Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

https://www.facebook.com/groups/aspergerteaesuperdotacaoporclaudiahakim/?ref=share

segunda-feira, 30 de março de 2026

Nem tudo é Altas Habilidades. E se for um transtorno ou uma Dupla Excepcionalidade? Não é mais cauteloso investigar cedo… a deixar de investigar?

 


Nem tudo é transtorno. Mas… e se for?
É verdade: nem toda criança agitada, curiosa ou com linguagem avançada tem um transtorno.
Mas a pergunta que precisa ser feita é outra e se estivermos diante de uma criança autista (TEA), com algum transtorno do neurodesenvolvimento, ou uma dupla excepcionalidade (2e)?

Será que, em nome da cautela com diagnósticos precoces, não corremos o risco do outro extremo:
👉 adiar investigações necessárias
👉 postergar intervenções importantes
👉 perder janelas valiosas de desenvolvimento
A intervenção precoce não depende de um diagnóstico “carimbado”.

Ela depende de sinais, indicativos, acompanhamento e plano de ação — e pode (e deve) ser ajustada ao longo do tempo.

❓O que é mais responsável?
• Investigar e acompanhar cedo, mesmo que ainda seja cedo para um diagnóstico definitivo?
• Ou esperar “para ver”, enquanto o tempo — que não volta — passa?

Nem toda dificuldade é “natural da idade”.
Nem todo sinal de alerta é “mente acelerada”.

E sim: crianças com Altas Habilidades podem ter TEA, TDAH, dislexia, TDL, TOD, ansiedade e outras condições associadas — a chamada dupla excepcionalidade.

🚨 Tratar todo alerta como “apenas perfil de Altas Habilidades” pode custar caro:
custa acesso a suporte, adaptações, terapias e estratégias que fazem diferença, especialmente na primeira infância.

💬 Investigar cedo não é rotular — é proteger direitos e oportunidades.

📚 Referências literárias e acadêmicas:
Hakim, 2016. Superdotação e Dupla Excepcionalidade. Editora Juruá.
Rzezak, Hakim e Halpern-Chalom. Como lidar com as Altas Habilidades/Superdotação. Editora Hogrefe.
Zoppé, H.; Trocmet, L.; Rambault, A.; et al.
Early detection of neurodevelopmental disorders in children with delayed milestones: Functional overlaps and the limitations of categorical diagnoses.
Asian Journal of Psychiatry, 2025.
DOI: 10.1016/j.ajp.2025.104561
Ehsan, K.; et al.
Early Detection of Autism Spectrum Disorder Through Behavioral Markers: Importance of Timely Intervention.
Diagnostics, v. 15, n. 15, 2025, p. 1859.
DOI: 10.3390/diagnostics15151859
Pires, J. F.
The challenges for early intervention and its effects on Autism Spectrum Disorder.
Dementia & Neuropsychologia, 2024.
Petrini, T.
Diagnóstico e intervenção precoce em crianças com Transtorno do Espectro Autista.
Revista de Psicologia (UNISC), 2025.
Morgan, K.; et al.
Warning signs for identifying neurodevelopmental disorders.
Journal of Pediatrics, 2025.
Pires, J.; Grattão, C.; Gomes, R.
Impact of early intervention on autism prognosis: an integrative review.


sábado, 28 de março de 2026

A Escola não pode cobrar taxa extra pela oferta de um projeto criado para o estímulo de alunos com Superdotação

A escola, seja pública ou particular, não pode cobrar taxa extra pela oferta de um projeto criado dentro da própria instituição, no contraturno escolar, voltado ao estímulo de alunos com Altas Habilidades/Superdotação.

Assista ao vídeo, que eu explico o porquê.


Clique aqui no link:

https://youtube.com/shorts/sD_7tJtZmTY?si=WWb2zYS688ZxBKXm


#superdotação #altashabilidades #Instituto2e #construindocomafeto

sexta-feira, 27 de março de 2026

Superdotação NÃO é Dupla Excepcionalidade. E confundir isso gera sofrimento real.

 


Pessoas com Superdotação apresentam inteligência superior aos seus pares, sem prejuízos significativos nas funções executivas, sociais ou emocionais.

👉 Quando há inteligência superior aos seus pares associada a prejuízos reais, como dificuldades de autorregulação, funções executivas, sociais ou emocionais — não estamos mais diante apenas da Superdotação, mas sim da Dupla Excepcionalidade.

⚠️ É justamente a Dupla Excepcionalidade que pode trazer o chamado sofrimento:
não pela inteligência elevada, mas pela coexistência de alto potencial cognitivo com dificuldades que exigem diagnóstico e intervenção adequados.

📚 Pesquiso esse tema há mais de 20 anos.
Sou autora de livros e capítulos de livros sobre Superdotação e Dupla Excepcionalidade, publicados pelas Editoras Juruá, Hogrefe e Sinopsys, entre outras editoras, sempre com base em literatura científica de qualidade e abordagem interdisciplinar.

🎓 Também atuo há duas décadas diretamente com crianças, adolescentes, famílias e instituições educacionais.

Por isso, sei diferenciar o que é Superdotação e o que é Dupla Excepcionalidade — e sei, sobretudo, onde nasce o sofrimento.

🚨 O que vemos hoje nas redes sociais é um movimento preocupante de:
❌ simplificações indevidas
❌ romantização da Superdotação
❌ diagnósticos equivocados
❌ desinformação travestida de autoridade

Tudo isso gera prejuízos reais, especialmente para crianças que apresentam Dupla Excepcionalidade e que deixam de receber diagnóstico correto, acompanhamento adequado e proteção emocional.

Informação não é opinião.
Ciência não é achismo.

💬 Informem-se sobre Dupla Excepcionalidade.

🚫 Não permitam que a falta de conhecimento — ou a busca por seguidores — produza mais dor.