Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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sexta-feira, 31 de outubro de 2014

CLAUDIA HAKIM FAZENDO JURISPRUDÊNCIA EM SANTA CATARINA NO TEMA DA DATA/CORTE


Apesar de eu já contar com 220 LIMINARES concedidas mandados de segurança referentes à questão de data/corte, todos com liminares favoráveis ao direito de progressão do aluno, pelo Brasil afora, eu ainda não tinha advogado no Estado de Santa Catarina. Como falado em outro artigo meu http://maedecriancassuperdotadas.blogspot.com.br/2014/09/como-estao-as-datas-cortes-para.html  cada Estado possui uma data corte diferente, de acordo com a Resolução, Lei ou sentença que nele prevalece a este respeito.

Em Santa Catarina, predomina a data corte para ingresso no ensino fundamental somente dos alunos que vierem a completar 6 (seis) anos até 1/03 do ano em que o  ingressar no ensino fundamental. Mas, esta proibição admite exceções e é isto o que não sabem as escolas e pais que residem neste Estado. Além de ser ilegal para os alunos que completem 06 (seis) anos depois de 31/03, esta Deliberação do Conselho de Educação de Santa Catarina também é ilegal PARA OS ALUNOS QUE FREQUENTAM A EDUCAÇÃO INFANTIL, explico melhor :

Existe uma equivocada e má interpretação da referida Resolução do Conselho de Educação, por parte das escolas do Estado de Santa Catarina, ao acharem que não se pode matricular o aluno nascido depois de 31/03 do mesmo ano de nascimento das crianças que nasceram antes de 31/03, pois a própria Deliberação do Conselho de Educação prevê a possibilidade de matrícula de quem completar 06 anos após esta data, em caráter excepcional, desde que, avaliada a conveniência pedagógica.

Ou seja, a Resolução que norteia a data/corte para ingresso no ensino fundamental do Estado de Santa Catarina permite a matrícula de alunos que completarem 6 anos depois de 31/03, no primeiro ano do ensino fundamental.

Fora isso, a referida Resolução nada fala sobre a matrícula de alunos na educação infantil, de forma que a proibição da matrícula do aluno que nasceu depois de 31/03, que foi proibido  de ser matriculado na mesma série dos alunos nascidos antes de 31/03 do seu mesmo ano de nascimento e que tiveram as suas aptidões pedagógicas afirmadas para cursar tal série comprovadas, extrapola os limites da referida Deliberação na qual o Colégio se baseia, além de lhe ter atribuído equivocada interpretação de seu conteúdo, pois que a referida deliberação do Estado de Santa Catarina não elimina a possibilidade da matrícula de quem completar 6 anos após esta data, em caráter excepcional, o que não tem sido respeitado pelos diretores das escolas do Estado de Santa Catarina.

Aos pais que possuem filhos nascidos depois de 31/03 (Santa Catarina, RJ, DF e outros Estados que adotarem esta data corte) e em SP depois de 30/06, que consideram que seus filhos estão aptos a cursarem a série referente ao seu ano de nascimento, mas, que tiveram suas matrículas negadas pela escola, na série desejada, mesmo diante das decisões acima elencadas em seu favor, podem tentar valer seus direitos, ingressando, na Justiça com uma ação judicial,  para conseguir matricular seus filhos na série desejada (friso - valendo da Educação Infantil até o ensino fundamental).
  
Sobre a Autora : Claudia Hakim é advogada, especialista em Direito de Educação, com Foco em Educação Especial, formada pela PUC/SP, em 1.994. Pós Graduanda em Neurociência e Psicologia Aplicada. Autora deste blog "Mãe de Crianças Superdotadas"  ; e-mail : claudiahakim@uol.com.br

quinta-feira, 30 de outubro de 2014

Neuropsicóloga britânica revela como combater bullying nas escolas

Extraído do site : http://www.noticiasaominuto.com/pais/295001/neuropsicologa-britanica-revela-como-combater-bullying-nas-escolas

Porto : Neuropsicóloga britânica revela como combater bullying nas escolas

Neuropsicóloga britânica revela como combater bullying nas escolas

Promover competências sociais em crianças através de Grupos de Amizade de combate ao 'bullying' é o objetivo de um programa cognitivo criado por uma neuropsicóloga britânica e agora revelado num livro a apresentar este sábado no Porto.

Neuropsicóloga britânica revela como combater bullying nas escolas Lusa

"Cérebro: A mente cognitiva social na promoção das competências psicossociais em grupos de pares" é o título do livro que contém parte da tese de doutoramento de Débora Elijah, neuropsicóloga e consultora educacional que desenvolveu o programa em causa e que chegou a implementar na escola Kings Ways Júnior, no Reino Unido, entre 2008 e 2010.
  
"O PROSCIG (Programa Sócio Cognitivo de Intervenção em Grupos de Pares em Redes Sociais) tem como objetivo promover as competências sociais em crianças dos seis aos 11 anos de idade, sobretudo em crianças de baixas competências psicossociais, no seio de Grupos de Amizade, e tem como um dos efeitos o combate ao 'bullying'", explicou a autora.

Pensado e desenvolvido pela autora a partir da sua experiência profissional em países como Bélgica, Inglaterra, França, Portugal e Israel, o programa permite, "sobretudo às crianças de baixa competência psicossocial, o desenvolvimento da assertividade, da comunicação e da confiança", assinalou.

Através deste método, defende a autora ser possível promover "o bem-estar dos visados, o seu ajustamento social", resultando "indiretamente numa melhor performance escolar e inclusão social".

A autora defende a implementação do programa em redes escolares onde deverão ser criados os Grupos de Amizade, com seis elementos, juntando "crianças de baixas habilidades sócio-cognitivas com crianças de altas habilidades", em sessões de "uma hora de interação e cooperação social".

"O PROSCIG pode contribuir para o combate ao 'bullying', quer na ótica preventiva, quer na ótica repressiva, porque trabalha as competências psicossociais para um bom relacionamento entre pares", frisou.

Segundo a autora, "o 'bullying' alimenta-se muitas vezes da fraqueza, da baixa autoestima, da falta de confiança, das dificuldades de aprendizagem e consequentes distúrbios emocionais", pelo que "quem desenvolve as suas competências e as suas habilidades sociais torna-se mais seguro, mais resistente e mais capaz de se defender".

Assim, e até para além do combate ao 'bullying', "o objetivo principal [do programa] é promover a empatia e as competências sociais das crianças para um bem-estar no seu grupo de pares, na escola e na sociedade, desenvolvendo indiretamente a sua performance escolar".

Das crianças com que trabalhou em vários países, diz que "todas tinham em comum não apenas baixas competências psicossociais, mas também uma crença muito forte de que se iriam elevar, de que se iriam superar".


O livro será apresentado no próximo sábado pelas 21:00 no auditório do Hotel da Música, no Porto, num ato que contará com intervenções do reitor da Universidade Fernando Pessoa, onde a tese foi apresentada, e da procuradora do DIAP Maria Clara Oliveira.

quarta-feira, 29 de outubro de 2014

Quer fazer faculdade na Alemanha ? Agora é de graça !

Extraído do site : http://exame.abril.com.br/carreira/noticias/quer-estudar-na-alemanha-agora-e-de-graca/

Ludwig-Maximilians-Universität München
Ludwig-Maximilians-Universität München: a universidade alemã é a 12º melhor do mundo pelo ranking da THE
São Paulo - A Alemanha aboliu completamente as mensalidades as universidades em todo o seu território. A gratuidade também vale para estudantes internacionais: agora qualquer pessoa, de qualquer nacionalidade, pode estudar lá sem pagar nada.

Segundo um ranking da consultoria QS, o país é o quarto destino mais popular do mundo entre estudantes de ensino superior.
Comparadas a instituições de outros países, como os Estados Unidos, as universidades alemãs já cobravam mensalidades relativamente baixas, de acordo com o site ThinkProgress
Em média, o aluno precisava pagar cerca de 500 euros por semestre, além de ter direito a diversos benefícios, como transporte barato ou gratuito entre cidades. 
A gratuidade na oferta de educação superior é uma tendência em diversos europeus, com algumas exceções, como o Reino Unido.
Gabrielle Heinen-Kjajic, ministro da Baixa Saxônia - a última região alemã a abolir as mensalidades -  disse ao site German Pulse que a decisão foi tomada porque "não queríamos um ensino superior que dependesse da riqueza dos pais [do estudante]".

 globo-terrestre


As melhores pelo mundo
São Paulo - O Brasil não entrou na lista das 200 melhores universidades do novo ranking global da THE (Times Higher Education).
Porém, sua instituição mais bem classificada, a USP, este ano entrou na faixa de 202 a 225 - um avanço em relação ao ano passado, quando ficou no intervalo de 226 a 250.
Os Estados Unidos seguem dominando oranking: das 10 melhores, 7 são da terra do Tio Sam.
Os norte-americanos ainda têm o maior número de universidades entre as 200 melhores do planeta, mas perderam espaço: este ano, 74 instituições se classificaram no topo, contra 77 no ano passado.

Sistema de suporte on-line Escola 24h oferece professores de plantão em horário integral


A equipe atende da educação infantil ao vestibular. Há convênio com colégios na Barra e em Jacarepaguá
Simulados on-line: Thiago Dopazo, aluno do 3° ano do ensino médio do Everest: preparação para a faculdade - Felipe Hanower/ Agência O Globo

RIO — Ter um professor à disposição a qualquer hora do dia é uma mão na roda. De portas sempre abertas, a Escola 24h funciona em horário integral (como o nome diz), em um sistema de ensino à distância. Do outro lado da tela, estudantes podem interagir com uma equipe de professores conectada, em home office, e coordenada pela empresa.

O suporte vai da educação infantil ao vestibular; o material de preparo para o Enem é um dos serviços de destaque. Há a possibilidade de matrícula para usuário independente (por R$ 149 ao ano) ou acesso gratuito para alunos de escolas conveniadas (que pagam entre R$ 8 e R$ 10 por estudante a cada mês). Cerca de um milhão de pessoas já usaram o sistema. Na região, ele está presente nos colégios Everest e Mopi, no Itanhangá, e no Garriga de Menezes, na Freguesia.

— O conteúdo curricular disponível para os conveniados e para os independentes é o mesmo; só a apresentação do ambiente é que muda, sendo, no primeiro caso, uma área complementar e customizada, de acordo com o programa de cada escola — diz a consultora pedagógica, Ângela Chades.

O suporte, frisa, inclui serviços como plantão tira-dúvidas, tutoriais, videoaulas agendadas e simulados com correção e gabaritos comentados. Em tempo real, há ainda a ferramenta “professor web”, em que um dos licenciados responde à questão formulada em 15 minutos.

— Eu passei a usar mais o suporte por causa do vestibular. Tem muitos simulados com provas, divididas por faculdades. É uma ajuda extrema, e meus professores usam o sistema também durante a aula — diz Thiago Dopazo, de 16 anos, aluno do 3º ano do Colégio Everest.

Escola 24h: 2226-1339.

Garriga de Menezes: 3392-0901.

Mopi: 3433-3900.

Everest: 3575-1750.

terça-feira, 28 de outubro de 2014

Em Santa Catarina : Superdotados mostram seu talento ao público



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Parece mentira, mas crianças superdotadas também sofrem preconceitos, em casa, na escola e dos colegas. Geralmente, são vistas como “crianças-problema”, porque são irrequietas, estão sempre perguntando e questionando tudo (ou, ao contrário, acabam se tornando tímidas e introspectivas, porque têm medo do julgamento dos outros). Não raras vezes, os pais precisam procurar ajuda especializada, para entender melhor o que acontece com seu filho e, também, para poder aproveitar melhor todo o potencial da criança.


No Estado, uma excelente referência nesta área é a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE). Já fui lá fazer reportagens sobre os superdotados, e fiquei encantada com o mundo que conheci, e sobre o qual poucas vezes tinha ouvido falar. Para dar mais visibilidade ao tema, a Fundação realiza hoje e amanhã a terceira edição da Mostra do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S), que contará com apresentações de jovens talentos catarinenses. Serão cerca de 50 alunos, com idades entre seis e 17 anos, que apresentarão trabalhos especiais relacionados às áreas de lógica e matemática, leitura e produção textual, artes plásticas e robótica educacional, entre vários outros.

A psicóloga Rosélia Panchiniak, coordenadora do Núcleo, explica que muitos estudantes superdotados passam despercebidos nas escolas regulares, porque os professores não estão preparados para identificá-los. Em casa, pode acontecer a mesma coisa. “É importante que a sociedade saiba que existe atendimento educacional especializado para crianças superdotadas, as quais muitas vezes acabam abandonando a escola por serem alvo de preconceito. Há inclusive leis que estipulam este tipo de educação especial”, ressalta Rosélia. Talentos assim não podem ser desperdiçados.

segunda-feira, 27 de outubro de 2014

Escola pobre do Piauí tem 153 medalhas de matemática. Quer saber como?

Extraído do site : http://educacao.uol.com.br/noticias/2014/10/23/escola-pobre-do-piaui-tem-153-medalhas-de-matematica-quer-saber-como.htm

A escola foi considerada a instituição estadual com a maior média no Enem 2012 do Piauí
A escola foi considerada a instituição estadual com a maior média no Enem 2012 do Piauí

À primeira vista, parece que uma coisa não combina com a outra. Cocal dos Alves, cidade do interior do Piauí, está entre as 30 cidades com o pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do país. De 0 a 1, o município tem índice 0,498, na posição 5.535, entre 5.565 cidades.

Ao mesmo tempo, Cocal dos Alves possui uma das mais premiadas escolas públicas do país, campeã em diversas olimpíadas do conhecimento e com inúmeras aprovações em vestibulares de universidades públicas do Piauí. A escola de ensino médio Augustinho Brandão foi considerada a instituição estadual com a maior média no Enem 2012 em todo o Estado -- o resultado do Enem 2013 por escola ainda não foi divulgado.

Como pode uma escola pública ter tantos casos de sucesso em olimpíadas e vestibulares em um local tão carente e desprovido de ajuda? Assim como tudo nesta história, a resposta é ao mesmo tempo simples e um tanto complexa. No caso da escola Augustinho Brandão bastou juntar um grupo de professores cheios de vontade de mudar uma cruel realidade social.

"São 12 anos de estrada. Em 2003, éramos um grupo de jovens professores que simplesmente começou a trabalhar de maneira séria", explica a atual diretora da escola, Aurilene Vieira Brito.

Ao mesmo tempo que implantaram um trabalho intenso em sala de aula, eles foram atrás de qualificação e conhecimento para ensinar – e posteriormente cobrar – os alunos. Tudo isso, enquanto se viravam para lecionar em uma escola sem estrutura.

Em pouco tempo, os professores começaram a notar a diferença. É verdade que, com um ensino mais puxado, as cobranças também se intensificaram. No começo, alguns alunos chegaram até a cogitar desistir da escola, por causa da dificuldade. Mas, algo os motivou a continuar.

Dois anos depois da mudança de mentalidade e de metodologia, um dos professores decidiu inscrever alguns alunos da escola em uma competição de matemática, a Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (Obmep).

"Nossos alunos arrebentaram. A Obmep serviu como avaliação do nosso trabalho. Um termômetro que nos mostrou que estávamos no caminho certo", afirma Aurilene.

O professor responsável pela aventura que acabou se tornando um dos maiores casos de sucesso de uma escola no país se chama Antonio Amaral. Quando conversou com a reportagem do UOL, ele estava no Rio de Janeiro, gravando um vídeo de resoluções da última prova da Obmep, a convite da organização da olimpíada.
   

A escola Augustinho Brandão, no Piauí, já conquistou várias medalhas em olimpíadas

"Todos os anos, conseguimos premiar quase todos os alunos que participam da Obmep. Mais do que menções honrosas e medalhas de bronze, que mostram que estamos entre as melhores escolas do Piauí, já conquistamos também várias medalhas de prata e ouro, o que prova que nossos estudantes conseguem competir com outros de escolas de todo o país", disse Amaral.

Após o sucesso na OBMEP, com 153 premiações até o momento, a escola começou a inscrever seus estudantes em outras olimpíadas, e já obteve êxito em competições de química, física, robótica, entre outras.

Segundo Aurilene, toda esta dedicação dos professores e alunos é pouco recompensada pelo Estado. A preparação para as olimpíadas é feita "na raça", depois do horário de aula, por professores que não recebem nem um centavo a mais para isso.

"Nós preparamos aulas extras nos finais de semana que antecedem as olimpíadas para treinar os alunos. Até o lanche que servimos sai do nosso bolso. Se tem resultado, é porque damos a cara a tapa. De cima para baixo, nada acontece", desabafou.

Vestibular

Apesar do ótimo desempenho na Obmep, o maior motivo de orgulho da escola é o bom resultado em vestibulares.

Os vestibulandos da Augustinho Brandão têm entre 70 e 80% de aprovação. Em 2010, segundo a diretora, todos os alunos que prestaram vestibular passaram. Até hoje, três estudantes foram aprovados no curso de medicina. O sucesso é tanto que, em Teresina, capital do Estado, existe uma república de estudantes formada somente de ex-alunos do colégio de Cocal dos Alves.

São esses estudantes que saem para estudar na capital que incentivam quem está entrando agora a se dedicar no ensino médio. São eles, também, que estão começando a mudar o panorama de pobreza do município.

"O psicólogo e o fisioterapeuta da cidade são ex-alunos nossos. Esses profissionais viram exemplos para quem está agora na escola. Mesmo quem ainda não se formou, mas está em um curso de ponta, já é visto como alguém que mudou de vida na cidade. Alguém que ascendeu socialmente", contou o professor Amaral.

Antigamente, o grande objetivo dos estudantes de Cocal dos Alves era se formar no ensino médio para tentar a vida no Rio de Janeiro. Agora, os jovens almejam ir para a capital do Estado se formar para, depois, retornarem à cidade natal em busca de melhorar a vida da população, contam os professores.
"Um de nossos orgulhos é um estudante que está no oitavo semestre de engenharia civil na UFPI [Universidade Federal do Piauí], em Teresina. Ele era um aluno bom, dedicado, mas extremamente carente. Só recentemente, sua casa recebeu luz elétrica graças a um programa do governo federal", disse Amaral.

sexta-feira, 24 de outubro de 2014

Mais de 60 mil crianças e jovens sobredotados em Portugal

Extraído do site : http://www.dn.pt/inicio/portugal/interior.aspx?content_id=1776923

Mais de 60 mil crianças e jovens sobredotados em Portugal

Três a cinco por cento das crianças e dos jovens portugueses são sobredotados. Ou seja, têm um QI superior a 130, quando o da média da população ronda os 100%. São cérebros cheios de potencial, à espera de serem descobertos. Podem ser capazes de ler aos dois anos, mas não desenvolvem todas as suas capacidades ao mesmo tempo. Desfazer os mitos de que são infalíveis e capacitados em todas as áreas estão entre os objectivos das associações que os apoiam.

Aos dois anos já lia as matrículas dos carros e algumas palavras, nas legendas da televisão ou nos letreiros dos supermercados. Os pais pensavam que estava a associar a imagem aos anúncios, julgando-o apenas "um bocadinho precoce", recorda a mãe. No entanto, quando entrou para a pré-primária, aos três anos, perceberem que Pedro (nome fictício) poderia ser uma das cerca de 48 mil a 80 mil crianças sobredotadas do País.

A sua agressividade na escola levou-os a procurar um psicólogo, que lhes fez o diagnóstico: Pedro era sobredotado. Ou seja, tinha um QI (coeficiente de inteligência) superior a 130, quando o da maioria das pessoas ronda os 100% (ver caixa). E aconselhou-os "a procurar a um especialista, porque os psicólogos tratam problemas" e ele não tinha nenhum.

A frustração de estar rodeado de crianças que não tinham os mesmos interesses, a ouvir matérias que já conhecia, aborrecia-o e levava-o a destabilizar a aula, por estar aborrecido de ali estar.

A frustração é mesmo um dos problemas que mais afecta estas crianças. Pedro todos os dias vai para a escola na expectativa de aprender coisas novas, mas o ritmo do programa é demasiado lento para a sua vontade de aprender. Acelerou um ano, fazendo o 3.º em dois períodos lectivos. E "melhorou muito", assegura a mãe, graças à mão firme do professor, que soube conquistar a sua confiança, e ao apoio de Manuela Freitas, a fundadora do CPCIL (Centro Português para a Criatividade, Inovação e Liderança), que os aconselhou.

No entanto, é pela sensibilização dos professores que passa a melhoria do ambiente escolar para estas crianças. "É preciso acabar com a ideia de que o sobredotado é infalível", defende Helena Serra, da direcção da APCS (Associação Portuguesa de Crianças Sobredotadas). Porque podem estar muito "apuradas" numas áreas, e noutras estarem num "patamar comum ou terem mais lentidão na aquisição de aptidões".


quarta-feira, 22 de outubro de 2014

Reunião para tratar de Políticas Públicas em prol dos superdotados de Campo Largo/PR


Campo Largo agora possui um Deputado Estadual após 24 anos sem esta importante representação. Muito se deve ao fato da conscientização da população local quanto a necessidade de ter um político por perto, que possa ser cobrado aqui na cidade mesmo. Aliás, este foi o tema da Campanha da ACICLA "Eu voto Campo Largo".

Na manhã do dia 16/10/14, o então Deputado eleito Alexandre Guimarães, esteve em reunião com a Diretoria da ACICLA e firmou muitos compromissos. A Dra. Eliane Metz, colocou o assunto das Altas habilidades e Superdotação no Município em pauta e o deputado prometeu se aprofundar na questão. Ele vai agendar uma reunião, intermediada pelo Dr. Adriano Huber, para tratarmos deste assunto e se colocou a disposição para sermos parceiros e levarmos às nossas crianças e adolescentes a melhor qualidade possível nas nossas salas. Se você tem interesse em participar desta reunião, entre em contato com a Eliane Moraes Metz : eliane@metzadvocacia.com ou pelo facebook mesmo "Altas habilidades/Superdotação AH/SD Campo Largo/PR"

terça-feira, 21 de outubro de 2014

Maria Clara Sodré fala sobre atendimento especial a alunos superdotados

Por Maria Clara Sodré S. Gama*

A importância do atendimento especial aos alunos superdotados se justifica de três maneiras: necessidades educacionais, justiça social e necessidade econômica e política do país.


Maria Clara Sodré, coordenadora do Programa Estrela Dalva, fala sobre o atendimento especial aos jovens superdotados

Do ponto de vista das necessidades educacionais, justifica-se o atendimento especial da mesma maneira que se justificam as diferenciações para alunos com deficiências físicas ou mentais. Do ponto de vista da justiça social, justifica-se a oferta de oportunidades educativas diferenciadas dentro da lógica da equidade, ou seja, para alunos diferentes é justo que o atendimento seja diferente. E do ponto de vista econômico e político, justifica-se o atendimento especial a partir das exigências que a modernidade impõe sobre países que querem atingir níveis elevados de desenvolvimento tecnológico, científico e social.

Pesquisas indicam que, quanto mais cedo é feito o atendimento educacional diferenciado a crianças superdotadas, maiores são as chances de se tornarem adultos que contribuem para a comunidade. Os dados ainda mostram que nem todas as crianças que dispõem de aptidões superiores se tornam adultos talentosos. O aluno superdotado precisa de desafios acadêmicos complexos e variados para que suas habilidades se desenvolvam apropriadamente.

Pesquisas indicam também que, no Brasil, são poucos os alunos superdotados que participam de programas especiais que os desafiam intelectual e academicamente. Com relação a alunos superdotados de baixa renda, estes ainda enfrentam dificuldades para receber educação básica de qualidade: muitas vezes frequentam escolas que lidam com as mais variadas carências, tanto do ponto de vista material quanto do humano, impedindo-os de atingirem os níveis mais altos de especialização, condizentes com o seu potencial.

O Programa Estrela Dalva seleciona alunos superdotados de baixa renda na rede municipal de educação do Rio de Janeiro e os prepara para a entrada em escolas públicas de excelência, que oferecem educação de ótima qualidade. Hoje, 120 alunos do Programa frequentam o Colégio Pedro II, o Colégio de Aplicação da UERJ ou o Colégio Militar, e 60 alunos estão sendo preparados para os concursos de seleção dessas escolas.

Além disso, o Programa oferece oportunidades para os jovens se envolverem em atividades acadêmicas e culturais que vão muito além do que é oferecido na escola, tais como idas a concertos, museus, casas de cultura e de ciência, curso de inglês, oficinas especializadas (Direito, Biologia, Desenho Animado, Arquitetura, Mecânica, Economia, etc.) e tantas outras. Os patrocinadores e os profissionais do Programa acreditam que o Brasil não é tão rico nem tão abençoado com recursos naturais que possa ignorar educacionalmente o potencial humano dos alunos superdotados, sobretudo aqueles de baixa renda. Por isso, apostam na sua educação.

Maria Clara Sodré é Coordenadora do Programa Estrela Dalva para Alunos Superdotados


Clique aqui para conhecer o Instituto Brookfield 


Parabéns, Professora Maria Clara pelo lindo Projeto desenvolvido ! 

domingo, 19 de outubro de 2014

Lançamento de Livro "Altas Habilidades/Superdotação : Criatividade e Emoçã" de Fernanda Hellen e Outras

O livro Altas Habilidades/Superdotação (AH/SD): Criatividade e Emoção, organizado por Fernanda Hellen Ribeiro Piske, Járci Maria Machado, Sara Bahia & Tania Stoltz, será lançado no dia 11 de Novembro, em Foz do Iguaçu. Este livro reúne um conjunto de capítulos inovadores fruto de reflexões profundas e de investigações realizadas em contextos diversificados e realidades diferentes. 


Os autores provêm de diferentes  cantos do mundo o que traz uma grande flexibilidade nos olhares sobre a temática das altas habilidades e deixa entrever uma perspectiva original e potencialmente frutífero. A multiplicidade de olhares permite equacionar as preocupações sobre o desenvolvimento de talentos e perspectivar orientações de futuro.

sábado, 18 de outubro de 2014

Mostra traz trabalhos de alunos com altas habilidades e superdotação

Extraído do site : http://www.floripanews.com.br/noticia/5865-mostra-traz-trabalhos-de-alunos-com-altas-habilidades-e-superdotacao


foto: A FCEE é uma instituição de caráter beneficente, instrutivo e científico, vinculada à Secretaria de Estado da Educação - Divulgação / FCEE

foto: A FCEE é uma instituição de caráter beneficente, instrutivo e científico, vinculada à Secretaria de Estado da Educação - Divulgação / FCEE

Para ajudar na identificação e no desenvolvimento das altas habilidades ou superdotação em Santa Catarina, a Fundação Catarinense de Educação Especial (FCEE) promove, nos próximos dias 22 e 23, a terceira edição da Mostra do Núcleo de Altas Habilidades/Superdotação (NAAH/S), que contará com apresentações de jovens talentos catarinenses.

“O principal objetivo desta mostra é apresentar trabalhos dos alunos e, assim, dar visibilidade ao tema, evitando que muitos estudantes superdotados passem despercebidos nas escolas regulares”, explica a psicóloga Andréia Rosélia Panchiniak, coordenadora do NAAH/S.

A abertura da Mostra contará com a participação de educadores, gestores e parceiros da FCEE que atuam na área de educação especial para altas habilidades, como a professora e pesquisadora da UFSC, Gilka Girardello, que abordará o tema da narração de histórias, e apresentações especiais das equipes do Projeto Pianíssimo, da Universidade do Estado de Santa Catarina (Udesc), e da Ginástica Rítmica do Instituto Estadual de Educação (IEE).

Ao longo dos dois dias de evento, cerca de 50 alunos com altas habilidades e superdotação, atendidos pela FCEE, com idades entre 6 e 17 anos, apresentarão trabalhos especiais desenvolvidos nas áreas de Lógica e Matemática, Leitura e Produção Textual, Artes Plásticas, Robótica Educacional, entre outras.

Também estarão participando da Mostra ex-alunos da instituição, que foram encaminhados com sucesso para o mercado de trabalho ou para instituições de ensino superior.

Entre os destaques da programação da Mostra está a apresentação de jogos de lógica produzidos por alunos de escolas públicas e medalhistas na Olimpíada de Matemática do Estado, ou ainda as criações dos alunos da Oficina de Robótica.

“É importante que a sociedade saiba que existe atendimento educacional especializado para crianças superdotadas, as quais muitas vezes acabam abandonando a escola por serem alvo de preconceito”, ressalta a coordenadora do NAAH/S, lembrando que existem leis que estipulam este tipo de educação especial.

“Os alunos superdotados costumam ser críticos e questionadores e as famílias chegam até nós muito preocupadas”, explica Andréia.

Serviço

Evento: III Mostra do NAAH/S

Quando: 22/10 das 9h às 17h e 23/10 das 8h às 17h

Local: Auditório da FCEE - Rua Paulino Pedro Hermes, 2785 - São José/SC- FONTE: Governo do Estado de SC

quarta-feira, 15 de outubro de 2014

Entidade em Chapecó orienta e estimula desenvolvimento intelectual de crianças superdotadas

Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick é o único local da região com estrutura para atender alunos com habilidades acima da média


Com apenas dois anos, Christian já apresentava uma inteligência acima da média para sua faixa etária. Já lia sozinho e montava jogos de quebra-cabeças com mais de 300 peças em tempo recorde. 

Em Chapecó, o garoto de cinco anos participa do Centro Associativo de Atividades Psicofísicas Patrick, único local da região com estrutura para atender casos de crianças tidas como superdotadas.




Assistam ao vídeo, clicando aqui : 

http://ricmais.com.br/sc/educacao/videos/entidade-em-chapeco-orienta-e-estimula-desenvolvimento-intelectual-de-criancas-superdotadas/