Superdotação, Asperger (TEA) e Dupla Excepcionalidade por Claudia Hakim

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quarta-feira, 31 de março de 2010

Quando eles colocam o conteúdo aprendido em prática..

Ontem foi uma das festas religiosas mais importantes da nossa religião. A nossa Páscoa, tem um sentido bem religioso. A crianças, todos os anos, estudam muito sobre a importância desta feita, que é cheia de detalhes e músicas em hebraico.

O Rafa incorporou o espírito da festa. Fez questão de conduzir toda a reza. Queria ler (em português) toda a história sobre a festa, para os meus 16 convidados. E toda hora que tinha uma parte que ele lia, que ele tinha aprendido algo na escola, ele fazia a observação dele, super pertinente.. um fofo.. fez o maior sucesso..

Ao vê-lo querer participar com tanta empolgação da festa, lembrei na hora, da observação que a Ada, da Associação Paulista de Altas Habildiades e Superdotação fez, ao identificar a superdotação do Rafa.

O superdotado não é aquele que fica decorando capitais ou, bandeiras, para ir aos programas de tv impressionar a todos com a sua memória.Nem toda crianças que tem uma boa memória é uma criança superdotada. Uma memória fenomenal é indício de superdotação, mas não é um requisito imprescindível. Meus dois filhos possuem memória de elefante. Se eles me dizem que viram ou ouviram uma coisa, que eu ainda não vi ou não ouvi, aprendi com o tempo que não vale à pena discordar. Eles sempre vão estar certos..rs..


Debora, desde pequeninha (um ano e pouco, dois anos), tinha, em seus relatórios escolares, que ela fazia reconto com riquezas de detalhes. Não ouse perguntar uma coisa para ela, que ela quer contar, porque ela vai falar sobre aquilo por horas, tamanha é a precisão dos fatos e detalhes sobre o que lhe foi perguntado, que quando isto acontece, eu até me arrependo de ter perguntado..rs.

O Rafa também, não deixa barato e sempre se lembra dos fatos, lembrando, com exatidão, tudo aquilo que aconteceu no dia daquele fato.. Isto sem contar a memória musical, que é impressionante. Se ele ouve uma música. Ele nunca mais a esquece e, basta ouvi-la uma vez, para ele já sair cantando, ou tirando a letra no teclado ou no violão. Isto é a memória musical.

Contudo, como eu disse, boa memória não é sinônimo de superdotação. A importância da superdotação é saber o que aquela criança faz com o conhecimento adquirido. É saber usar aquilo que ele leu, ouviu ou aprendeu na situação específica e apropriada. Ontem, tive uma prova disto.
O Rafa teve aulas de religião e cultura judaica. Absorveu um bom conteúdo sobre as festas. No momento oportuno, ele demonstrou os seus conhecimento adquiridos durante as aulas, fazendo relatos com riqueza de detalhes e de uma forma super articulada. Esta é a diferença entre as crianças superdotadas.
Fiquei pensando, na hora, como aqueles pensamentos tão concatenados entraram naquela cabecinha e como ele conseguiu articular de forma tão impressionante os seus conhecimentos ?
A mesma coisa se aplica a qualquer outro campo do conhecimento destas crianças... parecem uma esponja de conhecimentos..Nestas horas, ficamos muito orgulhosos de termos filhos assim !!!

domingo, 28 de março de 2010

A epopéia da aceleração de série da minha filha mais velha



O procedimento de aceleração de série da minha filha mais velha foi extremamente complicado e angustiante. Acho que, se eu não fosse advogada, e dotada de conhecimentos jurídicos, talvez a gente (escola e nós, pais) não conseguiríamos colocá-la em prática. A escola dos meus filhos é relativamente nova. Tem 10 anos hoje. Na época em que se cogitou que a minha filha fosse acelerada, a escola tinha 7 anos de existência. Por ser uma das únicas escolas trilíngues de SP, as regras e regulamentos que regem este tipo de escola são muito mais complexas e rigorosas.


Assim que a coordenadoria do infantil detectou a necessidade da minha filha ser acelerada, encaminhou-a para uma avaliação específica, que durou cerca de dois meses e meio. Terminada a avaliação, veio o laudo que constatou a superdotação da minha filha e reconheceu a necessidade dela ser acelerada. O laudo foi então apresentado à escola, pela psico pedagoga que a avaliou e naquela altura eu imaginava que era uma questão de aguardar a chegada do meio do semestre, para que ela iniciasse na série acima. Ledo engano...


A diretoria da parte fundamental da escola da minha filha não sabia da situação que envolvia a minha filha e era totalmente contra a qualquer aceleração de série, mesmo sem conhecer a minha filha !

Disse isto porque a inspetora de ensino da diretoria de ensino, do Estado de São Paulo, da qual a escola dos meus filhos está vinculada era contra a aceleração de série. Se ela era contra, a diretora não iria se opor à ela, ainda quee isto não estivesse previsto em lei !


Tentamos argumentar com a diretora, fazer com que ela, ao menos, conhecesse a minha filha, mas nada adiantou. Ela terminou a reunião nos prometendo que a escola faria um enriquecimento em sala de aula com a Debora.


Ficamos super chateados. E toda aquela expectativa criada em torno da necessidade dela ser acelerada.. como ficava ???


Enfim, mais um ano letivo terminou e, sinceramente, apesar da muito boa vontade da escola, não vimos nenhum tipo de enriquecimento feito com a minha filha.


Debora contava com 5 anos, quando iniciou o próximo ano letivo e estava no ano que equivaleria ao pré primário, atual primeira série, já tendo lido livros de mais de 100 páginas (com letras grandes) em questão de horas ! Naquela época, ela estava fascinada pela série da Judy Mood e qualquer livro da série que você desse para ela, ela terminava em questão de horas.. às vezes até menos do que uma hora !!!


Me apresentei à nova professora da minhas filha e comentei que ela tinha facilidade de aprender, que ela já estava completamente alfabetizada há mais de ano, para ela dar uma atenção especial. Ela me disse para eu ficar tranquila, pois ela estava acostumada a lidar com alunos " inteligentes" e que ela teve um caso de um aluno que falava três línguas (ele poderia, facilmente ter aprendido as línguas com seus pais, mas isto não significa que ele seja superdotado, só porque fala três línguas !). Fiquei sem graça. Ficou parecendo que eu era mais uma típica mãe judia, que quer mostrar para a professora de seu filho que ele é o máximo !


Imaginem o que é para uma criança que já está completamente alfabetizada, frequentar aulas para crianças que estão começando a aprender a escrever, o quão frustrante e entediante não deveria ser.. pois é.. minha filha estava nessas.. Ela sempre foi muito boazinha.. nunca reclamava de nada acerca do pedagógico, possível tédio, etc.. suas reclamações acerca da escola, limitavam-se somente à reação de seus coleguinhas frente aos seus avançados conhecimentos sobre todas as matérias. Ela era a que mais sabia, a que fazia de sempre responder as perguntas e sempre as acertava. Estas atitudes inocentes da minha filha, soavam um pouco arrogante e irritantes, aos olhos de seus coleguinhas.. então, os coleguinhas começavam a provocá-la.. às vezes, a agredi-la, verbal e até fisicamente..


Então, deixei esta questão da aceleração ou enriquecimento de lado e desencanei...


Quando tivemos a primeira reunião de pais e mestres daquele ano, a professora comentou comigo, numa conversa informal de que estava muito preocupada com a minha filha. Na hora, achei estranho. Pq ela estaria preocupada com a Debora ? Então, também informalmente, ela me disse que não sabia se era o caso da minha filha pular um ou dois anos, mas que, se a escola da minha filha, não quisesse acerelá-la, então, que a gente deveria procurar outra escola que aceitasse fazer a aceleração dela (que fosse, ao menos em um ano !)


Aí, quem ficou preocupada fui eu.. e quando contei ao meu marido a conversa informal que tive com a professora da minha filha, quem ficou mal, desta vez, foi ele. No dia seguinte àquela reunião, ele entrou em contato com a professora dela, que reiterou toda a conversa que teve comigo. Foi aí que percebemos que o buraco era mais embaixo...


Em contato com a diretoria e coordenadoria do infantil da escola da minha filha, partimos para um plano de ataque contra a diretoria do fundamental, para fazê-la entender que a aceleração de série era possível. A idéia era montar um dossiê com tudo aquilo que a minha filha já sabia, que estava além de seus pares e muito além do que a série que ela estava lhe permitia, provas com o conteúdo da série a ser acelerada, parecer dos professores da minha filha, sobre a facilidade de aprendizagem dela, o laudo que atestava a sua superdotação e um parecer jurídico (feito por mim), provando que a aceleração de série é direito dos superdotados previstos em lei. Este dossiê seria encaminhado a tal diretora do ensino fundamental, para tentar convencê-la a fazer a aceleração da minha filha. Novamente, ela negou.


A diretoria do infantil, então, decidiu, encaminhar o caso para a dona da escola, que diante do dossiê e ouvindo a opinião das professoras da minha filha a respeito dela, se comoveu e optou por arriscar fazer a aceleração dela, mesmo que a diretora de ensino do Estado fosse contra a aceleração de série.


Como advogada, fui informada pelo departamento de superdotação do MEC e pelo Conselho de Ensino do Estado de SP, que as escolas particulares não precisam de autorização de nenhum órgão estatal para fazerem a aceleração de série, porque elas têm autonomia para fazer a aceleração.


Só que a diretora do ensino fudamental da escola exigia que eu entrasse com um requerimento no Conselho de Ensino do Estado de SP, para pedir ao Estado autorização para que a minha filha fosse acelerada de série.


A conselheira do Conselho de Ensino já me conhecia de tanto que eu havia ligado para indagar como funcionava a aceleração de série. Quando o requerimento que eu dei entrada no Conselho chegou à ela, eu liguei para saber como ele estava. Então, ela me perguntou, porque eu havia entrado com este requerimento ali. Eu disse a ela que a escola havia me solicitado isto. Então, ela ligou para a escola dos meus filhos e repetiu para a tal diretora que : " As escolas particulares têm autonomia para proceder à aceleração de série e não precisam de autorização de órgão nenhum para tanto".


Dito isto, a escola se convenceu que a aceleração de série não era nenhum bicho de sete cabeças e com isto, no ano seguinte, minha filha iniciou o ano letivo na terceira série (já acelerada).


Minha filha somente fora informada de que seria acelerada de série, no último dia de aula do pré primário (antiga primeira série). Ela pulou o equivalente à nova segunda série.


Nos dois primeiros meses do ano seguinte (já na terceira série), ela estranhou um pouco. Não teve perda de conteúdo absolutamente nenhum e já no final do ano, seu boletim só veio com notas 10 !!!


Socialmente, ela hoje está muito melhor do que se estivesse no ano anterior.


As minhas experiências de aceleração de série (considerando-se, agora, a do meu filho menor, também), descontadas todas estas dificuldades legais e burocráticas, são as melhores possíveis.


Na comunidade do Orkut da qual faço parte (Pais de superdotados), já ouvi histórias iguais, idênticas ou parecidas com às da minha filha, seja na questão das dificuldades das escolas fazerem a aceleração destas crianças ; do despreparo na educação das crianças superdotadas ; no despreparo em realizar um enriquecimento curricular, ou até mesmo de identificação de uma criança superdotada. Na verdade, o que mais vejo nesta comunidade é o despreparo das escolas (públicas ou estaduais) em lidar com a educação especial destas crianças superdotadas. Ficam perdidas, sem ação ou mostram-se contraditórias. Isto tudo só prejudica nossas crianças e gera uma angústia muito grande para nós, pais destas crianças especiais.


Sendo assim, eu peço para que os pais que estiverem passando pela mesma situação com os seus filhos superdotados, que não desanimem e lutem pelos direitos de seus filhos superdotados para que eles tenham direito a uma educação especial !

sexta-feira, 26 de março de 2010

Americano superdotado de 13 anos 'briga' com universidade para estudar na África do Sul

Ele aprendeu a ler aos 3 anos e devorou 'Harry Potter' aos 4, disse mãe. O estudante Colin Carlson, de 13 anos, posa para foto nesta terça-feira (23) na University of Connecticut. O garoto-prodígio está no segundo ano de ecologia, evolução e estudos ambientais na escola. Mas ele reclamou do fato de a universidade ter rejeitado sua matrícula em uma disciplina que incluía trabalho de campo na África do Sul. Colin observa mapa da África do Sul. Ele e sua mãe disseram que a escola argumentou que ele é 'novo demais' para viajar ao exterior. A família reclamou formalmente, e o Departamento de Educação está investigando o caso. 'Estou perdendo tempo em meu planejamento de me formar em 4 anos', disse o garoto. Um porta-voz da universidade disse que não iria comentar o caso específico, mas que a primeira preocupação da escola era a segurança. Colin começou a ler com pelo menos três anos, segundo sua mãe. Ele devorou a série 'Harry Potter' quando tinha 4. Filho único, enfrentou problemas antes de descobrir que era superdotado. Ele estão pulou dois anos na escola pública e começou a ter aulas na universidade aos 9. Apaixonado pela natureza, ele já fez várias viagens internacionais de estudo, acompanhado pela mãe. Ele afirmou que a viagem à África é crucial para seu plano de estudos.

O mais legal da reportagem que saiu no site da globo.com hoje são as fotos do garoto, ao lado dos amigos mais velhos e um deles barbudo que com ele, frequentam a universidade..rs..

Minha filha tb leu aos 3, e aos 4 anos devorava livros da coleção da Judy Mood e para conseguir pular um ano na escola foi um suplício. Vejam como a questão é tratada com naturalidade lá nos EUA.. O menino já está na universidade aos 13 anos !!!

Pérolas de um criança superdotada

Estes dias, ouvi do meu filho menor : " Mamãe, o ar frio que solta quando abanamos a mão é o mesmo ar que a gente respira ?" Dez segundos depois de eu entender a pergunta, respondi : " Sim. A gente respira um único ar". Ele volta com a pergunta : " Mas, e o ar que sai do ar condicionado.. é o mesmo que a gente respira ?"

Rafa para a tia : " Tia.. vc não veio em casa no domingo". A tia respondeu : " É pq eu fui ao cinema". O Rafa emendou : " E foi legal o filme que vc foi assistir.. como é mesmo o nome do filme ? Ah.. Simplesmente Complicado, né ?" ..rs.. (ela tinha comentado no Domingo que iria ao cinema e falou para ele o nome do filme..rs.. o engraçado foi ele ter lembrado, passados alguns dias, o nome do filme..rs.).

terça-feira, 23 de março de 2010

O problema da nomenclatura

A questão da superdotação já começa com um grande problema : a força do nome que caracteriza estas crianças. O nome escolhido para caracterizar estas crianças com habilidades acima da média, não é muito simpático. Soa, até mesmo, como um palavrão.

A questão da nomenclatura atribuída à esta questão tem sido um grande dilema, na comunidade da qual faço parte e atuo como moderadora, no Orkut,denominada "Pais de Superdotados". Eu mesma fico receosa em utilizar esta nomenclatura. Quando me perguntam porquê a minha filha pulou de série (ainda são poucos os que sabem que o menor também acabou de pular de série), antigamente, eu respondia porque ela era superdotada. Ninguém acreditava !

As pessoas estão muito acostumadas a ligar a superdotação à genialidade. A criança superdotada tem que ser genial, excepcional, compor músicas, ler com 2 anos, falar 10 idiomas, fazer cálculos absurdos e por aí vai.. Se ela for uma criança normal com muita facilidade de aprendizagem, ela não serve para ser caracterizada como uma criança superdotada !

Meus filhos não são macaquinhos de circo. Eles teriam perfeita capacidade de serem treinados para ir na frente de uma rede de televisão e discorrer sobre todas as capitais do mundo, aonde ficam, e falar o nome dela em quatro idiomas, desde que tinham 03 anos. Mas, aonde isto iria levá-los ? O que eles iriam ganhar com isto ? E nós, a sociedade.. o que isto iria acrescentar às nossas vidas ?

Acontece que, se nós, pais de superdotados, usamos a expressão superdotados, para caracterizar os nossos filhos, somos vistos como arrogantes ou até mesmo prepotentes. Não digo isto só por mim, ou pelo meu marido. Digo isto, pelos relatos de vários pais que fazem parte da comunidade a que me referi acima.

Pois bem, para não soar como arrogante ou prepotente, e para ficar mais simpática ao meu interlocutor, passei a adotar, num segundo momento (quando eu já tinha descartado a palavra superdotado) a expressão "portadora de altas habilidades".

Piorou !!! Numa conversa com uma mãe da escola dos meus filhos, ao dizer que a minha filha era portadora de altas habilidades e por isto precisava de uma educação especial, a mãe olhou para mim com uma cara de tipo : " O que será que a filha dela tem.. coitada " ! Por favor, saibam que eu não tenho, absolutamente, nada contra crianças que apresentam outras necessidades educacionais especiais, pelo contrário, sou super a favor e partidária da luta por estas crianças, mas senti que, ao adotar a expressão "portadora de altas habilidades" eu também não estava sendo feliz ao tentar explicar como eram os meus filhos.

Por fim, com todos estes acontecimentos, resolvi dizer que os meus filhos têm facilidade de aprendizagem. Quando as pessoas ouvem isto, eu tenho a impressão de que elas pensam : " Tá bom. Meu filho também tem facilidade de aprendizagem e não pulou de ano".

Muitos pais, ao descobrirem que a minha filha tinha pulado de série na escola dela, vieram me perguntar COMO EU CONSEGUI QUE ELA PULASSE DE ANO NA ESCOLA !!! Como se isto, fosse uma coisa que dependesse única e exclusivamente de mim. Tipo assim : " Sra. Diretora. Preciso lhe informar que eu gostaria muito que a minha filha pulasse de série. Obrigada !'..rs..

Aprendi com a experiência que, para bom entendedor meia palavra basta. Ao dizer que meus filhos têm facilidade de aprendizagem e por isto precisaram pular de ano, quem for bom entendedor vai associar a questão à alguma coisa mais especial. Aqueles que nao o forem.. sinto muito !

Os estudiosos do tema, psicólogos e psico pedagogos, atualmente, usam o termo portadores de altas habilidades para caracterizar estas crianças.

A nossa lei de diretrizes básicas da educação, de 1996, contudo, continua a utilizar o termo superdotados, na área de educação especial, para denominar esta categoria de alunos com necessidades educacionais especiais e justificar a necesidade de um atendimento adequado às necesssidades diferenciadas que apresentam.

Tem aqueles que preferem se referir à estas crianças como habilidosas, talentosas, bem dotadas, "nerds", CDF´s, enfim..

Nos EUA, a questão da superdotação é super tranquila. Lá, é muito comum a a identificação destas crianças partir da própria escola, sendo que todas as escolas americanas têm uma política para trabalhar com estas crianças, de acordo com o nível de sua superdotação. Eles possuem programas específicos de enriquecimento, classes extra-curriculares, programas de aceleração de série, classes específicas para os mais bem dotados, etc. O que não lhe falta é uma proposta pedagógica. Enfim, o que mais me chama a atenção ali, é que o termo que eles adotam para estas crianças, tidas como "gifteds" (na tradução para o português "presenteado, dom") soa como uma coisa tão natural e é tão bem aceita pela sociedade, que acho que seria o caso da gente, aqui no Brasil, repensar sobre esta questão.

Eu sempre digo aos meus filhos que eles são muito abençoados e dotados de um (alguns, na verdade, vários, se formos pensar bem) dom, e, que eles precisam agradecer muito a Deus por terem sido escolhidos para terem este dom e que saibam, no futuro, usar este dom em seus proveitos e também (penso eu) em prol da humanidade !

domingo, 21 de março de 2010

DICAS DE LIVROS PARA PAIS DE CRIANÇAS SUPERDOTADAS

DICAS DE LIVROS PARA SABER COMO EDUCAR E ENTENDER CRIANÇAS SUPERDOTAS


"Talento e Superdotação - Problemas ou Solução", da Maria Lucia Prado Sabatella. ". (Eu adorei este livro. Prá mim, é o melhor !)


"Educando os mais capazes" da autora Zenita Guenther .


"A Coragem de Ser Superdotado" é uma excelente leiturara. Todos que se interessam pelo tema deveriam ler essa obra. A editora é Arte & Ciência :


"Ser superdotado não significa ser gênio." Landau (2000).


"Crianças Superdotadas-mitos e realidades" ou "Superdotados Mitos e Realidade", da autora Ellen Winner, (este foi o Alex quem leu)


"Superdotados -teoria e prática", da autora Maria Clara Sodré.


Procurem, também, pela autora : Soriano de Alencar.E.M.L. Fleith, D. S.

Diagnósticos Equivocados

Muitas crianças superdotadas estão sendo erroneamente diagnosticadas por psicólogos, psiquiatras, neuro-pediatras e outros profissionais da saúde. Esses diagnósticos, que estão se tornando frequentes, derivam da falta de informação, entre os profissionais, sobre as características emocionais e sociais específicas de crianças superdotadas, as quais são assumidas como sintomas de patologias. É comum o professor conviver com crianças medicadas e rotuladas com o diagnóstico de Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade - TDAH. Isso qunado não é o próprio professor que levanta a suspeita sem avaliar a seriedade que envolve sua atitude. Diagnósticos devem ser feitos SOMENTE POR PROFISSIONAIS HABILITADOS e o TDAH não é tão simples de diagnosticar.


A letra feia é constantemente usada como um indicador de distúrbio de aprendizagem. Porém, muitas e talvez a maioria das crianças superdotadas apresentam uma caligrafia feia. Normalemtne, isso simplesmente representa que seu pensamento vai tão mais rápido do que as mãos podem se mover e que vÇeem pouco significado em fazer da caligrafia um tiupo de arte, quando seu principal propósito é a comunicação.

NÍVEIS DE SUPERDOTAÇÃO

NÍVEIS DE SUPERDOTAÇÃO

O potencial, as habilidades, a capacidade, a destreza ou a aptidão podem ser encontradas em vários níveis de competência e desenvolvimento. Da mesma forma, a superdotação pode ser escalonada em vários estágios, pois a inteligência superior não é estática. Ela está presente em um movimento de construção contínua. Os padrões estabelecidos para separar os níveis da superdotação, na maioria das vezes, são baseados na pontuação alcançada nos testes formais de inteligência. Como os testes avaliam apenas alguns aspectos intelectuais e de desempenho, os escores alcançados não significam todas as habilidades. Há outros aspectos no desenvolvimento avançado de cada criança. Os avaliadores normalmente usam classificações para istuar os escores alcançados.

Da mesma forma que não existe consenso a respeito de uma conceituação para a superdotação, isso também nao acontece em relação às denominações para os seus níveis. Os termos encontrados nos manuais dos testes não se mostram esclarecedores e, para essa finalidade, os mais usados são : brilhante / levemente superdotado (115-129) ; moderamente superdotado (130 - 144) ; altamente superdotados (145-159) ; excepecionalmente superdotados (160 ou +) e profundamente superdotado (175 +)

Os escores nos testes padronizados de QI não são indicadores absolutos. Esses instrumento foram concebidos para medir o desempenho de pessoas brancas e da classe média de países desenvolvidos, uma realidade bem distante da nossa. Testes padrão medem algumas áreas da inteligência e não a totalidade. Garrincha, atleta brilhante, quase foi cortado da seleção brasileira, porque foi classificado como débil mental em um teste de QI. Alguns gênios da humanidade também tiveram dificuldades nas áreas medidas por esses testes (linguística, lógico-matemátic e espacial) o que comprova o equívoco deste mito. Inteligência e desempenho (ou execução) têm significaos diferentes ; avaliar inteligência não é o mesmo que avaliar conhecimento. Um teste de inteligência mede o potencial de forma ampla, especificamente em algumas áreas de habildiade, e testes de execução medem como o indivíduo expressa o que aprendeu dentro daquela área limitada.


Como a ciência é processo em constante desenvolvimento, pesquisadores defendem que as capacidades intelectuais devem ser medidas separadamente e que um único resultado não pode representar o desempenho das diferentes habilidades e a real capacidade de um indivíduo. O conjunto de fatores que compõem a inteligência humanda é de natureza muito diversa. Pode se referir tanto memorização, quanto à imaginação ; tanto à dedução, possibilidade de encontrar as respostas ; tanto à emoção, quanto ao dominínio de si mesmo. E, segundo cada cultura, os vários aspectos da atividade intelectual têm valorização diferente.
Aspectos Jurídicos da Superdotação


Oss artigos 59, inciso II da referida lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, bem como na Resolução nº 2, de 11/09/2001, em seu artigo 5, incisos III e IX, abaixo descritos :

”Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais :
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; “ (g.n.)

"Art. 5º . Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem :

(...)

III - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.

IX - atividades que favoreçam, ao aluno que apresente altas habilidades/superdotação, o aprofundamento e enriquecimento de aspectos curriculares, mediante desafios suplementares nas classes comuns, em sala de recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de ensino, inclusive para conclusão em menor tempo, da série ou etapa escolar, nos termos do Artigo 24, V, c, da Lei 9.394/96”. (g.n.)


Parecer nº 17 de 2001 do Conselho Nacional de Educação


Neste sentido, o Parecer de nº 17 de 2001 do Conselho Nacional de Educação, do Ministério da Educação, ampara a aceleração de série, em caso de superdotação, como forma de atendimento educacional, abaixo transcrito uma parte de seu texto :


PARECER nº 17/2001 – Ministério da Educação – Conselho Nacional de Educação - Colegiado: CEB – aprovado em 03.07.2001


“ (...)
Para atendimento educacional aos superdotados, é necessário :
a) organizar os procedimentos de avaliação e pedagógica e psicológica de alunos com característica de superdotação ;
b) prever a possibilidade de matrícula do aluno em série compatível com o seu desempenho escolar, levando em conta, igualmente, a sua maturidade socioemocional ;
c) cumprir a legislação no que se refere :
ao atendimento suplementar ; para aprofundar ou enriquecer o currículo
à aceleração/avanço, permitindo, inclusive, a conclusão da Educação Básica em menor tempo ;
ao registro do procedimento adotado em ata da escola e no dossiê do aluno.
d) incluir, no histórico escolar, as especificações cabíveis ;


DELIBERAÇÃO CEE n.º 68/2007


Art. 1º - A educação, direito fundamental, público e subjetivo da pessoa, na modalidade especial, é um processo definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente, para apoiar, complementar e suplementar o ensino regular, com o objetivo de garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais.

Art. 2º - A educação inclusiva compreende o atendimento escolar dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais e tem início na educação infantil ou quando se identifiquem tais necessidades em qualquer fase, devendo ser assegurado atendimento educacional especializado.

Art. 3º - Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais:

I – alunos com deficiência física, mental, sensorial e múltipla, que demandem atendimento educacional especializado;

II – alunos com altas habilidades, superdotação e grande facilidade de aprendizagem, que os levem a dominar, rapidamente, conceitos, procedimentos e atitudes;

III – alunos com transtornos invasivos de desenvolvimento;

IV – alunos com outras dificuldades ou limitações acentuadas no processo de desenvolvimento, que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares e necessitam de recursos pedagógicos adicionais.

Art. 4º - O atendimento educacional de alunos com necessidades educacionais especiais deve ocorrer, preferencialmente, nas classes comuns do ensino regular.

Parágrafo único - As escolas que integram o sistema de ensino do Estado de São Paulo organizar-se-ão para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, de modo a propiciar condições necessárias a uma educação de qualidade para todos, recomendando-se intercâmbio e cooperação entre as escolas, sempre que possam proporcionar o aprimoramento dessas condições.


DELIBERAÇÃO CEE n.º 68/2007

Este deliberação é bem longa e bem interssante. Quem quiser, faça um google dela, ou me peça que eu a envio por e-mail, pois a teoria dela contém coisas maravilhosas que poderiam ser feitas por estas crianças.. porém, na prática nada é feito !!!

Aceleração

No caso da minha filha mais velha, que já está acelerada há dois anos e meio, ela está super bem, feliz e adaptada. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido à ela. Contudo, a decisão dela ser acelerada foi demorada e cautelosa. Estudamos a situação por 02 anos, e somente depois de um laudo do aspecto intelectual e emocional é que optamos pela aceleração dela. Como ela é superdotada academicamente, então, foi uma boa solução. Entretanto, a aceleração não deve ser aplicada para todos os tipos de superdotados. Alguns, apresentam superdotação somente em 01 ou 2 matérias acadêmicas, então, resolve-se com o enriquecimento dentro ou fora da sala de aula. O meu mais novo está sendo acelerado agora. Começou na série nova, na semana passada e ainda acho cedo para dizer se foi bom ou não para ele. Sempre temos a opção por voltar atrás, caso a solução não seja a melhor. Assim como a minha filha mais velha, ele tb foi avaliado criteriosamente por dois longos anos. Esta é uma decisão que tem que ser muito estudada, antes de colocada em prática !

Aspectos práticos da aceleração

Na teoria, tudo é lindo e maravilhoso ! Porém, na prática, o que vemos é que o governo e as escolas não sabem como fazer a aceleração na prática. Cada escola faz do seu jeito. Algumas exigem que o governo, através de suas secretarias de ensino, ou Conselho de Ensino do Estado se pronunciem expressamente se autorizam ou não a aceleração. Já ouvi casos de pais que conseguiram a aceleração na Justiça ! No meu caso, penei por vários caminhos ; bati na porta do Conselho e a escola dos meus filhos foi informada pela Conselheira do Conselho do Estado de SP, que as escolas particulares têm autonomia para fazer a aceleração de série, ou seja, não precisam de autorização nenhuma do governo para fazer a aceleração. As escolas ficam mais perdidas do que cego em tiroteio !!!
Aspectos Jurídicos da Superdotação

Oss artigos 59, inciso II da referida lei das Diretrizes e Bases da Educação Nacional, bem como na Resolução nº 2, de 11/09/2001, em seu artigo 5, incisos III e IX, abaixo descritos :

”Art. 59. Os sistemas de ensino assegurarão aos educandos com necessidades especiais :
II - terminalidade específica para aqueles que não puderem atingir o nível exigido para a conclusão do ensino fundamental, em virtude de suas deficiências, e aceleração para concluir em menor tempo o programa escolar para os superdotados; “ (g.n.)

"Art. 5º . Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais os que, durante o processo educacional, apresentarem :

(...)

III - altas habilidades/superdotação, grande facilidade de aprendizagem que os leve a dominar rapidamente conceitos, procedimentos e atitudes.

IX - atividades que favoreçam, ao aluno que apresente altas habilidades/superdotação, o aprofundamento e enriquecimento de aspectos curriculares, mediante desafios suplementares nas classes comuns, em sala de recursos ou em outros espaços definidos pelos sistemas de ensino, inclusive para conclusão em menor tempo, da série ou etapa escolar, nos termos do Artigo 24, V, c, da Lei 9.394/96”. (g.n.)


Parecer nº 17 de 2001 do Conselho Nacional de Educação

Neste sentido, o Parecer de nº 17 de 2001 do Conselho Nacional de Educação, do Ministério da Educação, ampara a aceleração de série, em caso de superdotação, como forma de atendimento educacional, abaixo transcrito uma parte de seu texto :

PARECER nº 17/2001 – Ministério da Educação – Conselho Nacional de Educação - Colegiado: CEB – aprovado em 03.07.2001

“ (...)
Para atendimento educacional aos superdotados, é necessário :
a) organizar os procedimentos de avaliação e pedagógica e psicológica de alunos com característica de superdotação ;
b) prever a possibilidade de matrícula do aluno em série compatível com o seu desempenho escolar, levando em conta, igualmente, a sua maturidade socioemocional ;
c) cumprir a legislação no que se refere :
ao atendimento suplementar ; para aprofundar ou enriquecer o currículo
à aceleração/avanço, permitindo, inclusive, a conclusão da Educação Básica em menor tempo ;
ao registro do procedimento adotado em ata da escola e no dossiê do aluno.
d) incluir, no histórico escolar, as especificações cabíveis ;


DELIBERAÇÃO CEE n.º 68/2007

Art. 1º - A educação, direito fundamental, público e subjetivo da pessoa, na modalidade especial, é um processo definido por uma proposta pedagógica que assegure recursos e serviços educacionais especiais, organizados institucionalmente, para apoiar, complementar e suplementar o ensino regular, com o objetivo de garantir a educação escolar e promover o desenvolvimento das potencialidades dos educandos que apresentam necessidades educacionais especiais.

Art. 2º - A educação inclusiva compreende o atendimento escolar dos alunos que apresentam necessidades educacionais especiais e tem início na educação infantil ou quando se identifiquem tais necessidades em qualquer fase, devendo ser assegurado atendimento educacional especializado.

Art. 3º - Consideram-se educandos com necessidades educacionais especiais:

I – alunos com deficiência física, mental, sensorial e múltipla, que demandem atendimento educacional especializado;

II – alunos com altas habilidades, superdotação e grande facilidade de aprendizagem, que os levem a dominar, rapidamente, conceitos, procedimentos e atitudes;

III – alunos com transtornos invasivos de desenvolvimento;

IV – alunos com outras dificuldades ou limitações acentuadas no processo de desenvolvimento, que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares e necessitam de recursos pedagógicos adicionais.

Art. 4º - O atendimento educacional de alunos com necessidades educacionais especiais deve ocorrer, preferencialmente, nas classes comuns do ensino regular.

Parágrafo único - As escolas que integram o sistema de ensino do Estado de São Paulo organizar-se-ão para o atendimento aos educandos com necessidades educacionais especiais, de modo a propiciar condições necessárias a uma educação de qualidade para todos, recomendando-se intercâmbio e cooperação entre as escolas, sempre que possam proporcionar o aprimoramento dessas condições.


DELIBERAÇÃO CEE n.º 68/2007

Este deliberação é bem longa e bem interssante. Quem quiser, faça um google dela, ou me peça que eu a envio por e-mail, pois a teoria dela contém coisas maravilhosas que poderiam ser feitas por estas crianças.. porém, na prática nada é feito !!!

Aceleração

No caso da minha filha mais velha, que já está acelerada há dois anos e meio, ela está super bem, feliz e adaptada. Foi a melhor coisa que poderia ter acontecido à ela. Contudo, a decisão dela ser acelerada foi demorada e cautelosa. Estudamos a situação por 02 anos, e somente depois de um laudo do aspecto intelectual e emocional é que optamos pela aceleração dela. Como ela é superdotada academicamente, então, foi uma boa solução. Entretanto, a aceleração não deve ser aplicada para todos os tipos de superdotados. Alguns, apresentam superdotação somente em 01 ou 2 matérias acadêmicas, então, resolve-se com o enriquecimento dentro ou fora da sala de aula. O meu mais novo está sendo acelerado agora. Começou na série nova, na semana passada e ainda acho cedo para dizer se foi bom ou não para ele. Sempre temos a opção por voltar atrás, caso a solução não seja a melhor. Assim como a minha filha mais velha, ele tb foi avaliado criteriosamente por dois longos anos. Esta é uma decisão que tem que ser muito estudada, antes de colocada em prática !

Aspectos práticos da aceleração

Na teoria, tudo é lindo e maravilhoso ! Porém, na prática, o que vemos é que o governo e as escolas não sabem como fazer a aceleração na prática. Cada escola faz do seu jeito. Algumas exigem que o governo, através de suas secretarias de ensino, ou Conselho de Ensino do Estado se pronunciem expressamente se autorizam ou não a aceleração. Já ouvi casos de pais que conseguiram a aceleração na Justiça ! No meu caso, penei por vários caminhos ; bati na porta do Conselho e a escola dos meus filhos foi informada pela Conselheira do Conselho do Estado de SP, que as escolas particulares têm autonomia para fazer a aceleração de série, ou seja, não precisam de autorização nenhuma do governo para fazer a aceleração. As escolas ficam mais perdidas do que cego em tiroteio !!!
Reportagem do Jornal S. Paulo Agora

Sugiro que baixem as imagens dos links abaixo e salvem no próprio computador para facilitar a leitura pois tem matérias que estão metade em cada imagem.
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Dica:
Pra quem não sabe salvar, clique em cima da imagem com o botão direito do mouse e escolha "salvar imagem como...", escolha um local (Meus doumentos ou Desktop por ex.) e se quiser coloque um nome mais adequado do que os números que vem do site, por exemplo "Página 1", "Página 2", etc.
Matéria publicada na Folhateen de 15/03/ 2010-03-21

EDUCAÇÃO Mentes Brilhantes . Na mira dos ensinos público e particular, estudantes superdotados se destacam com inteligência acima da média


Aos 13 anos, enquanto os garotos de sua idade estavam, em geral, no oitavo ano do ensino fundamental, Guilherme Cardoso passou no vestibular em química na Universidade Federal do Paraná. Em primeiro lugar.

Guilherme é o que psicólogos chamam de "superdotado", ou seja, alguém com inteligência acima da média (leia à pág. 5).

A Organização Mundial da Saúde (OMS) estima que 5% da população mundial tenha esse dom -no Brasil, seriam quase 10 milhões, segundo a conta.

Especificamente no Estado de São Paulo, a Secretaria da Educação identificou 1.022 superdotados na rede pública em 2009. E o número está crescendo. Eram 397 em 2008.

Não que os alunos estejam ficando mais inteligentes. "Creditamos esse aumento à formação dos professores, orientados para identificar esses talentos", explica Denise Arantes, técnica do centro de apoio pedagógico especializado da secretaria.

Na rede pública, uma vez detectados por seus professores, os alunos com alta inteligência são orientados para atividades como a participação em concursos ou o ensino integral.

Por enquanto, a maior mudança para Anaís Duarte, 14, de escola estadual, foi no empenho.

"Fiquei animada e passei a escrever mais", diz. A garota foi identificada no começo do ano como talentosa na redação. Até agora, diz não participar de nenhuma atividade específica.

Pé no freio

Na rede pública paulista, porém, histórias como a de Guilherme -aquele que entrou na faculdade aos 13 anos- não são possíveis, pois a aceleração do ensino não é praticada.
Já no ensino privado, se o aluno poderá pular etapas vai depender de como cada escola lida com a superdotação.
Por um lado, "a inteligência emocional nem sempre acompanha a intelectual", ressalta Liliane Garcez, do Instituto de Educação Superior Vera Cruz.
Por outro, "para o superdotado, ir para a escola pode ser tão maçante que se torna um sofrimento", afirma


MUITAS HABILIDADES

Conheça a teoria das inteligências múltiplas

O superdotado é aquele que tem alguma inteligência acima da média

Desde a década de 80, os estudiosos deixaram de considerar esse talento como sendo apenas a habilidade com números (medida pelo Q.I., o quociente de inteligência)

O responsável por essa mudança foi o psicólogo Howard Gardner, que identificou os sete tipos de inteligência que todas as pessoas têm, em diferentes medidas.
São elas:

Lógico-matemática: Entender sistemas e manipular números
Linguística: Usar a linguagem para se expressar

Musical: Reconhecer e memorizar padrões musicais

Espacial: Ser capaz de orientar-se no espaço e representá-lo com fidelidade

Corporal-cinestésica: Fazer uso do corpo para se expressar

Intrapessoal: Entender a si mesmo

Interpessoal: Entender as demais pessoas

Fonte: Multiple Intelligence Institute
Entrem neste site. Achei bem intetessante !

stories.world-gifted.org

sábado, 20 de março de 2010

A maravilhosa experiência de ser mãe de duas crianças superdotadas



Meu nome é Claudia Hakim. Sou extremamente abençoada por ser mãe de duas crianças superdotadas. Rafael, que hoje está com 06 anos e Debora com 08. Ambos possuem superdotação acadêmica e o Rafael, também, possui amplas habilidades musicais. Os dois foram acelerados de série na escola e estão muito felizes e motivados, assim como estão bem socialmente. Porém, nem tudo foi sempre assim. O caminho percorrido foi complicado e por vezes, muito complexo.


No Brasil, a atenção à esta questão da superdotação e a educação às crianças portadoras de altas habilidades é relativamente nova. As escolas não estão preparadas para lidar com os alunos academicamente mais favorecidos.


Quando muito, conseguem identificá-las. Os pais quando descobrem a superdotação de seus filhos ficam receosos e desorientados e quase nunca encontram ajuda para lidar com esta situação. Isto porque as escolas somente se preocupam com aqueles que têm defasagem de aprendizagem. Aqui, pretendo dividir as minhas experiências, a minha visão e enfoque sobre o tema, bem como compartilhar as minhas angústias sobre o assunto da educação de uma criança superdotada.


A criança superdotada, na verdade, nada mais é do que a facilidade de aprendizagem e não deve ser encarada como um problema. Espero, com este blog, poder ajudar outros pais de crianças portadoras de altas habilidades, passando a minha experiência pessoal, enquanto mãe de duas crianças superdotadas, ou orientando juridicamente, na condição de advogada especializada em Educação e Pós Graduanda em Neurociência e Psicologia Aplicada. Participem !!!