O que a Portaria MEC 421/2026 muda, na prática, para as escolas?
A Portaria MEC nº 421/2026 regulamenta o Decreto nº 12.686/2025, que instituiu a nova Política Nacional de Educação Especial Inclusiva — PNEEI, ou nova PNEE, e a Rede Nacional de Educação Especial Inclusiva — Reneei.
A norma se aplica à organização da educação especial inclusiva e envolve estudantes com deficiência, TEA e altas habilidades/superdotação.
Um dos pontos centrais é o AEE — Atendimento Educacional Especializado. A Portaria reforça que ele não substitui a sala comum: deve complementar ou suplementar a escolarização.
Para alunos com deficiência e TEA, o AEE se volta à acessibilidade, eliminação de barreiras, comunicação, autonomia, participação e aprendizagem. Para alunos com altas habilidades/superdotação, o AEE tem natureza suplementar.
A Portaria também deixa claro que o AEE pode ocorrer em Sala de Recursos Multifuncionais — SRM ou em outros espaços organizados para essa finalidade. Ou seja: a ausência de uma sala chamada “sala de recursos” não dispensa a escola de organizar o atendimento.
Outro ponto importante é o profissional de apoio escolar: ele não substitui o professor, nem o professor do AEE. Sua atuação deve decorrer de estudo de caso e estar prevista no PAEE e/ou no PEI, quando necessária.
A norma também valoriza o PAEE, o PEI, como formas de atendimento às necessidades educacionais destes alunos, a formação continuada, os recursos de acessibilidade e a articulação entre escola, rede de ensino e serviços intersetoriais.
Além disso, estrutura a Reneei, com centros de referência, núcleos de apoio técnico, acessibilização de materiais, observatório e ações de enfrentamento ao capacitismo.
Em resumo: a nova PNEE exige menos improviso e mais organização, planejamento, registro e responsabilidade na inclusão escolar.
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