Uma condição que pode resultar em sofrimento emocional e causar alterações comportamentais é a dupla excepcionalidade, definida como a co-ocorrência entre superdotação e algum transtorno do neurodesenvolvimento, como o transtorno de déficit de atenção e hiperatividade (TDAH), transtornos do espectro autista ou transtornos da aprendizagem.
Identificam-se quatro grupos de crianças e adolescentes com dupla excepcionalidade:
• Aqueles com altas habilidades linguísticas, que permitem que tenham bom desempenho nos primeiros anos escolares. Entretanto, suas limitações se tornam evidentes na medida em que as demandas curriculares aumentam;
• Aqueles cuja superdotação mascara a outra excepcionalidade. Esses indivíduos podem se sentir uma farsa, pois conhecem as suas fragilidades;
• Aqueles cujas dificuldades de aprendizado são identificadas precocemente e mascaram a sua superdotação. Em geral, são encaminhados para salas de reforço, e não para as de aceleração e desenvolvimento de seus talentos;
• Aqueles que parecem ser alunos medianos, pois suas limitações mascaram seu talento superior e seus talentos mascaram suas dificuldades.
(Hakim, Halpern-Chalom e Lima Santana, PSIQUIATRIA DA INFÂNCIA E DA ADOLESCÊNCIA: GUIA PARA INICIANTES - 2º EDIÇÃO REVISTA E AMPLIADA. Editora Sinopsy, Capítulo 11).
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