Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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quarta-feira, 12 de agosto de 2026

Nos dias 14 e 15 de agosto, estarei em Araraquara (SP) para participar do I Simpósio Municipal de Altas Habilidades/Superdotação.

 


Fico muito feliz em fazer parte desse encontro, especialmente por reunir profissionais e educadores dispostos a discutir um tema que ainda precisa de mais espaço dentro das escolas: como reconhecer e atender, de forma adequada, estudantes com Altas Habilidades/Superdotação.

Ao longo da minha atuação, uma questão tem se tornado cada vez mais clara: identificar a superdotação é apenas o começo.

Depois da identificação, vem uma parte igualmente importante: garantir que esse estudante tenha o atendimento educacional de que necessita, que os profissionais da educação estejam preparados para compreendê-lo e que famílias e escolas conheçam os direitos já previstos na legislação.

É justamente nesse ponto que educação, conhecimento científico, políticas públicas e Direito Educacional precisam conversar. Porque não basta que um direito exista no papel. Ele precisa ser conhecido e aplicado na realidade escolar.
Por isso, encontros como esse têm tanto valor. São espaços de troca, formação e discussão sobre situações que fazem parte do cotidiano de muitos estudantes e de suas famílias.
Agradeço pelo convite e pela oportunidade de contribuir com esse debate em Araraquara.
Nos encontramos no I Simpósio Municipal de Altas Habilidades/Superdotação, nos dias 14 e 15 de agosto.
Dra. Claudia Hakim
Advogada especialista em Direito Educacional
Especialista em Altas Habilidades/Superdotação e Dupla Excepcionalidade
OAB/SP 130.783

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

LIVE SOBRE A NOVA LEI DA SUPERDOTAÇÃO de 2026 E A PNEEI se 2025

 Live que participei para tratar das mudanças trazidas pela nova legislação sobre Superdotação e pela Política Nacional de Educação Especial.


A partir dessas novas normas, o que muda na identificação, no atendimento educacional e na garantia dos direitos dos estudantes com Altas Habilidades ou Superdotação?


Esse foi o eixo da conversa, que também abordará os avanços previstos na legislação, os desafios de implementação e os impactos práticos para estudantes, famílias, escolas e profissionais da Educação.


A live foi conduzida por Thiane Araújo, Coordenadora do NAAH/S Recife, especialista em Educação Especial e Neuropsicologia, psicóloga e mestranda em Educação Básica pela UFPE; e por mi, Claudia Hakim, advogada especialista em Direito Educacional, pós-graduada em Neurociências e Psicologia Aplicada, autora de livros na área da Superdotação, palestrante e sócia do Instituto2e


Clique no link abaixo para assistir a live:

https://www.youtube.com/live/vli53TrqZPg?is=mer_MqUc3tBWVmW_




Dia internacional da superdotação




No Dia Internacional da Superdotação, vale lembrar que falar sobre Altas Habilidades e Superdotação exige conhecimento, acolhimento e responsabilidade.


Essa trajetória começou para mim há 20 anos, quando precisei lutar pelos direitos educacionais dos meus próprios filhos superdotados. O que nasceu de uma experiência pessoal virou missão profissional: defender pessoas com Altas Habilidades/Superdotação e Dupla Excepcionalidade, orientar famílias e contribuir para uma educação mais justa e adequada às necessidades desses alunos.

A superdotação faz parte da minha vida de um jeito positivo e enriquecedor, e é motivo de orgulho para mim.

Do ponto de vista da Neuropsicologia, como explica Marina Halpern, a superdotação está ligada, antes de tudo, a um funcionamento cognitivo que facilita aprender, compreender conteúdos complexos, relacionar ideias, criar soluções e resolver problemas.

Mas reconhecer esse potencial não significa idealizar a pessoa superdotada, nem reduzir sua identidade a uma habilidade.

Pessoas com Altas Habilidades precisam ser acolhidas sem preconceito, sem terem suas capacidades minimizadas e sem serem colocadas em um pedestal.

Reconhecer a superdotação é entender a singularidade de cada pessoa, oferecer oportunidades reais de desenvolvimento e garantir condições para que ela aprenda, produza conhecimento e contribua com a sociedade.

Que este dia amplie o debate sobre identificação, direitos educacionais, atendimento especializado, inclusão escolar e Dupla Excepcionalidade.

Isso se constrói com conhecimento, acolhimento e valorização de quem vive essa realidade todos os dias.

Claudia Hakim
Advogada especialista em Direito Educacional
Autora e especialista em Superdotação e Dupla Excepcionalidade

Marina Halpern
Psicóloga e Neuropsicóloga
Especialista em Superdotação e Dupla Excepcionalidade

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