Muito antes do debate atual sobre salas padrão e salas adaptadas, a Psicologia e a Educação já discutiam como atender alunos com altas habilidades de forma adequada.
Na década de 1920, Lewis Terman, um dos principais pesquisadores da superdotação, defendeu que tratar alunos gifted exatamente da mesma forma que os demais não é equidade, mas sim negligência educacional.
A partir de estudos longitudinais com crianças de QI elevado, Terman (Genetic Studies of Genius, 1921; 1925) demonstrou que esses alunos: ✔ aprendem em ritmo mais acelerado
✔ necessitam de maior profundidade e complexidade
✔ se beneficiam de agrupamentos, aceleração e currículos diferenciados.
No Brasil, a expressão salas "padrão" e "salas adaptadas" aparece recentemente no âmbito do Projeto Voar, iniciativa do Governo do Estado de São Paulo, como forma de organizar diferentes estratégias pedagógicas conforme o perfil e o ritmo de aprendizagem dos estudantes, em algumas escolas públicas.
Desde a ciência clássica até os debates atuais, uma premissa permanece:
👉 diferenciar não é segregar
👉 adaptar não é privilegiar
👉 equidade não é homogeneização
O verdadeiro desafio é implementar adaptações com critério técnico, responsabilidade e respeito, sem rótulos e sem estigmatização.
📚 Educação baseada em evidências não é modismo — é compromisso.
📖 Referências bibliográficas
Terman, L. M. (1921). Genetic Studies of Genius, Vol. I: Mental and Physical Traits of a Thousand Gifted Children. Stanford University Press.
Terman, L. M. (1925). Mental and Physical Traits of a Thousand Gifted Children. Stanford University Press.
Davis, G. A., Rimm, S. B., & Siegle, D. (2014). Education of the Gifted and Talented. Pearson.
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