domingo, 25 de maio de 2014

INCLUSÃO: AS DIFICULDADES ESCOLARES DE UMA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA




AS DIFICULDADES ESCOLARES DE UMA CRIANÇA COM TRANSTORNO DO ESPECTRO AUTISTA


Os alunos com transtorno do espectro autista, muitas vezes, apresenta dificuldades na adaptação a escola e no rendimento escolar que podem ser solucionadas com modificações simples no dia a dia escolar. Entre estas situações notamos com frequência os seguintes aspectos:

- Os alunos com transtorno do espectro autista podem ter dificuldades escolares devido aos problemas com a previsibilidade. Muitas vezes, não querem entrar na escola ou na sala de aula pois não sabem o que vai acontecer lá;

- Um quadro de rotinas, fazer caminhos com os pés desenhados no chão e deixar que o aluno o leve pela mão pode diminuir a ansiedade e ajudar na entrada e permanência na escola;

- Para a socialização, monte quebra cabeças em grupo auxiliando o aluno a interagir, brinque com ele em uma piscina de bolinhas, realize a pintura de murais em grupo escolhendo as cores com o aluno mas não faça ele interagir com muitas pessoas ao mesmo tempo;

- Se a criança costuma morder e beliscar devemos sair do campo visual dela. Se você conter o tempo todo sem ensinar que aquilo não está correto, ela nunc vai aprender. Dê o prompt (bloqueie) e solte até ela entender que não deve fazer. Conduza e não fale;

- Para ela identificar só será possível se ela reconhecer. Só reconhecemos o que conhecemos. Tem que haver uma correspondência, um significado. A nomeação de objetos não acontece apenas por palavras. Ela também ocorre por sons e gestos;

- Para realizar atividades de pareamento, comece com objetos, depois com objetos e figuras, depois figuras com figura para depois chegarmos na fala e figura. Com atividades de pareamento ele vai entender o igual e diferente;

- Um bom planejamento escolar deve trabalhar a parte espacial (espaço físico), a temporal (calendário), a figura fundo (discriminação), a ordem sequencial (iniciando com o xerox de quebra cabeças embaixo para colar fundo ou um cofre no fim para encerrar uma contagem);

- Uma das maiores dificuldades que encontramos é com o rabisco pois estamos lidando com uma criança com déficit imaginativo. Se deixar ele rabiscar ele vai rabiscar para sempre. Uma criança típica tem a intenção de desenhar e com o autista isto não acontece. Ele tem dificuldades em projetar no desenho as suas intenções e emoções;

- Desta forma, o desenho acaba sendo uma produção motora sem intenção. Quando ele desenha bem, desenha sempre a mesma coisa. Temos que ensinar ele a desenhar optando por desenhos com instrução onde colocamos uma dica embaixo e ajudando com a mão. Ajudar é melhor do que deixar ele rabiscar sem sentido;

- O escrever o seu nome, para muitos autistas, é complicado. Inicialmente, ele tem que reconhecer o seu nome nas coisas. Ele pode iniciar a escrita em cima de um estímulo amarelo pois estimula o aluno pois ele percebe que está escrevendo sozinho;

- A própria socialização é complicada pois o autista demora a perceber os movimentos das outras crianças pois elas são rápidas e os adultos são mais lentos. Com isto, a socialização com os adultos é mais fácil do que com as crianças;

- Podemos iniciar esta socialização colocando ele próximo a outros alunos, depois perto de um, com dois e ir aumentando gradativamente. Outra atitude boa é pedir que ele entregue agendas e materiais para os colegas, auxiliando a professora, pois promove a socialização sem pressão e ajuda no reconhecimento do ambiente escolar;

- Para estimular a propriocepção, geralmente prejudicada no autismo, podemos utilizar atividades com tintas na mão, massagem profunda, escovar os dentes com escova elétrica, saco de arroz quente, atividades com movimentos em uma bola, mordedores para evitar a autoagressão, shorts e blusas apertadas, caminhar com mochilas nas rodas (mochilas de empurrar não são adequadas para autista) e o peso nas costas ajuda a não deixar que o aluno ande na ponta dos pés.


Nenhum comentário:

Postar um comentário