Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Aos pais que acabam de receber um diagnóstico de autismo / transtorno do desenvolvimento / Asperger ....




" Viagem à Holanda. 

Ter um bebê é como planejar uma fabulosa viagem de férias para a ITÁLIA. 

Você compra montes de guias e faz planos maravilhosos! O Coliseu, o Davi de Miguelangelo, as gôndolas de Veneza. Você pode até aprender algumas frases em italiano, é muito excitante. 

Após meses de antecipação, finalmente chega o grande dia!
Você arruma as malas e embarca. Algumas horas depois você aterrissa. O comissário de bordo chega e diz:

- Bem-vindo à Holanda. 

Holanda??!! Diz você. O que quer dizer com Holanda? Eu escolhi a Itália ! Eu devia ter chegado à Itália! Eu devia ter chegado à Itália. Toda minha vida eu quis conhecer a Itália! 

Mas houve uma mudança de plano de vôo. Eles aterrissaram na Holanda, e é lá que você deve ficar. 

O mais importante é que eles não levaram você para um lugar horrível e desagradável, com sujeira, fome e doença. 

É apenas um lugar diferente.

Você precisa sair e comprar outros guias. Deve aprender uma nova língua e irá encontrar pessoas que jamais imaginara. 

É apenas um lugar diferente. É mais baixo e menos ensolarado que a Itália. Mas, após alguns minutos, você pode respirar fundo e olhar ao redor. Começa a notar que a Holanda tem moinhos de vento, tulipas e até Rembrandt e Van Gog. 

Mas todos os que você conhece estão ocupados indo e vindo da Itália, comentando a temporada maravilhosa que passaram por lá.
E por toda a sua vida você dirá: 

- Sim era onde eu deveria estar. Era tudo que eu havia planejado. 

A dor que isso causa nunca, nunca irá embora. Porque a perda desse sonho é uma perda extremamente significativa
Porém, se você passar a vida toda remoendo o fato de não ter chegado á Itália, nunca estará livre para apreciar as coisas belas e muito especiais existentes na Holanda


Emily Perl Knisley" 

sábado, 28 de dezembro de 2013

Escolas particulares se negam a fazer matrícula de autistas


Fonte : http://www.otempo.com.br/cidades/escolas-particulares-se-negam-a-fazer-matr%C3%ADcula-de-autistas-1.761942
  

Segundo associação, foram dez denúncias apenas neste mês de recusa por parte dos colégios


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Para a psicóloga Cyntia Beltrão, mãe de Max, 6, o problema é o preconceito



 LUCAS SIMÕES

O preconceito e a falta de preparo educacional têm contribuído para uma verdadeira batalha enfrentada por pais de alunos com autismo na hora de matricular os filhos em escolas particulares de Belo Horizonte. Apenas neste mês, a Associação dos Amigos do Autista de Minas Gerais (AMA) recebeu dez denúncias de escolas particulares que se recusaram a matricular autistas, contrariando a legislação – não há dados de períodos anteriores.

A psicóloga Cyntia Mesquita Beltrão, 38, é uma das mães que esbarram em empecilhos. Há seis meses ela procura uma escola particular para Max, 6. Em nenhuma das sete instituições procuradas a vaga foi disponibilizada. “Algumas disseram que já tinham um aluno autista e não tinham condição de receber outro. Para mim, é preconceito”.

Cansada de procurar escolas privadas, a dona de casa Cecília Brandão, 29, decidiu colocar Marcela, 6, em uma escola pública. “Consegui uma vaga após três meses de procura em escolas privadas. Minha filha vai estudar com acompanhamento. A maioria das particulares cai no clichê de dizer que não está preparada. Mas se há a lei, elas deveriam ser punidas”.


Legislação. Segundo a Lei 12.774/2012, que institui a Política Nacional de Proteção dos Direitos da Pessoa com Transtorno do Espectro Autista (TEA), os autistas são considerados “pessoas com deficiência”. A norma, em seu artigo sétimo, estabelece multa de três a 20 salários mínimos para “o gestor escolar ou autoridade competente que recusar a matrícula do aluno com transtorno do espectro autista”. Em caso de reincidência, a lei prevê a possibilidade de o docente perder o cargo.

O presidente do Sindicato das Escolas Particulares de Minas (Sinep-MG), Emiro Barbini, diz que não recebeu queixas de pais, mas admite que a maioria das escolas não tem preparo para lidar com alunos autistas. “O problema é que não há formação superior do professor para lidar com o autismo. E, dependendo do grau de autismo, a escola precisa pagar um pedagogo com habilidade para lidar com esse tipo de aluno, e o custo pode chegar a R$ 2.000. Por isso a resistência”.

Porém, a coordenadora do Núcleo de Inclusão Escolar da Prefeitura de Belo Horizonte, Patrícia Cunha, adverte que a lei não diferencia escolas públicas de particulares quanto à obrigatoriedade de matrículas, e as privadas deveriam qualificar seus docentes.

“O professor auxiliar da rede pública recebe cerca de R$ 900 por mês e é orientado em um treinamento mensal como deve acompanhar o aluno autista em tempo integral na sala de aula”, pondera a coordenadora.

Denúncias serão encaminhadas ao MPMG

Com a recusa de escolas de receber os alunos, a Associação de Amigos do Autista de Minas Gerais (AMA-MG) informou que vai encaminhar as denúncias desses casos à Secretaria Municipal de Educação e ao Ministério Público de Minas Gerais (MPMG).

Segundo Tatiane Campos, uma das diretoras da AMA, os casos serão checados antes do encaminhamento formal. “São muitas histórias e precisamos atestá-las antes de tomar providências. Mas vamos cobrar explicações porque isso não pode acontecer, é um direito nosso”, frisou.

A assessoria do MPMG informou que o órgão vai esperar ser acionado para se manifestar.
 

Entenda mais sobre o autismo

O que é.
 O autismo é um distúrbio do desenvolvimento humano que se caracteriza por alterações em áreas de comunicação, interação social e aprendizado. Manifesta-se normalmente ainda na infância, antes dos 3 anos.

Sintomas. Segundo a Associação Brasileira de Autismo (Abra), existem 14 sintomas considerados mais comuns em pessoas com autismo. Entre eles estão pouco ou nenhum contato visual, dificuldade em se relacionar com outras crianças, inapropriada fixação em objetos (como rodá-los ou mordê-los insistentemente), acessos de raiva e dificuldade de expressar necessidades básicas.

Tratamento. O tratamento envolve intervenções psicoeducacionais, orientação familiar, desenvolvimento da linguagem falada e gestual. Todo o processo é orientado por profissionais como psicólogos, fonoaudiólogos, fisioterapeutas, psiquiatras e educadores físicos.



quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

What happens to child geniuses once they grow up? Check out all the latest News, Sport & Celeb gossip at Mirror.co.uk http://www.mirror.co.uk/news/uk-news/what-happens-child-geniuses-once-391319#ixzz2nsdJyfJd Follow us: @DailyMirror on Twitter | DailyMirror on Facebook


Exclusive: We track down seven prodigies tipped for 

greatness.. and see how they fared


Child Genius




Child Genius

As Britain’s brainiest kid, Elise Tan Roberts should have a glittering future.

The Mirror revealed yesterday that the toddler is the youngest member of Mensa – at just two years and four months old.

Her IQ of 156 is higher than telly maths whiz Carol Vorderman and she has a phenomenal memory which could be her ticket to fame and fortune.

But Elise is by no means the first child to be hailed as a “junior genius”.

We tracked down a few others – and found that a high IQ doesn’t always guarantee success as a grown-up.

Andrew Halliburton, IQ 145: works in McDonald’s

Maths genius Andrew Halliburton’s teachers predicted he would make a fortune in computers or banking.

He was so bright he went to secondary school four years early and was just 14 when he scored an A in his maths Higher – the Scottish equivalent of an A-Level.

But eight years on, university drop-out Andrew now clears tables in a burger joint for £5.75 an hour.

He told the Mirror: “I feel frustrated. I don’t really know what I want to do with my life. I’ve felt like that for the last four years. What I do is OK but I don’t feel challenged with my work, though I’m fairly content with my life. I think I might study English.”

Andrew excelled in maths at an early age. At primary school he remembers sitting separately from the rest of his classmates and being given different work to do. Then his headmaster arranged for him to study maths at secondary school when he was just eight.

With an IQ of around 145, he could have been earning a six-figure salary by now. Instead Andrew, 22, who lives in Dundee with girlfriend Lynn Connor, 21, has spent the last four years at McDonald’s. He reckons his problems started when his primary classmates joined him at secondary school. “People my age would say, ‘Oh you’re that genius who’s already been here for four years’,” he said. “I’d ask them not to call me that, I didn’t like it and didn’t cope with it.

“I was just trying to make friends with my peers and be normal. Eventually I realised I was never going to be the same as my peers. I changed my image, went round with my hair in a mohawk for a couple of years. I took the idea that I was a bit different and ran with it really.”

Andrew got a B in his GCSE-equivalent Standard grade maths when he was 11 and an A in his Higher maths three years later.

When he took the rest of his Standards at 16 he got six As and a B, followed by two As and two Bs in the rest of his Highers.

He went on to study applied computing at Dundee University – but dropped out after six months. He said: “I was studying things I already knew, I got bored, so I left.”

Andrew believes his experience should be a lesson for Elise and her parents. He said: “My parents and my sister think that I might have been pushed too hard. Elise should keep her head down and try and enjoy it without feeling pressurised.”

 Jeremy Roberts (Pic:Rowan Griffiths)
Jeremy Roberts, being brainy left him feeling bored


Jeremy Roberts (Pic:Rowan Griffiths)

At three he was so brainy that staff at his nursery asked him to help when their computer went wrong.

Jeremy, from Watford, said: “I can remember one of the staff who was new looking for a member of staff called Jeremy to help sort out a problem with their computer and then she realised it was me.”

He attended ordinary state schools and became increasingly frustrated. “I used to get so bored because I was ahead of everyone,” said Jeremy, who ended up with average GCSEs.

But when he went to Jerusalem at 17 to study for an International Baccalaureate he was inspired and ended up with one of the best marks possible.

Now he’s happily studying Legal Studies at a Jewish study centre in Florida. “I'm happy with how my life's turned out,” says Jeremy, now 20.

Adam Dent, studied chemistry at Oxford at 14

At 14 Adam was studying chemistry at Oxford but a year later in 1995 he left after being accused of sexual assault on an older student – he was later acquitted.

He did an Open University degree while stacking shelves at Iceland then went back to Oxford and graduated with a first in chemistry in 2002. Adam, from Aylesbury, Bucks, now an IT consultant, said: “Being a child prodigy is a double-edged sword. It can be as much a curse as a gift.”

Terence Judd, classical pianist

He is known as one of this country’s greatest musical talents. But sadly there are few recordings of pianist Terence Judd before his suicide, aged 22.

Nurtured by his musician parents, Terence progressed with dazzling speed. At ten he won the National Junior Pianoforte Competition and appeared with the London Philharmonic Orchestra two years later.

At 18 he won the British Liszt Piano Competition but in 1979 he killed himself by jumping off Beachy Head. The biennial Terence Judd Award is now given to Britain’s best young pianist.

James Harries, antiques expert

From the age of five, James Harries displayed an encyclopaedic knowledge of antiques and art. When he picked up a piece of porcelain for pennies and sold it for several thousand pounds his ability became national news.

At 12, he appeared on Terry Wogan’s TV chat show and became a national celebrity.
In 2001, aged 23, he had a sex change operation and changed his name to Lauren.

Now a counsellor and drama teacher in Cardiff, Lauren still makes appearances on reality.

TV, including Trust Me I'm A Beauty Therapist in 2006.

Ganesh Sittampalam took maths gift to the bank

Ganesh Sittampalam got an A in his maths O-Level at eight and the same grade in his A-Level a year later in 1988.

Originally from Surbiton, Surrey, he graduated from Oxford with a first in maths in 1992. On hearing about his degree, he said: “I yelled ‘Yippee!’  I’m quite proud. I'm happy because I’ve done it, not because of my age. I’d have felt the same if I was 20.” By his 20s, he had a masters in computing and a doctorate in intentional programming.  Now 30, he’s an associate at Credit Suisse and lives in Oxford with wife Amanda. They had a son, Alexander, last September.

Ruth Lawrence, degree at 13

Ruth got an A in her A-level maths at nine, a first from Oxford in 1985 when she was 13 and was a junior fellow at Harvard at 19.

Ruth, originally from Huddersfield, moved to Israel in 1998.

She now works at the Hebrew University of Jerusalem and is married with two children who she is determined to allow to “develop in a natural way”.




segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

domingo, 22 de dezembro de 2013

Estratégias de Ensino para a Síndrome de Asperger


Fonte :

http://espacoautista.blogspot.com.br/2012/08/ola-amigos-e-importante-que-todos-leiam.html

Asperger Syndrome Teaching Strategies


Estratégias de Ensino para a Síndrome de Asperger

Olá amigos,

é importante que todos leiam este artigo, principalmente os educadores, pois a inclusão social é a melhor forma de diminuir o preconceito.

Estratégias de ensino para a Síndrome de Asperger são essenciais para qualquer professor com alunos que têm a síndrome. Os alunos têm dificuldade em navegar em situações sociais e, como tal, são muitas vezes incomodados e usados ​​como bodes expiatórios no ambiente escolar. Mais ainda, eles muitas vezes têm um comportamento "estranho" como serem desajeitados e serem obsessivos sobre assuntos específicos. Algumas estratégias de utilização que os professores podem tornar a sala de aula bem sucedida.



Estratégias de Ensino em sala de aula para Síndrome de Asperger

As crianças que têm síndrome de Asperger geralmente exigem de seus professores para enfatizar com sua condição. Não há duas crianças que irão exibir as mesmas características de SA. Um professor flexível precisa entender as características mais comuns da síndrome de Asperger e ensinar em torno dela.


Requisitos de Uniformidade :  Muitas crianças com SA são oprimidas por mesmo a menor das mudanças. Elas são altamente sensíveis aos seus ambientes e rituais. Quando estes são jogados fora, elas podem tornar-se muito ansiosas e preocupam obsessivamente sobre mudanças em ocorrências de rotina ou inesperadas. Há maneiras de lidar com esse tipo de cenário como um professor.

Verifique se o ambiente é seguro e mais previsível possível.


Mantenha o mesmo para as transições como atividades possíveis.


Uma rotina diária é fundamental. As crianças devem saber o que esperar da rotina, pois isso iria ajudá-las a funcionarem corretamente e se concentrarem nas tarefas em mãos.


Manter atividades especiais ou alterações ao calendário em um mínimo.


Gaste tempo preparando os estudantes para quaisquer atividades especiais através de uma abordagem sistemática. Por exemplo, criar uma agenda (muitos usam imagens) que incluem um "especial atividade" segmento como preparação.

Interações Sociais   : Embora para a maioria das crianças  compreender o que um sorriso significa e por que alguém coloca a mão para ser abalado, muitas crianças com SA não entendem algumas dessas interações sociais comuns e nos contatos sociais. É importante como um professor deve perceber que a criança pode não entender algumas piadas e pode ser incapaz de interpretar a linguagem corporal muito bem. Há estratégias de ensino diversas que podem ajudar com os aspectos sociais da SA.

 Impor regras de bullying e minimizar provocação.


Alguns pares podem ser educadOs sobre AS e falar para entender o que esperar de seu colega.

Um sistema de camarada pode ser útil para os estudantes que são mais velhos.Em situações sociais, o amigo pode ajudar o aluno como lidar com essas situações.


Ensine a criança sobre os sinais sociais e ajude-nas a fazer amigos. A maioria das crianças com SA não quer ter amigos, elas simplesmente não sabem como fazê-los. Os professores podem ajudar a ensinar ao aluno o que significa os sinais sociais.


Incluir toda a classe em estratégias comportamentais e de ensino utilizados para as crianças com Asperger. Estudantes neurotípicos respondem bem a muitas das técnicas, incluindo:

        Programações visuais

        Organização

        Rotina

        Atribuídas tarefas de sala de aula

        Comportamento de modelagem

        Aprendizagem cooperativa

        Limpar as expectativas

        Conseqüências consistentes de comportamentos


Outras estratégias de ensino

Trabalhar com crianças com SA envolve a compreensão de que elas são freqüentemente alunos superdotados que vêem e experimentam as coisas de uma maneira diferente. Outros professores preocupados devem estar cientes de incluírem a dificuldade de muitos como crianças para se concentrar e sua gama limitada de interesses. Elas muitas vezes carecem de coordenação e algumas lutam com os acadêmicos. Existem estratégias de ensino que podem trabalhar em mais um desses casos.

Limite comportamento obsessivo sobre temas, definindo um tempo específico em que as crianças podem fazer as perguntas focadas. Não permita que as crianças continuem a fazer perguntas ou discutir um tópico como eles desejam.


O reforço positivo funciona bem para as crianças com SA. Quando conseguir um comportamento desejado, em seguida, elogiar e elogiar a criança. Mesmo simples interações sociais deve ser elogiada.


Incorporar recompensas visuais para cada aluno da classe. Trabalhando em direção a um objetivo é um grande motivador, e qualquer área que precisa de atenção podem ser abordados, incluindo mas não limitado a:

        Compartilhando

        Objetivo acadêmico e metas

        Carta do comportamento

        Tarefa do momento

        Seguintes direções

    Tente sentar criaças com SA na frente da classe para que o professor possa instruí-los direta e regularmente. Uma vez que a concentração é muitas vezes um problema, desenvolver um sistema de forma não-verbal lembrando-lhes a atenção, como um tapinha no ombro.

Para problemas de coordenação física, garantir que a criança com limitações físicas está em um programa educacional adaptativa ao invés de uma classe PE geral.

Luta acadêmica é comum em crianças com SA. O programa educacional usado para os alunos deveria ser orientado para as suas necessidades específicas. Lições simplificadas podem ser necessárias. Assegurar que a criança entende o que está sendo dito a elas. É comum para uma criança simplesmente repetir o que está sendo ensinado, sem compreender o conceito.   Pode parecer bastante exigente para implementar essas estratégias de ensino para crianças com síndrome de Asperger, mas pode ser uma das mais gratificantes experiências, tanto para o professor e os outros alunos.

sábado, 21 de dezembro de 2013

Municipio de Sao Paulo propoe Lei que dispoe sobre o atendimento educacional especializado aos alunos com altas habilidades do municipio de SP




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LEI Nº 15.919, DE 16 DE DEZEMBRO DE 2013

(Projeto de Lei nº 352/12, dos Vereadores Eliseu Gabriel – PSB, Edir Sales – PSD, Floriano Pesaro – PSDB, Marta Costa – PSD e Noemi Nonato - PROS)


Dispõe sobre o atendimento educacional especializado aos alunos identificados com altas habilidades ou superdotados no âmbito do município de São Paulo e dá outras providências.


FERNANDO HADDAD, Prefeito do Município de São Paulo, no uso das atribuições que lhe são conferidas por lei, faz saber que a Câmara Municipal, em sessão de 13 de novembro de 2013, decretou e eu promulgo a seguinte lei:

Art. 1º O município de São Paulo, em atendimento ao disposto no inciso II do art. 59 da Lei nº 9.394, de 20 de dezembro de 1996, fornecerá educação especializada aos alunos com altas habilidades ou superdotação, matriculados na rede municipal de ensino.

Parágrafo único. Podem ser consideradas como de altas habilidades/superdotadas as pessoas que apresentam notável desempenho e elevada potencialidade em qualquer dos seguintes aspectos, isolados ou combinados: capacidade intelectual geral, aptidão acadêmica específica, pensamento criador ou produtivo, capacidade de liderança, talento especial para artes e capacidade psicomotora (Ministério da Educação/2001).

Art. 2º O atendimento às altas habilidades é modalidade de educação especial e inclusiva e tem início na educação infantil e estende-se, sempre que necessário, a toda a vida escolar e acadêmica

Art. 3º (VETADO).

Art. 4º (VETADO).

Art. 5º O município assegurará aos educandos com altas habilidades:

I - currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específica, para atender às suas necessidades;

II – (VETADO)

III – (VETADO)

Art. 6° (VETADO)

Art. 7º (VETADO)


Art. 8º (VETADO)


Art. 9º (VETADO)

Art. 10. (VETADO)

Parágrafo único. (VETADO)


Art. 11. O atendimento às altas habilidades deve ser realizado preferencialmente em sala comum ou em sala de recursos, sala de apoio ou em outros espaços definidos pelo município.

Art. 12. O município, a seu critério, realizará parcerias com instituições públicas e privadas especializadas, associações, instituições de ensino, pesquisa e extensão universitária visando à identificação e atendimento a pessoas com altas habilidades.

Art. 13. O município promoverá a implantação gradativa do atendimento às altas habilidades/superdotação no prazo de cinco anos.

Art. 14. Esta lei entra em vigor na data de sua publicação, revogadas as disposições em contrário.

PREFEITURA DO MUNICÍPIO DE SÃO PAULO, aos 16 de dezembro de 2013, 460º da fundação de São Paulo.

FERNANDO HADDAD, PREFEITO

ROBERTO NAMI GARIBE FILHO, Respondendo pelo cargo de Secretário do Governo Municipal Publicada na Secretaria do Governo Municipal, em 16 de dezembro de 2013


COMENTÁRIOS : Presenciei algumas audiências referentes a este projeto de lei e sei que os artigos que foram vetados abrangiam muito mais a lei em questão, principalmente no que diz respeito à instituição nas grades de ensino universitários de matérias sobre altas habilidades, nos cursos de pedagogia e psicologia, por exemplo.

Não notei grandes mudanças nesta lei, se comparada com todos os dispositivos normativos que hoje possuímos e que vai desde a Lei de Diretrizes Básicas da Educação até as Normas e Deliberações do Conselho Nacional de Educação e do MEC. 


Mas, acredito que só o fato do Município de São Paulo se dispor a fazer uma lei que atende aos alunos com altas habilidades e se propõe a, num prazo de 5 anos, a implantação gradativa do atendimento às altas habilidades/superdotação, já é um enorme avanço. Estando o assunto em pauta, já vale muito ! 


Parabéns a todos os envolvidos neste projeto de lei !!!