contextos no lar e em instituições de educação infantil estão associados à prontidão escolar?
Resultados de pesquisa

O que é prontidão: definições apresentadas por professores e pais

Estudos analisaram a definição de prontidão formulada por diferentes estudiosos envolvidos nos processos de transição da pré-escola. Uma pesquisa nacional com professores de pré-escola realizada pelo National Center for Educational Statistics(Centro Nacional para Estatísticas Educacionais) mostrou que os professores identificaram a criança “pronta” como aquela que é fisicamente saudável, bem tranquila e adequadamente alimentada; que é capaz de comunicar verbalmente suas necessidades, seus desejos e seus pensamentos; e que mostra curiosidade e entusiasmo ao abordar novas atividades. Surpreendentemente, os professores não deram importância a habilidades específicas relacionadas a operações com números e linguagem. Por outro lado, os pais normalmente definem prontidão em termos de capacidade escolar – como saber contar ou conhecer o alfabeto.13 Um estudo realizado pelo National Center for Early Development and Learning (Centro Nacional de Desenvolvimento e de Aprendizagem Precoces) avalia a prontidão por meio da análise do julgamento dos professores em relação à transição escolar da criança para o ensino fundamental (EF), e revela que quase 50% das crianças que ingressam nesse nível tiveram alguma dificuldade na transição para a pré-escola. O problema citado com mais frequência pelos professores de pré-escola foi a dificuldade de seguir instruções.14

Prontidão escolar definida segundo marcadores cognitivos, sociais, autorregulatórios e cronológicos

A pesquisa sobre prontidão escolar está centrada nas relações entre marcadores cognitivos, sociais, autorregulatórios e cronológicos da prontidão. Foi demonstrado que os primeiros sinais de capacidade e maturidade cognitiva estão associados ao desempenho da criança no ensino fundamental, e por esse motivo essa abordagem altamente intuitiva para avaliar a prontidão é utilizada como indicativo de que a criança está preparada para o ambiente escolar.15 O trabalho meta-analítico realizado por La Paro e Pianta16 mostra que a avaliação cognitiva na educação infantil prediz, em média, 25% da variância das avaliações cognitivas das séries iniciais da escolarização (pré-escola, primeira ou segunda série do ensino fundamental), dando suporte à importância de indicadores cognitivos, mas sugerindo também que outros fatores explicam a maior parte da variância nos resultados escolares iniciais.

Outra pesquisa indica o vínculo entre as habilidades sociais da criança relacionadas com a aprendizagem e o desempenho escolar, por exemplo, em que foi demonstrado que a adaptação social da criança na pré-escola está relacionada com seu desempenho e seu envolvimento durante essa etapa da educação infantil,17,18e suas habilidades relacionadas ao trabalho – por exemplo, o nível de cumprimento de instruções – estão relacionadas com o sucesso no ensino fundamental.19

Pesquisas indicam também a importância da autorregulação como preditor de prontidão escolar. Blair20 propõe uma definição neurobiológica de prontidão escolar, e sugere que habilidades autorregulatórias fornecem a base para muitos comportamentos e capacidades necessários na pré-escola. Em conjunto, as capacidades para prestar atenção de forma seletiva, mostrar reações sociais adequadas e manter envolvimento em tarefas escolares são consideradas como fatores que contribuem para a “prontidão escolar” e para sua definição.

A idade da criança também é um marcador da prontidão escolar, uma vez que indica maturidade em termos cognitivos, sociais e autorregulatórios. As pesquisas sobre o efeito da idade levam a diferentes conclusões. Por exemplo, alguns estudos sugerem que, embora haja algumas vantagens para crianças um pouco mais velhas no momento da transição para a pré-escola, esses efeitos desaparecem por volta da terceira série do ensino fundamental.21,22

Quais são os antecedentes da “prontidão”?

Pesquisas demonstram que os atributos do ambiente de educação infantil frequentado pela criança contribuem diretamente para sua transição para o ensino fundamental e sua adaptação a esse nível educacional. Programas de educação infantil ou de cuidados na primeira infância de qualidade predizem facilidade de adaptação na pré-escola,23 melhoram as competências pré-escolares, fortalecem habilidades sociais e autorregulatórias24 e reduzem a probabilidade de resultados negativos, como repetência.25 Melhor formação de cuidadores e baixa relação crianças/equipe também são fatores associados com competência cognitiva anterior ao ingresso no ensino fundamental.26 Esses efeitos parecem ser ainda mais pronunciados em meio a crianças expostas a condições de alto risco.27 Evidências mais recentes apontam para respostas proporcionais: crianças que passaram mais tempo em contextos de cuidados não maternos mostram maiores conflitos e mais problemas de externalização na pré-escola.10

Os processos familiares também influenciam as competências da criança ao ingressar no ensino fundamental. A qualidade dos relacionamentos entre pais e filhos, especificamente a sensibilidade e a estimulação parentais, tem uma correlação clara e frequentemente documentada com o sucesso escolar inicial.28-32A conduta dos pais em relação a seus filhos e à estimulação, os materiais e as rotinas que oferecem no ambiente de casa são aspectos-chave dos fatores familiares que têm efeitos substanciais sobre a adaptação da criança nos primeiros meses e anos do ensino fundamental.33,34

Conclusão

Evidências sugerem que a prontidão escolar é um fator importante para prever o sucesso escolar da criança, e que as caracterizações da prontidão escolar são multidimensionais. Professores e pais têm definições diferentes de prontidão escolar – os professores enfatizam a prontidão em aspectos sociais, ao passo que os pais enfatizam a prontidão escolar. Pesquisas sobre qual dessas definições está mais estreitamente associada ao sucesso escolar apontam para a estabilidade moderada de indicadores cognitivos de prontidão escolar, assim como a importância das capacidades da criança em outras áreas. Revelam que capacidades sociais e de autorregulação fornecem os fundamentos para o sucesso escolar e que, considerada isoladamente, a idade cronológica não é um indicador eficaz de prontidão escolar. Preditores iniciais de sucesso escolar indicam a contribuição de relacionamentos positivos com colegas e processos familiares sensíveis e estimulantes, e, em alguns aspectos, a qualidade do ambiente de cuidados infantis.

Implicações

Essas constatações têm implicações para a formulação de políticas e práticas educacionais. Os programas elaborados para preparar a criança para a pré-escola devem considerar formas de ensinar habilidades sociais e de autorregulação, e devem melhorar sua capacidade cognitiva.35 Com frequência, a expansão do desenvolvimento de habilidades sociais requer uma abordagem mais sensível, em termos contextuais, à facilitação da transição para o ensino fundamental, na qual pais e professores devem ver a si mesmos como colaboradores  fundamentais para a adaptação social e escolar.11

Para os profissionais, é fundamental ter consciência das múltiplas dimensões da prontidão escolar. Uma vez que pais e professores têm diferentes definições para a prontidão escolar, são necessárias práticas de transição para ajudar as famílias e as escolas a chegar a um acordo sobre a idade adequada para o ingresso no ensino fundamental, e a desenvolver expectativas coerentes para o período da pré-escola. Tendo em vista a grande diversidade das escolas nos Estados Unidos e o maior rigor escolar nas séries iniciais do ensino fundamental, recursos adicionais alocados a essas práticas de transição podem beneficiar as crianças, principalmente aquelas em situação de risco quanto a dificuldades escolares no início da nova etapa educativa.

Références

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