sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Pais de menino hiperativo vão à Justiça por medicamento gratuito - Liminar concedida em São Carlos obriga Prefeitura fornecer remédios.


Liminar obrigava compra de medicamento após 24 horas (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)
Liminar obrigava compra de medicamento após
24 horas (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)


01/10/2013 15h28 - Atualizado em 01/10/2013 15h28

Liminar concedida em São Carlos obriga Prefeitura fornecer remédios.


Família reclama que administração municipal ainda não efetuou a compra.

  
Pais de um menino de 8 anos com hiperatividade conseguem liminar na Justiça, na última semana para ter o remédio de graça fornecido pela Prefeitura de São Carlos (SP). Eles reclamam, entretanto, que a administração municipal foi notificada, mas até agora não fez a compra do medicamento. Enquanto isso, o garoto enfrenta problemas na escola.

A assessoria de imprensa da Prefeitura informou que o remédio não faz parte da medicação disponibilizada pela rede municipal e que a liminar com o pedido ainda não chegou à Farmácia Popular. Assim que isso ocorrer a compra será feita e o medicamento deverá chegar em até cinco dias.


Em um primeiro contato, o menino Gabriel parece apenas uma criança esperta, que não para e gosta de fazer arte. Só que o que ele apronta ultrapassa o limite de uma brincadeira. A porta do corredor da casa onde ele mora, por exemplo, está sem vidros, porque ele quebrou tudo. “Outro dia ele estava brincando com o irmão no quintal e de repente subiu no telhado. Uma tia que avisou. Ele também já agrediu a professora na escola”, contou a mãe, Livia Guastaldi Oichenaz.


A família não sabe mais o que fazer. Gabriel tem hiperatividade e déficit de atenção e está sem remédios há duas semanas. Desesperado, o pai procurou o Ministério Público (MP), que entrou com uma ação civil. O juiz acatou o pedido e na última terça-feira (24) concedeu liminar em caráter de urgência, determinando que o remédio seja entregue num prazo de 24 horas.


Liminar obrigava compra de medicamento após


24 horas (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)
Um carimbo comprova que o documento foi entregue na quinta-feira (26), mas a família não recebeu o medicamento. O pai do menino, Celso Oichenaz, disse que procurou a Prefeitura e foi informado que teria que esperar pelo menos mais sete dias.


Problema


O pai reclama que o problema começou há cinco meses, quando a Prefeitura alegou  que só tinha o remédio numa dosagem mais baixa (36 miligramas), diferentemente do que indicava a receita médica.




O tratamento que até então vinha funcionando começou a não fazer mais efeito. O menino continua dando trabalho na escola e por isso já foi dispensado muitas vezes.




Uma carta escrita pela professora revelou as dificuldades. O relato, enviado aos pais, contou que o menino é um aluno muito agitado e não consegue se concentrar por muito tempo em uma atividade.




“Erra muito por falta de atenção e pressa de terminar. Fala demais, grita na sala, faz comentários fora de hora e inconvenientes. Até o fim do primeiro semestre parece que ele estava mais controlado, ele chegava agitado, mas depois ia se acalmando e estava produzindo melhor. Desde o início do segundo semestre ele fica agitado o tempo inteiro, grita e o rendimento também caiu”, disse o texto.



Pai reclama que Prefeitura ainda não comprou medicamento para o filho (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)
Pai reclama que Prefeitura ainda não comprou medicamento para o filho (Foto: Marlon Tavoni/EPTV)

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