Nas redes sociais, muita gente tem atribuído à superdotação características como dificuldade de interação social, pouca reciprocidade emocional, interesses restritos e intensos, rigidez cognitiva, sensibilidade sensorial e camuflagem social em meninas.
Mas é preciso atenção: muitas dessas características são compatíveis com a antiga Síndrome de Asperger, hoje integrada ao diagnóstico de TEA nível 1, segundo o DSM-5.
Os sinais incluem rotinas rígidas, hiperfoco, alterações sensoriais, dificuldade em compreender regras sociais implícitas, interpretação literal da linguagem e prejuízos na comunicação não verbal. Em meninas, a camuflagem social pode atrasar o reconhecimento do quadro. Subdiagnóstico, diagnóstico tardio e associação com TDAH, ansiedade e depressão também são frequentes.
Quando há dúvida entre Altas Habilidades/Superdotação e TEA, a avaliação neuropsicológica isolada não basta. O diagnóstico deve ser clínico, com entrevista detalhada, observação comportamental e análise dos critérios do DSM-5. Instrumentos como ADOS-2, ADI-R e escalas comportamentais podem ser necessários. Nos casos de dupla excepcionalidade, a análise exige ainda mais cuidado.
Nem toda inteligência acima da média é superdotação. Confundir perfis desinforma, atrasa diagnósticos e prejudica o suporte adequado.
Tem dúvidas sobre esse tema? Deixa nos comentários.
.png)
Nenhum comentário:
Postar um comentário