Geralmente, a neuropscicologa que avalia uma criança e o identifica como superdotado, quando entrega o laudo para a família, faz, no laudo, uma parte com os encaminhamentos indicados ao caso avaliado. É ela quem deve dizer se o aluno avaliado deve ser acelerado de série ou ter um PEI ou se deve ser acelerado de série e ter um PEI ou outra forma de atendimento educacional especializado.
É importante também que a escola que seu filho estude seja parceira da familia; seja para apoia-los em eventual aceleração de série (no caso do aluno ter alto desempenho acadêmico e maturidade para ser acelerado de série) ou para confeccionar o PEI.
Diante da recusa em fazer um PEI, a neuropsicologa deve entrar em contato com a escola e explicar a importância de que este seja feito. Uma sugestão, caso a familia tenha condicoes financeiras é contratar uma psicopedagoga ou uma neuropesicopedagoga, para fazer o PEI, mas, a princípio, ele é de obrigação da escola e não deve haver cobrança para tanto. Apenas sugiro que os pais, podendo, contratem um profissional para ajudar a escola na elaboração do PEI, se eles tiverem condições financeiras, porque observo que as escolas não estão preparadas para fazer um PEI para um aluno superdotado.
Se a escola se recusar a fazer o PEI, os pais podem denunciar a escola na diretoria/supervisão de ensino/núcleo de educação ou secretaria de educação, acionar a defensoria pública ou o Ministério Público. E, se os pais tiverem condições financeiras, podem contratar um advogado especialista em Direito Educacional, para que ele tome as providências cabíveis no sentido de exigir que a escola elabore um PEI, nem que seja necessário, para tanto, propor uma ação judicial. O mesmo vale para a recusa das outras formas de atendimento educacional especializado que mencionarei abaixo, aplicáveis aos alunos superdotados.
Existem outras formas de atendimento ao aluno superdotado, que você pode checar se existe na sua cidade e para a escola que o aluno estuda, tais como: frequência na sala de recursos, NAAHs e a escola poderá ofertar, ainda, o enriquecimento e a adaptação curricular.
Outra opção é mudar o aluno para uma escola mais forte e, se for o perfil dele, que participe das olimpíadas de conhecimento (matemática, física, astronomia, Neurociências). Muitos superdotados costumam se identificar com as Olimpíadas e as escolas costumam preparar os alunos para elas.
Atualmente, universidades como a USP e a UNICAMP estão reservando vagas para os olímpicos, de acordo com os resultados obtidos nas olimpíadas de algumas disciplinas. É mais uma forma de ingresso na universidade.
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