Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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sábado, 30 de outubro de 2010

Pequeno gênio egípcio brinca de trabalhar na Microsoft

Pequeno Gênio egípcio brinca de trabalhar na Microsoft : Cairo, 30 out (EFE).- O pequeno Mahmoud Wael, um egípcio de 11 anos e aspecto frágil, se tornou técnico da Microsoft graças à sua capacidade de resolver cálculos complexos em segundos e de dominar as redes de computadores.

"Meu pai descobriu minha habilidade quando eu tinha três anos e resolvi uma conta de multiplicação da minha irmã", conta à Agência Efe Mahmoud, um menino tímido que responde às perguntas sentado em um sofá do humilde apartamento no qual vive com sua família.

Após a descoberta, um exame determinou que seu coeficiente intelectual é de 155, uma pontuação "muito alta" que, segundo o próprio pequeno egípcio, o transforma no "menino mais inteligente do mundo".

Mahmoud, apelidado por seus vizinhos de "Abqarino" (gênio, em árabe), se matriculou aos nove anos na prestigiada Universidade Americana do Cairo, onde cursa Informática.

Para seu pai, Wael Mahmoud, que mostra orgulhoso uma pasta cheia de recortes de jornais com reportagens sobre o filho, o garoto é "uma criança, um engenheiro de informática e um presente de Alá".

A precoce habilidade com os computadores não passou despercebida pela gigante americana Microsoft, que o presenteou há seis anos com seu primeiro laptop e acaba de nomeá-lo analista tecnológico.

"Agora já sou um profissional em redes de computadores e já poderia trabalhar", afirma Mahmoud, que se diz apaixonado pela informática porque "graças a esta invenção, é possível chegar a qualquer parte do mundo".

"Se quero saber alguma coisa, tenho Google e Wikipédia, e se quero conhecer alguém no outro lado do planeta, tenho o Facebook".

"Talvez eu acabe trabalhando para a Microsoft", antecipa o menino que, embora fale com fluência o árabe e o inglês e estude francês, está mais interessado "em conhecer as linguagens de programação".

No populoso bairro do Cairo em que a família de Mahmoud sempre morou, as crianças de sua idade brincam na rua enquanto os adultos tomam chá ou fumam "shisha" (narguilé).

Mas o menino não tem tempo para sair com os amigos porque sua rotina começa cedo, às seis e meia, e a manhã e a tarde são ocupadas entre as salas de aula de um colégio internacional e da universidade.

"Alguns garotos da minha idade têm orgulho de ter um amigo como eu no bairro, mas outros pedem que ninguém brinque comigo", conta Mahmoud, que aproveita as férias para "brincar, brincar e brincar".

"Às vezes me sinto como um adulto porque acordo muito cedo e vou à escola e à universidade, mas em casa meus pais me tratam como uma criança", revela.

Interessado por programação, o pequeno gênio confessa ter perdido a destreza com as operações matemáticas, mas diante do desafio de calcular o resultado de 40 vezes 78, faz uma pausa e pede, sério: "Um minuto, por favor".

"Moody", como é chamado em casa, só precisa de dez segundos para dar a resposta correta (3.120) e, depois, explica que seu verdadeiro sonho é seguir os passos do egípcio Ahmed Zewail, prêmio Nobel de Química em 1999, e ser "cientista especializado em informática".

"Antes de completar 20 anos, vou morar fora do Egito para estudar. Depois vou voltar e tentar inventar algo por aqui", planeja o menino, que se considera um "bom muçulmano".

Segundo ele, foi o profeta Maomé quem lhe concedeu a inteligência e, por isso, sempre agradece quando vai à mesquita ao lado de sua casa. "Meu coeficiente é uma das muitas razões pelas quais eu amo Deus", relata.

Os olhos de Mahmoud, ocultos sob os óculos de aro vermelho, se acendem quando fala de outra de suas paixões, o futebol. "Gosto de jogar com meus amigos do bairro ou na escola e sou fã do Al Ahly (o time campeão da última liga egípcia)".

Depois da equipe do Cairo, o garoto reconhece que seu favorito é o Barcelona, porque "tem grandes jogadores como o Messi" e, entre as seleções, prefere a Espanha e o Brasil. EFE

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Matéria publicada no Diário do Grande ABC

Aos 2 anos, Lucas de Barros, 12, usava a tesoura com facilidade, enquanto as outras
crianças cortavam papel com as mãos. Aos 3 anos, começou a ler. Hoje, fala inglês fluentemente, toca violino e é fera em números. Neste ano, ganhou medalha de prata na Olimpíada Brasileira de Astronomia e já está entre os 100 melhores na de Matemática.

Superdotado, talentoso, portador de altas habilidades. Assim são chamados os mais inteligentes, como Lucas. Essa turma tem aptidão superior à da maioria em áreas específicas – motora, social, artística, entre outras – ou, em casos raros, em várias delas. Considerando apenas a inteligência acadêmica, calcula-se que representam
entre 2% e 5% da população.

Entretanto, de acordo com novos conceitos que levam em conta as múltiplas inteligências, o índice pode chegar a 20%. “São muito curiosos e concentrados
naquilo que gostam. Têm ritmo acelerado e aprendem com facilidade.

Às vezes, são agitados e impacientes, quando o ambiente não responde de forma satisfatória às suas necessidades”, explica Christina Cupertino, coordenadora do Poit (Programa Objetivo de Incentivo ao Talento).

A ciência não sabe por que quem tem altas habilidades nasce assim. Estudos indicam que a genética aliada a fatores ambientais influenciam. Por isso, uma criança pode ter grande capacidade intelectual, mas se não receber estímulos e alimentação correta, o talento não se desenvolverá.

A habilidade se evidencia na infância ou adolescência, mas quem a tem, em geral, não gosta de fazer propaganda. “Não sou diferente dos outros. Só tenho mais facilidade”, diz Lucas, que curte games, computador e sair com os amigos. O curitibano Guilherme Cardoso de Souza passou em primeiro lugar no vestibular para Química na universidade Federal do Paraná, com 13 anos. Hoje, aos 15, ganha para fazer um
site para a universidade. Como se diverte? Vendo TV e mexendo no PC.
Por Juliana Ravelli

quarta-feira, 27 de outubro de 2010

A polêmica do estudante superdotado

A aprovação em dois vestibulares do estudante curitibano Charles Ribeiro, de 15 anos, diagnosticado superdotado por um instituto que lida com alunos especiais, trouxe à tona a polêmica sobre a possibilidade de alguém com capacidade intelectual acima da média entrar mais cedo na universidade. De um lado, a escola acredita que a formação psíquica do garoto ficaria prejudicada; de outro, o instituto que o diagnosticou superdotado vê plenas possibilidade de ele cursar já a universidade.

Charles ficou empolgado com a idéia de ingressar em um dos cursos ele foi aprovado em Ciências da Computação na Universidade Federal do Paraná (UFPR) e em Engenharia da Computação na Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUC-PR). Nesse último é que ele pretende se matricular. “Me sinto plenamente preparado para cursar a universidade; pelo menos quanto ao aspecto do conteúdo, eu acredito que consigo freqüentar as aulas, sim”, diz o garoto.

Mas a polêmica em que a história está envolta parece longe de terminar. De acordo com a Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB), fica estabelecido que cabe à escola decidir sobre acelerar a formação do aluno, adiantando a série ou conclusão do grau, ou fornecer currículos, métodos, técnicas, recursos educativos e organização específicos para atender às necessidades desses alunos.

A escola onde Charles estuda como bolsista pelo programa Bom Aluno, o Bom Jesus, prefere ficar com a segunda opção, justificando não achar adequado tomar a medida que permitiria ao garoto antecipar a conclusão do ensino médio. “A aprendizagem não se dá apenas pelo conteúdo, mas pelo convívio escolar. É importante que ele adquira maturidade emocional e psicológica, daí nossa preocupação que ele pule esta etapa”, explica o gestor do ensino médio do colégio, Julio Imafuco.
O professor enfatiza que o vestibular não pode ser visto como um “laudo de superdotação” ou de “medição de inteligência” e garante que Charles, embora diagnosticado superdotado por um instituto credenciado pelo Conselho Regional de Psicologia, possui capacidade intelectual semelhante à de outros alunos da escola. “O Charles foi bem sucedido também pela sua grande competência. Não é exclusividade dele ter passado no vestibular sem ter completado o ensino médio. Não queremos menosprezar o resultado do jovem, mas a gente quer que isso seja encarado com responsabilidade.” E acrescenta: “Nosso colégio reconhece no Charles e em outros alunos do programa a superdotação. Mesmo os que não têm o laudo, são ótimos”, conclui o professor.

Laudo garantiria matrícula

A Psicóloga Maria Lucia Sabatella atesta que garoto é altamente superdotado.

A psicóloga que diagnosticou o garoto, Maria Lucia Sabatella, atesta que Charles é altamente superdotado e diferente dos demais alunos que compõem a turma. Além disso, garante que, com o laudo, ele tem possibilidades legais de conseguir acelerar a conclusão do ensino médio - o que não vale para pessoas não classificadas como tal, ainda que aprovadas no vestibular antes do tempo.

Quando chegou ao consultório do Instituto para Otimização da Aprendizagem (Inodap), em Curitiba, Charles tinha 13 anos e uma inteligência notável. Advindo de escola pública, o garoto procedeu a testes e superou a pontuação máxima na maior parte das oito áreas do conhecimento avaliadas para este tipo de diagnóstico. Nesta época, quando ainda cursava a oitava série, o garoto já ensinava física quântica aos colegas.

Somente o teste de QI (quociente de inteligência) do adolescente deu um resultado de 152 pontos, quando a média da população é de 90 a 110 (acima de 130, já se considera superdotado). “Não havia testes para a idade dele que correspondessem à sua capacidade intelectual”, lembra Maria Lucia, que atua como delegada do Brasil no World Council for Gifted and Talented Children, ou Conselho Mundial para Crianças Superdotadas e Talentosas.

A possibilidade de pular etapas, para a psicóloga, está descartada. “Se ele estiver ajustado no nível escolar, de conhecimento e social, o que não acontece hoje, será muito mais fácil trabalhar apenas o ajuste emocional. Caso contrário, teremos de trabalhar todos esses aspectos.” Maria Lucia também não vê na idade problema para escolher a profissão. “Ele sempre pendeu para a área de Exatas. Além disso, os superdotados em geral seguem diversas carreiras com diferentes formações, não porque escolheram errado, mas porque a competência é muito ampla.


Há diversos exemplos de adolescentes que passaram pela mesma situação, como na Universidade de Brasília, que já recebeu alunos de 15 anos; no Rio de Janeiro, onde a universidade federal já contou com um calouro de 14 anos; e no México, onde no ano passado um garoto de 12 anos entrou para a faculdade de Medicina. “Nunca vi sentenças desfavoráveis a estes alunos e também não conheço relatos de arrependimento.” (LM)

segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Novo disco do Pato Fu para crianças e adultos - super criativo !

Novo disco do Pato Fu para crianças e adultos. Para as crianças e para os adultos. Excelente criatividade do Grupo Pato Fu, neste seu novo disco, em que eles tocam músicas de rock bem conhecidas (nacionais e internacionais) somente em instrumentos infantis e com coro de criança, ao fundo. Vale à pena conferir : Pato Fu - Música de Brinquedo !

http://www.youtube.com/watch?v=QigHmXJY-pM&p=AC4D0954D45B6562&playnext=1&index=5

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Feliz com boletim dos meus filhos !!!!

Poderia ser diferente. Nem toda criança superdotada, necessariamente, têm notas boas, pois, sabemos de casos de crianças superdotadas que não têm a característica do bom aluno, daquele que se destaca em sala de aula, que sempre tira as melhores notas ou ganha os concursos escolas. Ouço falar de casos de crianças que apresentam desinteteresse, comportamento similar a um hiperativo, desafiador, irônico, entre outras coisas.

Mas, no caso dos meus filhos, por enquanto, tem sido assim. Eles têm tirado, durante a sua curta vida escolar (por enquanto) notas muito boas e têm demonstrado um comportamento de envolvimento, engajamento e interesse em sala de aula, o que me deixa muito feliz e tranquila.

Nenhum deles apresenta dificuldade em alguma matéria e apesar de terem a sua matéria de preferência, não deixam interferir em seu desempenho, que eu considero acima da média.

Estava um pouco apreensiva mais com as notas do Rafa, do que com as da Debora, pois a Debora já pulou de série já faz quase 3 anos, enquanto que o Rafa, pulou de série, neste ano de 2.010, então, acho natural eu querer saber como ele está se desenvolvendo, em sala de aula, depois que foi acelerado.

É como se, praticamente, meus filhos não tivessem perdido o conteúdo curricular e pedagógico deste ano que pularam.

Não desconsidero a perda que esta pulada de série deve ter ocasionado no emocional deles, pois, imagino que alguma consequência isto deve ter na vida deles, em seu cotidiano. Mas, de um modo geral, é como se este ano pulado não existisse !!! E, de um modo geral, o saldo na balança, com a decisão deles terem sido acelerados é bem mais positivo do que negativo e é isto que eu acho que deve ser levado em consideração, quando pensamos em acelerar uma criança. Devemos colocar no papel (ou na balança, se preferirirem..rs) os prós e os contras da criança ser acelerada. Se acharem que os prós serão maiores do que os contras.. mandem bala.. senão, é preciso ter muito cuidado. Não é uma decisão fácil de ser tomada e também não deve ser feita por impulso !

A vida já é tão cheia de problemas e complicações, que, se eu puder não ter mais esta preocupação, com as notas e comportamentos escolares, melhor !

terça-feira, 19 de outubro de 2010

A visão da lição de casa de um superdotado

A lição de casa do Rafa, era escrever duas parlendas, que ele conhece. Ele escolheu as básicas : " Pirulito que bate bate" e " Lá em cima do Piano".

Quando estava me contando sobre a parlenda do piano (" Lá em cima do piano, tem um copo de veneno. Quem bebeu morreu. O azar foi seu") ele fez o seguinte comentário : " Ele só vai morrer, se o seu corpo não resistir e não puder esperar até tomar o antídoto"..rs.. e me complementou dizendo, que tinha visto sobre o antídoto, no Indiana Jones..rs..

domingo, 17 de outubro de 2010

A sacada da Debora

Eu, a Debora e o meu marido, estávamos ouvindo uma musica do Pato Fu, em que eles cantam : "Quando penso, em nos dois, deixo tudo pra depois. Quando penso em nos três ; fica pra outra vez !" e eu comecei a pensar no que a cantora queria dizer com aquela letra. Estava com a ideia fixa, de que ela queria dizer que, se entrasse mais uma pessoa na relação do casal, não ia rolar.. Que, talvez, o homem da relação, quisesse trazer uma pessoa para dentro da relação, e a cantora dizia que não ia dar.. Ai, perguntei para a Debora (9), o que ela achava que queria dizer a letra (sem dizer o que eu achava que era) e ela, rapidamente, me disse que, quando a cantora dizia que "Quando penso em nos dois, deixo tudo pra depois", ela queria dizer o casal estava bem, apaixonado, mas, quando cantava "Quando penso em nos três ; fica pra outra vez", a cantora dizia que não queria ter filhos.. por isto, eh que ela dizia.. fica pra outra vez !!! Eu, que estava tão viciada na ideia de uma terceira pessoa na relação do casal, nem parei pra pensar, na ideia de que poderia ser de um filho, que ela estivesse falando..rs..
Depois disto, a Debora ainda fez outro comentário. Sabia que a cantora tinha filho. Então, ela nos questionou, porque a cantora falava que não queria ter filhos, se tinha um. Então, contamos para ela, que a musica foi escrita, antes da cantora ter o bebe...

Físicos aprovam "séries nerds" de TV

Para eles, programas como "The Big Bang Theory", "The Mentalist" e "Numb3rs" são cientificamente precisos.

Para físico que colabora com roteiros de "The Big Bang Theory", uso de estereótipos não deve ser visto como problema

RICARDO MIOTO
DE SÃO PAULO

"Todo mundo na faculdade de física adora "The Big Bang Theory", a gente fala "bazinga!" toda hora, pra tudo", diz Luiza Maurutto, 19, aluna de física na USP.
"Bazinga!" é a marca registrada de Sheldon Cooper, físico nerd que é protagonista dessa série de televisão.

Ele usa a expressão sempre que quer deixar claro que está sendo irônico -físico estereotipado, entre as suas limitações sociais está o fato de ele não compreender o sarcasmo, e por isso achar que ninguém mais consegue.

Impressiona, então, que, em vez de irritar os físicos, a nerdice e a incapacidade de Sheldon de se relacionar com outros seres humanos normalmente tenham feito que ele ganhasse uma vasta legião de fãs nos departamentos de física.

Paulo Nussenzveig, professor de física da USP, conta, por exemplo, que é fã da série e já ter até levou cenas para a sala de aula.

A admiração pelo personagem e pelo programa de TV, que já vai para a sua quarta temporada nos EUA, tem ao menos dois grandes motivos.

PIADA, MAS COM RIGOR

O primeiro é que os físicos consideram -e eles se importam tremendamente com isso- que a série é cientificamente precisa. Os personagens, dizem, não cometem uma única impropriedade, e mesmo as piadas não perdem o rigor científico.

O grande responsável por isso é David Saltzberg, físico da Universidade da Califórnia em Los Angeles e consultor da série. Ele decide quais equações estarão nas lousas, quais livros-texto os personagens vão carregar e quais comentários científicos farão.

"The Big Bang Theory" é a série mais popular, mas outras com temática científica têm consultores semelhantes -e também conquistaram os pesquisadores. Uma delas é "Numb3rs", em que um gênio da matemática usa o seu conhecimento para resolver crimes, mas há várias.

"Aprecio "The Mentalist", "House", "CSI" e outras dessa leva de séries no estilo "smart is the new sexy" [algo como "sexy agora é ser inteligente']", diz o professor de física da USP Osame Kinouchi.

"É um refresco, depois de décadas de séries como "Buffy, a Caça-Vampiros".


ABRAÇO DE CIENTISTA

No caso de "The Big Bang Theory", o segundo motivo pelo qual os físicos gostam da série é que, afinal, eles têm mesmo muitos colegas que lembram o Sheldon.

"Tenho vários amigos assim, a série é muito verdade. Bem nerds, que só falam de física. Amigos que, quando todos estão almoçando, ficam fazendo conta num papelzinho, que tem dificuldade para se relacionar, para abraçar, até para falar com mulher", diz Maurutto.

Saltzberg, o consultor da série, comentou para a Folha esse fenômeno da onipresença de sheldons nas turmas de físicos pelo mundo.

"Todo mundo diz conhecer um Sheldon, mas ninguém diz ser um. A matemática não bate", brinca. "Mas talvez surpreenda que aqui na minha universidade, a UCLA, eu tenho visto muitas jovens mulheres totalmente apaixonadas pelo Sheldon."


FÍSICO NÃO É COITADO

Os físicos apontam, ainda, mais fatores que agradam nessas séries.

"Os nerds em "The Big Bang Theory", por exemplo, são arrogantes o suficiente para estarem por cima. É diferente de Friends, em que o cientista, o paleontólogo Ross, era um coitado... embora ele tenha ficado com a Jennifer Aniston", diz Kinouchi.

"E acho que os físicos gostam também porque (quase) todos estamos procurando nossa Penny, não?", brinca, em referência à atraente garçonete loira que é personagem da série e acaba se envolvendo com o físico que mora com Sheldon.

Alguns cientistas, porém, até gostam da série, mas fazem algumas ressalvas sobre a criação de estereótipos.

Um deles é o colunista da Folha e professor do Dartmouth College (EUA) Marcelo Gleiser, que acha que levar à televisão a imagem do cientista como um ser com dificuldades para se ajustar socialmente pode acabar ridicularizando a carreira.

A maioria dos cientistas ouvidos pela Folha, porém, discorda. "Estereótipo é parte da comédia. É ele que provê todo o pilar da piada. Eu não levo seu uso tão a ferro e fogo assim", diz Daniel Doro Ferrante, físico brasileiro da Syracuse University (EUA).

Saltzberg segue essa linha. "Os físicos de "The Big Bang Theory" mostram uma profunda paixão pelo que eles fazem, a mesma paixão que os melhores cientistas têm."

terça-feira, 12 de outubro de 2010

O medo do parto do seu filho....

Meu filho, Rafa, tem 6 anos, e duas grandes preocupacoes ; com o horario que vai dormir e que que acorda e, desde os seus 5, ele vem demonstrando uma grande preocupacao com o parto de seu filho. Fica preocupado com o sangue ; que nao quer que a esposa sangre, entao, no ano passado, ele disse que nao queria ter filhos, porque nao queria que a esposa dele sofresse no parto..rs..

Ontem, ele veio meio preocupado, conversar comigo. Veio me perguntar se, quando cortarem a barriga da esposa dele, ele vai ver a barriga cortada. Eu nao sabia, pois, quando dei a luz, nao sei, exatamente, o que o meu marido viu ou nao viu. Perguntei, entao, ao meu marido. Ele me disse que dava pra ver, sim, a barriga.

Entao, eu disse que dependeria do tipo de parto que a esposa dele teria ; se cesariana ou parto normal (ele ja sabe a diferenca entre os dois tipos de partos). Entao, mostrei a ela a minha cicatriz da cesariana. Ele comentou que a cicatriz nao eh exatamente, na minha barriga. Ele tem razao, nao eh ...rs !


Entao, disse para ele que eu nao senti nenhuma dor no parto, que foi so alegrias, e que, logo, logo, este sangue desaparece.

De toda forma, ainda acho que vai demorar alguns anos, para ele tirar esta ideia da cabeca, de que o parto eh uma coisa sofrida para a mae...rs...

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Síndrome de Asperger e Superdotação

Forma de autismo pode ser confundida com inteligência acima da média - O Globo Online: "RIO - O neuropediatra Milton Genes, do Centro de Avaliação de Desenvolvimento Infanto-juvenil, alerta que, em vez de começar a tratar o filho que começa a mostrar sinais de alta inteligência como superdotado, os pais devem levar a criança a um especialista, já que alguns sinais de autismo podem ser confundidos com os de uma superdotação.

- Existe um tipo de autismo, chamado de síndrome de Ásperger, que muitas vezes é confundido com a superdotação. Em muitos casos, esta criança tem uma grande habilidade específica, como decorar todas as bandeiras ou as capitais do mundo, e uma certa dificuldade de se relacionar com outras crianças e com os pais. Podem, por exemplo, não gostar de dar abraços. Mas, como isso tudo é muito específico, só quem pode fazer um diagnóstico correto é um profissional - explica Genes."

O importante é prestar atenção na criança e detectar o problema precocemente. Se ela está com um foco excessivo em uma coisa só, é sinal de que ela precisa passar por uma avaliação para ver se está tudo bem - avalia.
Atualmente, a síndrome de Ásperger é tratada com medicamentos, acompanhamento psicológico e pedagógico.

A chamada síndrome de Asperger, transtorno de Asperger ou desordem de Asperger, é uma síndrome do espectro autista, diferenciando-se do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. A validade do diagnóstico de SA como condição distinta do autismo é incerta, tendo sido proposta a sua eliminação do "Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais" (DSM), sendo fundida com o autismo
A SA é mais comum no sexo masculino. Quando adultos, muitos podem viver de forma comum, como qualquer outra pessoa que não possui a síndrome. Há indivíduos com Asperger que se tornaram professores universitários (como Vernon Smith, "Prémio Nobel" de Economia de 2002).
O termo "síndrome de Asperger" foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma homenagear Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990. A síndrome foi reconhecida pela primeira vez no DSM, na sua quarta edição, em 1994 (DSM-IV).
Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados. No entanto, isso pode ser conciliado com desenvolvimento cognitivo normal ou alto.
Alguns estudiosos afirmam que grandes personalidades da História possuíam fortes traços da síndrome de Asperger,[4][5][6] como os físicos Isaac Newton e Albert Einstein[7], o compositor Mozart, os filósofos Sócrates e Wittgenstein, o naturalista Charles Darwin, o pintor renascentista Michelangelo, os cineastas Stanley Kubrick e Andy Warhol e o enxadrista/xadrezista Bobby Fischer.
Características
A SA é caracterizada por:
• Interesses específicos e restritos ou preocupações com um tema em detrimento de outras atividades;
• Rituais ou comportamentos repetitivos;
• Peculiaridades na fala e na linguagem;
• Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo;
• Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interação interpessoal;
• Problemas com comunicação;
• Habilidade de desenhar para compensar a dificuldade de se expressar verbalmente;
• Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
• Segundo alguns estudos,[18] apresentam imaginação e criatividade fantasiosa mais reduzida do que uma criatividade com bases em fatos reais
• Frequentemente, por um Q.I. verbal significativamente mais elevado que o não-verbal
As características mais comuns e importantes da SA podem ser divididas em várias categorias amplas: as dificuldades sociais, os interesses específicos e intensos, e peculiaridades na fala e na linguagem. Outras características são comumente associadas com essa síndrome, mas nem sempre tomadas como necessárias ao diagnóstico. Esta seção reflete principalmente as visões de Attwood, Gillberg e Wing sobre as características mais importantes da SA; os critérios DSM-IV representam uma visão ligeiramente distinta. Diferentemente da maioria dos tipos de TDI, a SA é geralmente camuflada, e muitas pessoas com o transtorno convivem perfeitamente com os que não têm. Os efeitos da SA dependem de como o indivíduo afetado responde à própria síndrome.]
Diferenças sociais
Apesar de não haver uma única distinção comum a todos os portadores de SA, as dificuldades com o convívio social são praticamente universais, e portanto também são um dos critérios definidores mais relevantes. As pessoas com SA não têm a habilidade natural de enxergar os subtextos da interação social, e podem não ter capacidade de expressar seu próprio estado emocional, resultando em observações e comentários que podem soar ofensivos apesar de bem-intencionados, ou na impossibilidade de identificar o que é socialmente "aceitável". As regras informais do convívio social que angustiam os portadores de SA são descritas como "o currículo oculto".[20] Os Aspergers precisam aprender estas aptidões sociais intelectualmente de maneira clara, seca, lógica como matemática, em vez de intuitivamente por meio da interação emocional normal.

Os não-autistas são capazes de captar informação sobre os estados cognitivos e emocionais de outras pessoas baseadas em "pistas" deixadas no ambiente social e em traços como a expressão facial, linguagem corporal, humor e ironia. Já os portadores de SA não têm essa capacidade, o que é às vezes chamado de "cegueira emocional". Este fenômeno também é considerado uma carência de teoria da mente. Sem isso, os indivíduos com SA não conseguem reconhecer nem entender os pensamentos e sentimentos dos demais. Desprovidos dessa informação intuitiva, não podem interpretar nem compreender os desejos ou intenções dos outros e, portanto, são incapazes de prever o que se pode esperar dos demais ou o que estes podem esperar deles. Isso geralmente leva a comportamentos impróprios e anti-sociais. No texto Asperger's Syndrome, Intervening in Schools, Clinics, and Communities, Tony Attwood categoriza as várias maneiras que a carência de "teoria mental" ou abstração podem afetar negativamente as interações sociais de portadores de Asperger:
Dificuldade em compreender as mensagens transmitidas por meio da linguagem corporal - pessoas com SA geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não conseguem "ler".
1. Interpretar as palavras sempre em sentido denotativo - indivíduos com SA têm dificuldade em identificar o uso de coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.
2. Ser considerado grosso, rude e ofensivo - propensos a comportamento egocêntrico, Aspergers não captam indiretas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social.
3. Aperceber-se de erros sociais - à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua "cegueira emocional", começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar fobia.
4. Paranóia - por causa da "cegueira emocional", pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que por sua vez pode gerar uma paranóia.
5. Lidar com conflitos - ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.
6. Consciência de magoar os outros - uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.
7. Consolar os outros - como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com AS têm pouca compreensão sobre como consolar alguém ou fazê-los se sentirem melhor.
8. Reconhecer sinais de enfado - a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem incompreensíveis ou desatentos. Na mão inversa, pessoas com SA geralmente não percebem quando o interlocutor está entediado ou desinteressado.
9. Introspecção e autoconsciência - indivíduos com SA têm dificuldade de entender seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.
10. Vestimenta e higiene pessoal - pessoas com SA tendem a ser menos afetadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma de se vestir e aos cuidados com a própria aparência.
11. Amor e rancor recíproco - como Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, suas expressões de afeto e rancor são em geral curtas e fracas.
12. Compreensão de embaraço e passo em falso - apesar do fato de pessoas com SA terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.
13. Lidar com críticas - pessoas com SA sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.
14. Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais - como respondem às interações sociais com a razão e não intuição, portadores de SA tendem a processar informações de relacionamentos muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incômodas.
15. Exaustão - quando um indivíduo com SA começa a entender o processo de abstração, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar informações de outra maneira. Isto muito freqüentemente leva a exaustão mental.
Uma pessoa com SA pode ter problemas em compreender as emoções alheias: as mensagens passadas pela expressão facial, olhares e gestual tem um impacto baixo, mas não nulo (como no caso dos psicopatas). Eles também podem ter dificuldades em demonstrar empatia. Assim, Aspergers podem parecer egoístas, egocêntricos ou insensíveis. Na maioria dos casos, estas percepções são injustas porque os portadores da Síndrome são neurologicamente incapazes de entender os estados emocionais das pessoas à sua volta. Eles geralmente ficam chocados, irritados e magoados quando lhes dizem que suas ações são ofensivas ou impróprias. É evidente que pessoas com SA têm emoções. Mas a natureza concreta dos laços emocionais que venham a ter (ou seja, com objetos em vez de pessoas) pode parecer curiosa ou até ser uma causa de preocupação para quem não compartilha da mesma perspectiva.
O problema pode ser exacerbado pelas respostas daqueles neurotípicos que interagem com portadores de SA. O aparente desapego emocional de um paciente Asperger pode confundir e aborrecer uma pessoa neurotípica, que por sua vez pode reagir ilógica e emocionalmente — reações que vários Aspergers especialmente não toleram. Isto pode gerar um círculo vicioso e às vezes desequilibram particularmente famílias de pessoas Aspergers.
O fato de não conseguir demonstrar afeto — pelo menos de modo convencional — não significa necessariamente que pessoas com SA não sintam afeto. A compreensão disto pode ajudar parceiros ou convíveres a se sentir menos rejeitados e mais compreensivos. O aumento da compreensão também pode resultar de leitura e pesquisa sobre a Síndrome e outros transtornos comórbidos. Às vezes, ocorre o problema oposto: a pessoa com SA é anormalmente afeiçoada a alguém e não consegue captar ou interpretar sinais daquela pessoa, causando aborrecimento.

Outro aspecto importante das diferenças sociais encontradas em aspergers é uma fraqueza na coerência central do indivíduo. Pessoas com esta deficiência podem ser tão focadas em detalhes que não conseguem compreender o conjunto. Uma pessoa com coerência central fraca pode lembrar de uma história minuciosamente mas ser incapaz de fazer um juízo de valor sobre a narrativa. Ou pode entender um conjunto de regras detalhadamente mas ter dúvidas de como aplicá-las. Frith e Happe exploram a possibilidade de que a atenção a detalhes seja uma abordagem em vez de deficiência. Certamente parece haver várias vantagens em orientar-se por detalhes, particularmente em atividades e profissões que requeiram alto nível de meticulosidade. Também pode-se entender que isto cause problemas se a maior parte dos não-autistas for capaz de transitar fluidamente entre a abordagem detalhista e a generalista.

Diferenças de fala e linguagem
Pessoas com SA tipicamente tem um modo de falar altamente "pedante", usando um registro formal muitas vezes impróprio para o contexto. Uma criança de cinco anos de idade com essa condição pode falar regularmente como se desse uma palestra universitária, especialmente quando discorrer sobre seu(s) assunto(s) de interesse.
A interpretação literal é outro traço comum, embora não universal, da Síndrome de Asperger. Attwood dá o exemplo de uma menina com SA que um dia atendeu ao telefone e perguntaram “O Paul está aí?”. Embora o Paul em questão estivesse em casa, não estava no mesmo cômodo que ela. Assim, após olhar em volta para se certificar disso, a menina simplesmente respondeu "Não" e desligou. A pessoa do outro lado da linha teve de ligar novamente e explicar a ela que queria que a menina encontrasse o Paul e passasse o telefone a ele.
Indivíduos com SA podem usar palavras idiossincráticas, incluindo neologismos e justaposições incomuns. Isto pode tornar-se um raro dom para humor (especialmente trocadilhos, jogos de palavras e sátiras). Uma fonte potencial de humor é a percepção eventual de que suas interpretações literais podem ser usadas para divertir os outros. Alguns são tão apurados no domínio da língua escrita que podem ser considerados hiperléxicos. Tony Attwood cita a habilidade de uma criança em particular de inventar expressões, por exemplo, “tirar o pingo dos is” (o oposto de botar o pingo nos is) ou dizer que seu irmão bebê está “escangalhado” por não poder andar nem falar.
Outros comportamentos típicos são ecolalia (repetição ou eco da fala do interlocutor) e palilalia (repetição de suas próprias palavras).
Um estudo de 2003 investigou a linguagem escrita de crianças e adolescentes com SA. As amostras foram comparadas aos seus pares neurotípicos num teste padronizado de escrita e legibilidade da caligrafia. Nas técnicas de escrita, não foram encontradas diferenças significativas entre os padrões de ambos os grupos; entretanto, na caligrafia, os participantes com SA produziram letras e palavras consideravelmente menos legíveis do que as do grupo neurotípico. Outra análise de exemplos de texto escrito constatou que pessoas com Asperger produzem quantidade de texto similar às dos neurotípicos, mas têm dificuldade em produzir escrita de qualidade.
Tony Attwood afirma que um professor pode gastar tempo considerável interpretando e corrigindo o garrancho indecifrável de uma criança com Asperger. A criança também é ciente da qualidade inferior de sua caligrafia e pode relutar em participar de atividades que envolvam trabalho manuscrito extensivo. Infelizmente para alguns adultos e crianças, os professores colegiais e os potenciais empregadores podem considerar a precisão da caligrafia como medida da inteligência e personalidade. A criança pode requerer assistência de terapia ocupacional e exercícios corretivos, mas a tecnologia moderna pode ajudar minimizar este problema. O pai ou monitor pode também atuar como redator ou revisor da criança para assegurar a legibilidade das respostas nos deveres de casa.
[editar] Interesses específicos e intensos
A Síndrome de Asperger na criança pode se desenvolver como um nível de foco intenso e obsessivo em assuntos de interesse, muitos dos quais são os mesmos de crianças normais. A diferença de crianças com SA é a intensidade incomum desse interesse. Alguns pesquisadores sugeriram que essas "obsessões" são essencialmente arbitrárias e carecem de qualquer significado ou contexto real. No entanto, pesquisa recente sugere que geralmente não é esse o caso.
Algumas vezes, os interesses são vitalícios; em outros casos, vão mudando a intervalos imprevisíveis. Em qualquer caso, são normalmente um ou dois interesses de cada vez. Ao perseguir estes interesses, portadores de SA freqüentemente manifestam argumentação extremamente sofisticada, um foco quase obsessivo e uma memória impressionantemente boa para dados factuais (ocasionalmente, até memória eidética). Hans Asperger chamava seus jovens pacientes de "pequenos professores" por que ele achava que seus pacientes tinham como compreensão um entendimento de seus campos de interesse assim como os professores universitários.
Pessoas com Síndrome de Asperger podem ter pouca paciência com coisas fora destes campos de interesse específico. Na escola, podem ser considerados inaptos ou superdotados altamente inteligentes, claramente capazes de superar seus colegas em seu campo do interesse, e ainda assim constantemente desmotivados para fazer deveres de casa comuns (às vezes até mesmo em suas próprias áreas de interesse). Outros podem ser hipermotivados para superar os colegas de escola. A combinação de problemas sociais e de interesses específicos intensos pode conduzir ao comportamento incomum, tal como abordar um desconhecido e iniciar um longo monológo sobre um assunto de interesse especial em vez de se apresentar antes da maneira socialmente aceita. Entretanto, em muitos casos os adultos podem superar estas impaciências e falta de motivação e desenvolver mais tolerância às novas atividades e a conhecer pessoas.

Para quem tiver mais interesse sobre o tema, leia a seguinte matéria : http://www.hoagiesgifted.org/eric/fact/asperger.pdf

terça-feira, 5 de outubro de 2010

Vocês acham que ele é ?

Embriologista Robert Edwards foi premiado por desenvolver a fertilização in vitro. Louise Brown, a primeira bebê de proveta do mundo, declarou-se "encantada" nesta segunda-feira (4) com a atribuição do prêmio Nobel de Medicina ao embriologista Robert Edwards, cuja terapia de fertilização in vitro permitiu que ela fosse gerada, em 1978.

Vocês acham que este embriologista Rober Edwards é PAH ? Conseguem imaginar quantas vidas ele ajudou a procriar ? Como seria o mundo, se ele não tivesse inventado o bebê de proveta ? Quantas pessoas hoje não seriam tão felizes ?

Mania de achar que todo mundo é superdotado, diz a minha filha..

Mas, agora eu queria ouvir a opinião de vocês.. Vocês acham que o criador do método de concepção via bebê de proveta é PAH ?

domingo, 3 de outubro de 2010

A sacada da Debora sobre a matéria abaixo :

Vejam que bonitinho que a Debora, minha filha, me trouxe para ler, hoje, extraído da Folhinha, da Folha de SP (03/10/2.010, pag. 2). Ela me trouxe a Folhinha de SP, aberta na página da matéria abaixo, reproduzida, e me perguntou se eu tinha interesse em colocar no meu blog sobre isto.. fofa ela, por ter sacado os meus interesses e fofo o menino abaixo. Quando me entregou o exemplar da Folhinha, ela esperou eu ler e me disse prá mim o seguinte : Ele é superdotado, não é ?..rs.. :

Na porta do quarto do hospítal, um papel com o desenho de um dinossauro avisa quem esta lá : " Arthur, paleontólogo".

Arthur Amorim Santos só tem 8 anos, mas bem que merece esse título, dado aos adultos que estudaram fósseis de plantas e animais pré-históricos. O alagoano, que vive em São Paulo enquanto se tratar de uma doença, é louco por dinossauros, desde os 3 anos. Conhece todas as espécies, as subespécies, o tamanho, o peso, o lugar onde viveu e até o número de dentes de cada um. Tem mais de 20 livros sobre o tema e decora um monte de palavras complicadas, como o maior nome de dino, o microparquicefalossauro.

Seu preferido é o pequeno dinossauro compsognato. Nas mãoes de Arthur, os dinossauros vieram desenhos, bonecos de "biscuit" e histórias. Seu maior sonho é publicar o "Dinossário !, um dicionário que ele está escrevendo só sobre...dinossauros, é claro !

Melhoras ao menino, Arthur. Que ele supere esta fase e cresça bastante e mantenha intacta esta curiosidade dele e um dia chegue a ser o maior paleontólogo do planeta !!!