Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Superdotação Intelectual

A Superdotação caracteriza-se por um desenvolvimento intelectual acima da média, podendo representar especificidades em diversos campos do conhecimento.

 

Fonte : http://www.brasilescola.com/psicologia/superdotacao-intelectual.htm

 

O desenvolvimento de uma habilidade significativamente superior a da média da população marca a Superdotação 
O desenvolvimento de uma habilidade significativamente superior a da média da população marca a Superdotação

 O que é Superdotação Intelectual?

A Superdotação Intelectual é caracterizada pelo desenvolvimento de uma habilidade significativamente superior a da média da população em alguma das áreas do conhecimento, podendo se destacar em atividades como: acadêmicas, criativas, de liderança, artísticas, psicomotoras ou de motivação. O sujeito da Superdotação é conhecido como superdotado, talentoso ou portador de altas habilidades. Existem ainda outras caracterizações, como precocidade, prodígio e genialidade.


Uma criança superdotada é um gênio?


Existem diferentes gradações para o fenômeno da Superdotação intelectual. Entre elas, destacamos a precocidade, o prodígio e a genialidade que, podem ser descritas da seguinte forma:

Precocidade: aplica-se a crianças que desenvolvem certa habilidade de maneira prematura, anterior ao tempo previsto para a grande maioria das crianças, o que pode acontecer em qualquer área do conhecimento como música, literatura, matemática ou linguagem.

Prodígio: o termo “Criança Prodígio” é empregado para o desenvolvimento de alguma característica rara ou extrema, que não se enquadraria no curso normal do desenvolvimento natural. O exemplo mais usado é o pianista Wolfgang Amadeus Mozart que começou a tocar piano com apenas três anos de idade.

Genialidade: é o termo reservado para pessoas cuja habilidade gerou contribuições extraordinárias para a história da humanidade. É o caso de estudiosos como Einstein, Gandhi, Freud, Portinari e do próprio Mozart.
Nos três casos, tratamos de pessoas que podemos dizer terem sido dotadas de altas habilidades, ou superdotadas.


Como é feito o diagnóstico da Superdotação?

Ao longo dos anos, inúmeras propostas foram desenvolvidas para avaliação e diagnóstico da Superdotação intelectual, baseadas em testes de inteligência, avaliação de padrões comportamentais e de condições de desenvolvimento. Para alguns autores, existem três condições fundamentais para o diagnóstico: habilidade acima da média, comprometimento com a tarefa e criatividade. Outros autores defendem propostas multidisciplinares para o desenvolvimento de um diagnóstico e de propostas interventivas.


Existem características específicas da Superdotação Intelectual?


Cada criança é diferente e reage de forma diferente aos estímulos tanto em casa quanto na escola. Apesar disso, alguns aspectos podem ser evidenciados na interação com indivíduos superdotados, como:

- precocidade no desenvolvimento de habilidades físicas precoces (sentar, andar, falar), no reconhecimento de seus cuidadores, na aquisição da linguagem, no conhecimento verbal e na leitura;

- alto grau de curiosidade intelectual (elaboração de perguntas mais sofisticadas) e persistência para obter respostas;

- aprendizagem rápida, com instruções mínimas;

- sensibilidade desenvolvida;

- altos níveis de energia (o que muitas vezes pode levar a ser diagnosticado como Hiperativo);

- preferência por brincadeiras individuais ou por interação com pessoas mais velhas;

- raciocínio lógico e abstrato bastante desenvolvido;

- interesse por temas e discussões filosóficas, morais e sociais.


Quais são os problemas enfrentados por sujeitos superdotados?

Apesar de parecer que os sujeitos superdotados são extremamente adaptados e que, portanto, estariam livres de problemas de socialização e compreensão, algumas dificuldades podem surgir ao longo da vida, entre elas, podemos destacar: perfeccionismo; hipersensibilidade do sistema nervoso; resistência a interrupções e mudanças na rotina; impaciência com detalhes; pensamentos divergentes em relação aos dos colegas, que podem gerar discriminação ou inconformismo; pouca dedicação ou desinteresse por novas formas de resolução de problemas, gerando baixo rendimento acadêmico; repulsa por estruturas rígidas de aula; rebeldia e oposição às pressões sociais; sarcasmo exacerbado.


Como saber mais?

O tema da Superdotação Intelectual demanda discussões aprofundadas, que têm sido realizadas com êxito ao longo dos anos. Em decorrência disso, a legislação brasileira tem destaque nas medidas educativas para sujeitos com altas habilidades. Entre as cartilhas de leitura indicadas, está o material “A Construção de Práticas Educacionais para Alunos com Altas Habilidades / Superdotação”, desenvolvido pelo Ministério da Educação e pela Secretaria de Educação Especial, que é extremamente rica nas descrições e propostas interventivas.

Para iniciar discussões, alguns exemplos midiáticos também podem ser interessantes. O seriado “Parenthood” conta a história da família Braverman que tem, entre seus entes, uma criança superdotada (Sydney Graham). Apesar de aparecer em poucos episódios, Sydney apresenta comportamentos marcantes e podem servir como ilustração para discussões.


Juliana Spinelli Ferrari
Colaboradora Brasil Escola
Graduada em psicologia pela UNESP - Universidade Estadual Paulista
Curso de psicoterapia breve pela FUNDEB - Fundação para o Desenvolvimento de Bauru
Mestranda em Psicologia Escolar e do Desenvolvimento Humano pela USP - Universidade de São Paulo


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