Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Faculdades investem no lado emocional para reter alunos

Faculdades investem no lado emocional para reter alunos

Mais opções

Diante de altos índices de evasão e problemas emocionais de alunos, temas como autoestima, confiança e empatia saíram dos consultórios de terapia para circular cada vez mais em universidades.

Diversas instituições passaram a adotar recentemente técnicas que buscam desenvolver as chamadas competências socioemocionais, ou "soft skills", para evitar o abandono nos cursos e impacto negativo nas notas.

Moacyr Lopes Junior/Folhapress
Waldemar Ribeiro da Silva, 48, teve ajuda de uma veterana
Waldemar Ribeiro da Silva, 48, teve ajuda de uma veterana

As iniciativas ocorrem em um momento em que a crise na economia chegou ao setor –o número de novos estudantes caiu 6,6% de 2014 para 2015, influenciado também pelo encolhimento do Fies. Entre os alunos de faculdades privadas sem Fies, 1 em cada 4 deixa o curso no primeiro ano, mostra estudo do Semesp (sindicato das mantenedoras) sobre o censo da educação superior de 2014.

Na Kroton, gigante do setor, o índice chega a 35%. Para enfrentar o problema, a universidade iniciou neste ano três ações para desenvolver habilidades sociais e emocionais. Entre elas, está o incentivo ao desenvolvimento de "projetos de vida" pelos alunos. Uma plataforma informa, por exemplo, qual o ganho salarial que ele pode ter a cada ano a mais de graduação.

"A evasão tem sempre dois pilares declarados: dificuldade de pagar e de acompanhar o curso. Mas, num diálogo mais profundo com o aluno, vemos que há falta de resiliência", diz Mario Ghio, vice-presidente acadêmico da Kroton. Para estimular os novos alunos, a instituição também incentiva veteranos a "adotá-los". 

A atividade pode contar como crédito complementar.

Aluno de curso tecnológico em radiologia, Waldemar Ribeiro da Silva, 48, foi um dos "adotados". Teve a ajuda de uma veterana para se ambientar com sistemas e métodos de ensino da faculdade.

Em sua segunda incursão no ensino superior –já abandonou um curso de enfermagem–, viu muitos colegas desistirem. "Muita gente não sabe como é o ambiente da faculdade, não sabe criar uma rotina de estudos e se assusta com as notas."

De fato, muitos dos desistentes são mais velhos, tiveram falhas na formação básica e são os primeiros de sua geração no ensino superior, diz Ronaldo Mota, reitor da Estácio de Sá. "A principal dificuldade não é acadêmica, mas socioemocional. São pessoas fragilizadas, que sentem que não podem ter sucesso."

Para incentivar a permanência do estudante, a universidade criou uma plataforma virtual com vários cursos de curta duração, como o de finanças pessoais. "Todos têm certificados, o que tem um grande valor psicológico."

Às vezes falta capacidade de saber como aprender, diz Cláudia Kober, coordenadora de Desenvolvimento Pedagógico da Anhembi Morumbi. Por isso, além de reforço, a universidade tem um programa para ensinar técnicas de estudo e de gestão do tempo.

O Mackenzie também formalizou neste ano um projeto de atenção a questões psicopedagógicas e afetivas.

A crescente preocupação com o tema não é exclusiva do Brasil. Núcleos de apoio foram criados recentemente em universidades americanas, que vêm estudando o tema. A partir da experiência do país, aliada à observação do cotidiano na instituição, o Insper também implementou ações de atenção socioemocional, incluindo mudanças no vestibular.

Professores são treinados para identificar problemas e, nos casos mais graves, há encaminhamento a atenção médica. Também há estímulo a conversas entre alunos para falar de angústias em comum.


VESTIBULAR

A valorização de aspectos emocionais no ensino chegou ao vestibular. Processos seletivos que tentam avaliar além dos conteúdos acadêmicos usam de dinâmica de grupo a simulações com atores.

Faculdades querem selecionar alunos com capacidade de comunicação, criatividade e trabalho em equipe. "Essas competências têm valor tão alto hoje no mundo do trabalho quanto a informação e o conhecimento. Não é de estranhar que o ensino superior esteja olhando para isso", diz Simone André, gerente-executiva de Educação do Instituto Ayrton Senna e especialista no tema.

Aberta neste ano, a Faculdade Israelita de Ciências da Saúde Albert Einstein, ligada ao hospital de mesmo nome, tem a segunda fase feita com base em entrevistas.

Depois de ser avaliado nos conteúdos tradicionais na primeira fase, o aluno passa por oito situações de oito minutos cada uma. Pode ser uma cena com atores imitando estudantes fazendo um trabalho no Excel ou uma apresentação do candidato sobre o tema de uma charge ou fotografia.

As habilidades avaliadas são pensamento crítico, capacidade de tomar decisões, empatia e trabalho em equipe, diz Alexandre Holthausen, diretor do curso.

Essa avaliação vale 25% da nota final, mas, segundo ele, acaba sendo um critério de desempate importante, porque as notas da primeira fase são muitas vezes semelhantes entre si.


PIONEIRO

O primeiro colocado da primeira edição da prova, no início do ano, foi o designer gráfico Gabriel Herculano, 29. Durante a seleção, ele teve que participar de interações em que aconselhava um amigo usuário de drogas ou contava a um colega o resultado do vestibular.

Antes, o cursinho pré-vestibular Poliedro, onde ele estudou, fez algumas aulas preparatórias, mas, como era a primeira edição, Gabriel só foi descobrir mesmo o que aconteceria na hora.

"Acho que me ajudou o fato de eu ter uma maturidade, já ter apresentado trabalhos na minha profissão e participado de entrevistas de emprego", afirma.

No Insper, as competências fora da grade curricular são avaliadas na segunda fase da seleção para a graduação em engenharia, que começou no ano passado.

Candidatos têm que discutir entre si temas polêmicos. Os critérios avaliados são comunicação, pensamento crítico e trabalho em equipe.

"Diversos estudos mostram que, em segundas fases tradicionais, a correlação do desempenho com a primeira fase é enorme. Não é preciso fazer duas provas do mesmo tipo", diz Tadeu Ponte, coordenador do processo seletivo. A metodologia poderá ser ampliada para outros cursos da instituição. 

domingo, 30 de outubro de 2016

Intuição dos pais é crucial na hora de achar a melhor terapia antiautismo

Artigo extraido de reportagem publicada em 30/10/2016 no Jornal A Folha de São Paulo, no link: http://www1.folha.uol.com.br/equilibrioesaude/2016/10/1827517-intuicao-dos-pais-e-crucial-na-hora-de-achar-a-melhor-terapia-antiautismo.shtml


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GABRIEL ALVES

DE SÃO PAULO
30/10/2016  02h03

Suspeitar que o filho ou a filha tem autismo e receber o diagnóstico definitivo nunca é fácil para os pais. Depois do baque, inicia-se uma saga em busca das melhores abordagens terapêuticas e atividades para permitir que a criança se desenvolva da melhor maneira possível. O problema é saber de antemão o que vai funcionar em cada caso.

Desde a década de 1940 os cientistas buscam entender o transtorno crônico, que altera o funcionamento normal do sistema nervoso e o comportamento, afetando habilidades sociais e de comunicação. Hoje, o autismo faz parte de um grupo maior de doenças conhecido como transtornos do espectro autista (TEA).

"Espectro" não aparece aí por acaso –há uma miríade de combinações possíveis de sinais e sintomas e suas gravidades. Por exemplo, respostas a estímulos externos, como sons ou ao toque de diferentes materiais, podem ser exacerbadas em alguns e neutras em outros. Na prática, não há dois autismos iguais, segundo a sabedoria de pais e especialistas.

"A mãe acaba virando uma especialista no autismo do próprio filho", relata a psicopedagoga Fausta Cristina Reis, mãe de Milena, 13, que tem autismo.

Essa unicidade de cada paciente faz com que os pais ganhem um papel crucial para definir qual é a melhor estratégia para seu filho ou filha. No caso de Fausta e Milena, a estratégia passou do ABA (sigla em inglês para análise comportamental aplicada) para uma outra, conhecida como DIR Floortime.

O ABA é uma abordagem mais clássica e consiste na intervenção de uma terapeuta que, por meio de tarefas e perguntas, tenta encorajar comportamentos positivos (com recompensas e elogios, por exemplo) e desencorajar os negativos, de modo a obter melhora em uma série de habilidades, auxiliando a criança a fazer contas e ampliar o vocabulário, por exemplo. A grande vantagem é que o progresso pode ser mensurado ao longo do tempo.

Já outras abordagens, como aquelas conhecidas como interacionistas (como O DIR Floortime), são mais difíceis de ter seu impacto mensurado. O motivo é que elas se baseiam em características e interesses individuais –e não são direcionadas para objetivos estabelecidos a priori.

Se uma criança gosta, por exemplo, de rodar a roda de um carrinho de brinquedo, o pai ou terapeuta pode participar dessa atividade e sugerir incrementos para que a brincadeira fique mais rica –talvez a criança ache uma boa ideia brincar fazendo o carrinho andar, explica Fausta, que mantém o blog "Mundo da Mi"

TESTADA E APROVADA

Uma intervenção apelidada de Pact (sigla em inglês para terapia de comunicação social mediada pelos pais) que, como diz o nome, conta com os pais como agentes terapêuticos, teve sucesso em um teste de longo prazo –algo ainda raro nos casos das terapias para tratar crianças com autismo. O estudo saiu nesta semana na revista médica inglesa "The Lancet".

Após quase seis anos do treinamento dos responsáveis por crianças autistas, os benefícios comportamentais se mantiveram e foram superiores ao tratamento convencional. Houve melhora com relação à interação com os pais e na sociabilidade, ambos avaliados de forma cega, ou seja, sem o avaliador saber por qual tipo de intervenção a criança passou.

O Pact foi desenhado para ser usado em crianças de 2 a 4 anos e consiste em treinar os pais (ao longo de um ano) em como lidar com as particularidades de seus filhos.

Os pais já sabiam, de forma intuitiva, o que fazer, mas faltava testar a hipótese. Andréa Werner, mãe do Theo, de 8 anos, aprendeu "na raça" que o filho não era fã de brinquedos.

"Compramos trem elétrico, carrinho e um monte de coisas pensando que talvez o Theo gostasse. Depois de muita frustração, descobrimos que ele não gosta de brinquedo. Ele gosta de abraçar, de cócegas, de ser jogado para cima, de fazer cabaninha –e é aí que investimos o nosso tempo", explica.

Theo ainda não fala e isso acaba sendo mais um desafio e tanto para que os pais conheçam o mundo dele e possam avaliar a eficácia de abordagens terapêuticas. "Às vezes os pais vão deixando de falar com a criança porque ela não responde. Tem de haver esse esforço, mesmo que pareça que eu estou falando sozinha", diz Andréa.

Com a dificuldade natural para a linguagem simbólica, interagir com a criança é complicado. "Mas a formação de vínculo e afetividade é importante para o desenvolvimento de cada criança, inclusive do autista", diz Andréa, que escreveu o livro "Lagarta Vira Pupa" (CR8, 176 págs.), onde relata sua experiência no tema. Ela tem um blog com o mesmo nome.

Para ela, o maior desafio é conseguir ajustar as abordagens ao longo do tempo, de acordo com as necessidades de cada faixa etária. Atualmente Theo tem agenda cheia: ABA, natação, escola, fonoaudióloga... e brincar com a mãe.

DÚVIDAS E INCERTEZAS

Muitos pais, quando não sabem bem como lidar com o autismo de seus filhos, acabam recorrendo a fórmulas prontas, que funcionaram em outros casos.

Mas a imitação pode não dar certo, seja porque as estratégias não se adequam ao tipo de autismo ou porque simplesmente elas não têm respaldo racional ou empírico.

É o caso de algumas dietas sem leite ou glúten (quando não há alergia) ou que se valem de suplementação com aminoácidos, minerais e ou vitaminas.

"Tem gente usando câmara hiperbárica (alta pressão) e tentativas de quelação [remoção] de metais pesados, o que não faz sentido", diz a psiquiatra infantil Daniela Bordini, da Unifesp.

"Muitas pessoas prescrevem as suas intervenções com coisas que funcionaram para o seu filho, mas boa parte desses tratamentos não tem uma base conceitual sólida, muito menos dados empíricos ou ensaios controlados. Ou seja, virtualmente não é nada", diz Guilherme Polanczyk, professor de psiquiatria da criança da USP.

Até mesmo para os tratamentos mais tradicionais e sabidamente efetivos é difícil fazer ensaios controlados (quando um grupo sofre a intervenção e outro, não). Isso faz com que haja poucos dados para um análise definitiva sobre o que auxilia no tratamento do autismo no longo prazo.

"Os efeitos das terapias não são tão grandes ou demoram para aparecer. Como é uma área que carece de evidências, ela fica aberta para opiniões pessoais e evidências particulares, o que pode trazer riscos significativos", diz Polanczyk.

Um exemplo clássico é a falaciosa correlação entre autismo e vacinação –já desmentida diversas vezes, mas cujo estrago provocado ainda pode ser observado sempre que a questão vem à tona.

"Por enquanto, não há remédio. A medicação, quando receitada, é para sintomas-alvos como irritabilidade e insônia", explica Daniela.

A doença atinge cerca de 1 a cada 100 crianças e é de 4 a 5 vezes mais comum em meninos. 


sexta-feira, 21 de outubro de 2016

Os mitos que rodeiam a Superdotação

Artigo de minha autoria extraído do site do ALMANAQUE DOS PAIS : http://www.almanaquedospais.com.br/os-mitos-que-rodeiam-superdotacao/

menina-superdotada

Mito 1 – Não se deve identificar uma criança superdotada

A identificação da superdotação é indispensável para conhecer suas necessidades e buscar formas de atendê-la e precede a discussão de políticas públicas que a contemplem, já que somente assim poderemos discernir as estratégias de atendimento que devem ser implementadas e estruturar os recursos que terão que ser disponibilizados para esse fim. A criança com altas habilidades freqüentemente manifesta seu sentimento de diferença com seus pares; “são diferentes às outras e sabem disto” (Extremiana, 2000, p. 124), talvez sem compreender exatamente essa diferença, mas sim como algo que, muitas vezes, lhe incomoda ou causa mal-estar. Muitas crianças verbalizam esta condição; percebem as diferenças de ritmo de aprendizagem, interesses e desempenho em relação a seus colegas. Se a família ou a escola oculta as características que a criança percebe, ela pode pensar que há algo de errado com ela.

Mito 2 – Todo gênio é um superdotado. Porém, nem todo superdotado é um gênio

É preciso não confundir superdotação com genialidade. O aluno pode ser brilhante numa única área e não ir tão bem em outras. Um gênio é sempre um superdotado, mas nem todo superdotado é um gênio. As características do superdotado são identificadas em escalas de observação de comportamento, capazes de um excelente desenvolvimento das altas habilidades desse aluno.

Mito 3 – A Superdotação é um fenômeno raro

MITO. Ocorre em cerca de 3,5 a 5 % da população, segundo estimativa oferecida pela OMS! E, dependendo do conceito adotado (se considerarmos os talentosos nas artes, música, esportes, liderança, produtivos criativos), esta porcentagem pode ser ainda maior, subindo para 15% da população. Muitas dessas crianças / pessoas podem estar escondidas por aí, sem que ninguém saiba de sua habilidade especial.


Mito 4 – Existem Superdotados de ambos os sexos e todas as classes sociais

VERDADE. A superdotação é um fenômeno democrático. Ocorre em todas as culturas, épocas, etnias, sexos e classes sociais. Aliás, o estereótipo do magrelo de óculos também é errôneo. Existem superdotados gordinhos, fortes, cabeludos, altos, baixos, como ou sem miopia etc.

Mito 5 – As pessoas superdotadas têm Q.I muito superior

Depende da Teoria de Superdotação que se segue, este mito pode ou não estar correto. Se nos guiarmos pela Teoria de Renzulli ou de Howard Gardner, é interessante saber que, para eles, os testes de Q.I. são limitados na captura dos superdotados. Isso, pois avaliam apenas alguns aspectos da cognição e habilidades mentais humanas. Alguns superdotados têm fantástica habilidade artística, esportiva, social, criativa, não abordada nesse tipo de testagem. Pessoas com alta pontuação em testes como esse têm uma boa chance de ser um superdotado do tipo intelectual, no entanto o rendimento normal no teste não afasta com segurança essa possibilidade.

Mito 6 – Superdotados sempre são excelentes alunos

MITO. Alguns são excelentes alunos, outros medianos, outros alunos ruins. Isso se explica, pois muitas vezes, falta estímulo específico, o aluno sente-se desmotivado e pode até considerar a escola comum entediante. Alguns superdotados têm dificuldade de seguir regras, podem se sentir diferentes do grupo e manifestar certa vulnerabilidade social. Tudo depende do caso, de que tipo de habilidade está em destaque.

Mito 7 – Superdotação é sinônimo de sucesso profissional

MITO. De modo geral, a vantagem intelectual tende a levar as pessoas para boas universidades, bons empregos, grandes realizações, etc. Sucesso depende de uma junção complexa de ocorrências em que a inteligência e talento são apenas parte do processo. Existem muitos superdotados que não atigiram sucesso profissional. Há que se levar em conta outros fatores, critérios e habilidades para que se atinja o sucesso. Portanto, superdotação não é sinônimo de sucesso profissional (Alencar & Fleith, 2001, Guenther & Freeman, 2000).


quarta-feira, 19 de outubro de 2016

A escola pode se recusar a entregar o histórico escolar de aluno inadimplente ?

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Resposta : Não. A escola pode se recusar a entregar o histórico escolar de aluno inadimplente. O aluno inadimplente tem o direito de levar o seu histórico escolar, quando for se mudar de escola, mesmo que sua situação financeira ainda não esteja regularizada (quitada).

Minha sugestão é para que os pais de alunos inadimplentes procurem a escola para uma negociação (composição amigável)  e façam um contrato de confissão de dívida. A dívida poderá ser negociada em algumas parcelas. O histórico escolar nunca pode ser objeto desta negociação.

segunda-feira, 17 de outubro de 2016

Como está a questão das matrícula de crianças nascidas após a data corte (31/3 ou 30/ ) ? Ainda cabe mandado de segurança ?

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A resposta é sim. Como advogada, ainda tenho sido muito procurada por pais de  crianças nascidas após a data corte (que varia a depender do Estado que a criança mora de 31/03 a 30/0) para ingressar com ações judiciais para conseguir realizar a matrícula das crianças que nasceram após esta data de corte.

De 2.011 até hoje, já consegui mais de 360 liminares, que foram posteriormente confirmadas e tiveram sentenças procedentes, pelo Tribunal de Justiça, após apreciação do mérito da ação.

No Estado de São Paulo é aonde tenho obtido o maior índice de êxitos de ações em várias cidades. Também já obtive liminares e sentenças procedentes nos seguintes Estados : Distrito Federal, Goiás, Paraná, Pernambuco, Rio de Janeiro e Santa Catarina.

Cada Estado possui legislação própria para tratar desta questão da data corte, mas todos devem respeitar o disposto em nossa Constituição Federal, Lei de Diretrizes Básicas da Educação (LDB) e Estatuto da Criança e do Adolescente, que traz o fundamento básico que rege o nosso Direito Educacional.


Se você achar que seu filho está sendo prejudicado pelo critério de classificação estabelecido pela Secretaria de Educação e acatado pela escola que ele estuda ou que você pretende matricculá-lo, estude a possibilidade de ingressar com ação judicial, visando a matrícula do aluno fora da data corte. Neste caso, sugiro que consulte um advogado que atue na área do Direito Educacional.