Esses profissionais podem contribuir para a identificação de necessidades educacionais específicas, sinais de sofrimento escolar, barreiras de aprendizagem, altas habilidades/superdotação e outras condições que impactam a vida escolar do aluno.
Isso está previsto na Lei nº 13.935/2019, que determina que as redes públicas de educação básica contem com equipes multiprofissionais de Psicologia e Serviço Social.
Mas não se trata de transformar a escola em consultório. A função desses profissionais é atuar de forma integrada com a comunidade escolar, contribuindo para o ensino-aprendizagem, a mediação das relações e respostas educacionais mais adequadas a cada aluno.
Na prática, isso pode ser essencial para:
✅ compreender dificuldades persistentes de aprendizagem
✅ apoiar a identificação de barreiras pedagógicas, sociais e emocionais
✅ colaborar em estratégias de acolhimento e intervenção
✅ contribuir para a identificação de altas habilidades/superdotação
✅ fortalecer o diálogo entre escola, família e rede de proteção
✅ prevenir exclusão, evasão, bullying e fracasso escolar
O problema é que, em muitos lugares, essa lei ainda não saiu do papel. E direito que fica apenas no papel não transforma a realidade da criança.
Psicólogos na educação pública não são luxo. São política pública. São garantia de um olhar mais amplo para o aluno, além da nota e do comportamento.
Porque antes de perguntar por que o aluno não aprende, a escola precisa perguntar: o que está impedindo esse aluno de aprender?
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@claudia_hakim
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