domingo, 13 de outubro de 2013

Estudantes superdotados merecem atenção especial





A Organização Mundial da Saúde estima que de 3,5% a 5% da população mundial pode ser chamada de “superdotada”. Parece um número pequeno, mas que merece atenção. Segundo a pedagoga especialista em AltasHabilidades/Superdotação eMestre Educação do Centro Universitário UNINTER, Paula Mitsuyo Yamasaki Sakaguti, ainda é um desafio identificar os alunos que possuem altas habilidades. “Muitas vezes esta criança possui um comportamento que faz com que ela se destaque das demais. Às vezes, pode inclusive ser confundida como um ‘aluno-problema’ quando, na verdade, já absorveu o conteúdo e, por isso, acaba tendo um tempo livre a mais dos demais colegas”, comenta.


Paula explica que um dos sinais que pode ser percebido em crianças superdotadas é que elas são mais curiosas, criativas, com vocabulário avançado, leitura precoce e estão sempre com questionamentos, além de serem muito intensas. “Como estes alunos tendem a compreender o conteúdo a partir das diversas relações que estabelecem com aprendizados anteriores e de forma mais rápida e criativa, quando algo não lhes interessa mais, passam para o próximo tópico. Por isso, é importante também que estes estudantes sejam atendidos em suas peculiaridades, que aprendam a conviver com as diferenças e entendam as dificuldades do outro. Precisamos mostrar a eles a ter paciência, mas também já preparar materiais adicionais com maior profundidade, atividades desafiadoras que enriqueçam o currículo para serem apresentados a estes alunos durante as aulas ou em período contraturno”, destaca. Para a Mestre em Educação, esta busca pela qualidade de ensino oportunizaria crescimento aos alunos superdotados e a descoberta de novos talentos em todos os outros estudantes.


A especialista ressalta que as crianças superdotadas possuem altas habilidades em determinadas áreas e não necessariamente em todas elas.  “Desta forma, os pais e professores devem pensar em atividades que possam ampliar as habilidades específicas de cada aluno, redimensionando as práticas educativas. Pois, na perspectiva da educação inclusiva, cada criança é diferente, a forma de avaliar deve ser diferenciada, o currículo deve ser flexibilizado e tudo deve estar contemplado no Projeto Político Pedagógico da escola”, finaliza.


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