Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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sexta-feira, 22 de maio de 2026

A Educação Especial no Brasil funciona em conjunto

 



A Educação Especial no Brasil funciona em conjunto:

a União define as regras gerais e Estados e Municípios aplicam na prática. Por isso, o atendimento pode variar de um lugar para outro. Entender essa estrutura é essencial para compreender os direitos dos alunos. Dra. Claudia Hakim Direito Educacional | Educação Especial | Inclusão Escolar

quarta-feira, 20 de maio de 2026

A aceleração de série é um direito previsto na legislação educacional para alunos com altas habilidades/superdotação.

 



A aceleração de série é um direito previsto na legislação educacional para alunos com altas habilidades/superdotação. Mas poucas famílias sabem como esse processo realmente funciona.
Na prática, há dois caminhos: a via administrativa e a judicial.
Cada estado tem regras próprias, critérios específicos e formas diferentes de regulamentação. Os principais pontos analisados são a identificação da superdotação, o desempenho escolar, a maturidade socioemocional e a verificação de aprendizagem.
A aceleração pode acontecer por disciplinas específicas ou de forma completa, permitindo que o aluno avance para séries compatíveis com seu desenvolvimento.
Mas atenção: aceleração de série não é "pular ano".
É uma medida pedagógica séria, que exige avaliação individualizada e análise cuidadosa do que é melhor para aquele aluno. Muitos estudantes aptos à aceleração encontram barreiras burocráticas e negativas administrativas pelo caminho, principalmente na educação infantil e na transição para o ensino fundamental.
Nesses casos, a judicialização pode ser necessária para garantir direitos já previstos na Constituição Federal, na LDB e no Estatuto da Criança e do Adolescente.
Informação jurídica muda trajetórias educacionais.
Dra. Claudia Hakim
Advogada Especialista em Direito Educacional
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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Na Folha de S.Paulo: minha fala sobre o crescimento dos Projetos de Lei no Congresso envolvendo demandas ligadas à educação e inclusão




Na Folha de S.Paulo: minha fala sobre o crescimento dos Projetos de Lei no Congresso envolvendo demandas ligadas à educação e inclusão

Em 17/05/2026, foi publicada a entrevista que dei à Folha de S. Paulo sobre o crescimento de projetos de lei envolvendo Autismo, TDAH, Altas Habilidades/Superdotação, Dupla Excepcionalidade, demandas ligadas à educação e à inclusão.

A reportagem aponta mais de 1.400 propostas em tramitação. Entre os temas mencionados nas proposições da Câmara e do Senado, o TEA aparece em maior número de projetos; em seguida, vêm Superdotação, TDAH, Síndrome de Down e Dislexia, sendo possível que um mesmo projeto mencione mais de uma condição ou demanda.

O dado revela maior visibilidade do tema, mas também acende um alerta: quantidade de projetos não significa, necessariamente, qualidade legislativa ou política pública efetiva.

Minha fala na matéria:

Claudia Hakim, especialista em direito educacional para superdotados e duplos excepcionais, afirma que o assunto ganhou tração durante a pandemia, com maior exposição nas redes sociais.

"Os profissionais também encontraram esses nichos para atuar, pois viram a grande demanda nas redes sociais. Isso tudo levou ao aumento de identificação (AH/SD) e diagnósticos (Dupla Excepcionalidade)", afirma.

"A demanda da sociedade é bem anterior a 2025, quando ocorreu o pico de propostas, influenciada por motivos políticos", afirma.

Embora a reivindicação se reflita no Congresso, a estudiosa diz que o debate parlamentar nem sempre contempla a complexidade do tema. "Há um desconhecimento grande por parte do Legislativo. Em termos gerais, quem está à frente das leis não entende os conceitos, e o debate com a sociedade e os profissionais não é tão aberto."

Os PLs aumentaram, o PNE prevê esse direito há 15 anos, mas alunos com AH/SD seguem desassistidos. Lei no papel não basta: é preciso efetivar o atendimento nas escolas.