segunda-feira, 11 de agosto de 2014

COMO INTERPRETAR OS RESULTADOS DOS TESTES DE INTELIGÊNCIA

Muitas pessoas têm me perguntando como interpreter alguns resultados dos testes de inteligências aplicados. A dúvida maior incide sobre o teste de inteligência desenvolvido por RAVEN, chamado de Matrizes Progressivas.

 

Este teste é o teste utilizado para MENSA, que, considera como superdotados os indivíduos que pontuarem acima de 98% no teste de RAVEN.

Entretanto, os especialistas da área da superdotação, consideram como superdotados os que atingirem percentil superior, ou seja, acima do percentil 95%.

As pessoas que se situarem abaixo do percentil 95% não podem ser consideradas superdotadas, mas, de certo, são muito inteligentes.

Já em relação aos testes de inteligência denominado WISC ou WAISS, que é um teste mais completo, mais preciso e que avaliar mais áreas, habilidades e fatores de inteligência, é considerado como superdotado a pessoa que pontuar neste teste acima de 130, para o QI total.

Interpretação dos Resultados

A interpretação dos resultados é feita através de uma escala percentílica, entre 1 e 99, cujo valor médio é o percentil 50.

 O valor do percentil revela a posição do indivíduo em relação aos elementos do grupo onde está inserido;

 O percentil pode indicar também o grau de desenvolvimento intelectual.

Classificação Descrição

Grau I - Muito superior - Capacidade intelectual muito superior:  • percentil igual ou maior que 95 (é aqui se situam os superdotados).

Grau II - Superior - Capacidade intelectual superior à média: • percentil igual ou superior a 75

• Grau II + - o percentil entre 90-94 (não é indicativo de superdotação).

Grau III Médio Capacidade intelectual média: • percentil entre 25 e 75.

• Grau III + percentil entre 50-75.

• Grau III - percentil entre 25-50.   

Grau IV - Inferior Capacidade intelectual - inferior à média:  • percentil igual ou inferior a 25.

• Grau IV – •        percentil igual ou inferior a 10.

Grau V - Muito inferior - Capacidade intelectual muito inferior: • percentil igual ou inferior a 5.



Interpretação dos Resultados (Raven, et al. 2009)


Evidentemente, outros testes e critérios deverão ser aplicados pelo profissional (psicólogo com conhecimento na área da superdotação ou educação, psicopedagogo com formação em psicologia ou neuropsicólogo) que fará a avaliação de eventual altas habilidades / superdotação de seu paciente, bem como pela apuração e análise do comportamento e características apresentadas pelo paciente, que irão demonstrar o seu potencial cognitivo ; aplicação de testes de criatividade e de personalidade, para que o profissional possa elaborar um laudo detalhado e mais preciso. O teste de inteligência não deve ser o único critério para se utilizar em avaliação para averiguação de superdotação ou problemas de aprendizagem. 

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