Nem toda criança, adolescente ou adulto superdotado apresenta desajustes emocionais, sociais ou comportamentais.
É fundamental deixar claro:
👉 Superdotação não é doença.
👉 Não é transtorno.
👉 Não possui CID.
Quando surgem dificuldades, elas não decorrem da superdotação em si, mas, na maioria das vezes, estão relacionadas a outros fatores, como:
🔹 superdotação não reconhecida pela escola
🔹 ausência de estímulos adequados
🔹 falta de desenvolvimento socioemocional
🔹 ambientes escolares excludentes
🔹 questões familiares
🔹 traços de personalidade
🔹 ou a presença de uma dupla excepcionalidade (2E) ainda não diagnosticada
A ciência é clara e consistente:
📚 o sofrimento não é uma característica inerente da superdotação
(Neihart; Silverman; Pfeiffer).
Tenho dois filhos superdotados, hoje jovens adultos, além de uma vivência profissional contínua com inúmeros alunos e famílias. Em grande parte desses casos, não há sofrimento ou desajustes, mas sim desenvolvimento saudável, quando as necessidades são corretamente compreendidas e atendidas.
Por isso, quando há sofrimento significativo, o caminho responsável é investigar com mais profundidade.
Nem tudo pode — e nem deve — ser explicado pela superdotação.
📘 Livros de minha autoria:
Como lidar com as Altas Habilidades/Superdotação
Rzezak, Hakim e Halpern-Chalom — Editora Hogrefe
Superdotação e Dupla Excepcionalidade
Claudia Hakim — Editora Juruá
Conhecimento protege.
Informação liberta.
E diagnóstico correto muda vidas.
📚 Referências científicas (para comentários ou carrossel final):
Neihart, M. (2002). The social and emotional development of gifted children.
Silverman, L. K. (2013). Giftedness 101.
Pfeiffer, S. I. (2015). Essentials of gifted assessment.
Renzulli, J. (2016). The three-ring conception of giftedness.
Dabrowski, K. (1972). Theory of Positive Disintegration.
Dra. Claudia Hakim
Advogada Especialista em Direito Educacional
Autora | Neurocientista e Pesquisadora em Superdotação e Dupla Excepcionalidade
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